<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012</id><updated>2012-02-02T16:55:10.756-08:00</updated><category term='Prazeres'/><category term='Física'/><category term='Filosofia'/><category term='Contos'/><category term='Relações Sociais'/><category term='Biologia'/><category term='Beleza'/><category term='Realidade'/><category term='Epistemologia'/><category term='Liberdade'/><title type='text'>Minestrone a Bolognesa</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Minestrone a Bolognesa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10974167714235230721</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>45</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-7857077258619808911</id><published>2010-06-12T21:49:00.000-07:00</published><updated>2010-06-12T23:11:21.652-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Realidade'/><title type='text'>Asta la vista, amigos.</title><content type='html'>Trilha sonora de despedida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-140b6c0a349b1cb7" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v7.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3D140b6c0a349b1cb7%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330409207%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D460265BB1E69624215BE593C4B6B318AB150F4E5.F053C1336FBDEF6BBA399F127522612AC140574%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D140b6c0a349b1cb7%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DefPRrRUh0cOG00GvboPHoxLw3a4&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v7.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3D140b6c0a349b1cb7%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330409207%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D460265BB1E69624215BE593C4B6B318AB150F4E5.F053C1336FBDEF6BBA399F127522612AC140574%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D140b6c0a349b1cb7%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DefPRrRUh0cOG00GvboPHoxLw3a4&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era uma vez um cara chamado Caio que se mudou, com a esposa, para Portugal. Longe dos amigos, do sol e do surf, em plena neve e com o mestrado ainda incipiente, sobrou-lhe o ócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro continente, a Paula resolveu se mudar para Curitiba. Longe da família e dos amigos, numa cidade gelada e com o doutorado ainda incipiente, sobrou-lhe o ócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazem as pessoas ociosas com ADSL disponível? É claro que debatem em comunidades de filosofia do orkut! E assim foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Caio e a Paula eram totalmente diferentes entre sí, Minestrone e Bolognesa. Mas compartilhavam de muitas idéias e gostavam de debatê-las. Daí nasceu o blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todos os textos publicados eram, na verdade, resultado dessas discussões. Um deles escrevia, enviava para o outro para chegar a um consenso sobre possíveis novas discordâncias, e lá estava a idéia final, pronta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o tempo passou, e o Caio se tornou papai de uma menininha linda. Junto com isso, o mestrado começou a mostrar porque é que a maioria das pessoas não se animam a fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, o doutorado da Paula também começou a fazer suas exigências improrrogáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tempos de ócio, então, findaram-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Caio, ás vezes, aparecia e dizia: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vou escrever um texto para o blog, assim que der!&lt;/span&gt;" Mas é claro que a nossa vida diária nem sempre colabora com as nossas intenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Paula até que tentou, algumas vezes, publicar textos. Mas com o tempo disponível reduzido, a mente concentrada em outras coisas, e sem as idéias e debates com o Caio, o blog foi progressivamente decaindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A finalidade de um blog é expor idéias; ele não tem um fim último em si mesmo. A partir do momento em que as idéias é que servem ao blog, e não o contrário, ele perde seu sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Minestrone a Bolognesa, então, entra de férias indeterminadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada aos amigos que sempre se dispuseram a pensar nossas idéias conosco. Nos vemos nos próximos bons tempos de ócio criativo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-7857077258619808911?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=140b6c0a349b1cb7&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/7857077258619808911/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=7857077258619808911' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/7857077258619808911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/7857077258619808911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2010/06/asta-la-vista-amigos.html' title='Asta la vista, amigos.'/><author><name>Paula Moiana da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803230052565807949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-6971042861409540926</id><published>2010-05-30T21:38:00.000-07:00</published><updated>2010-06-01T16:03:20.307-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Realidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><title type='text'>(Des)construção</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/TAM9xQcaVUI/AAAAAAAAAE8/R1JmR9wG0nA/s1600/escada.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 243px; height: 186px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/TAM9xQcaVUI/AAAAAAAAAE8/R1JmR9wG0nA/s320/escada.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477289488249673026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a cultura efetivamente atua como causa e não apenas conseqüência de quem somos, todas as nossas observações são de uma perspectiva construída. Nossos paradigmas são contextuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não são?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Antes do século XVIII, nós víamos o mundo sob o prisma do uniformitarismo.As relações sociais baseavam-se na "hereditariedade" do poder, as classes sociais eram estáticas, e as ciências - desde a teologia até a geologia - pregavam que o universo era também estático. As transformações eram tidas como ocasiões excepcionais dentro desta estabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então veio a revolução burguesa, decorrente de um processo dialético instaurado progressivamente, e as relações sociais passaram a ser vistas de outro modo. A realidade estava em constante transformação. As mudanças são agora a regra, e não a exceção. As classes sociais nada mais tinham de estáticas, mas dependiam do próprio esforço. Era a idéia de meritocracia que se instalava em nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teologia passou a interpretar a bíblia numa "dialética diluviana", e apenas 70 anos depois da Revolução Francesa, quando a mentalidade do feudalismo estava definitivamente morta e enterrada, Darwin tem sua famosa idéia e publica A Origem das Espécies.Logo em seguida, no início do século XX, surge Einsten com sua Teoria da Relatividade, que originou a idéia de expansão do universo e a teoria do Big Bang.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será coincidência que as idéias sociais e as idéias científicas andem tão de mãos dadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos, então, pensar na questão do método, que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a priori &lt;/span&gt;assegura a repetibilidade e confiança nas premissas científicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, para usar como exemplo, o método atual é proveniente da filosofia de Descartes. Mas se a cultura é causa do que somos, Descartes também estava sob a influência de um contexto. E é verdade: seus princípios condizem com a idéia vigente em sua época de que as partes compunham o todo, também reflexo de um contexto social que passou a privilegiar o indivíduo e não a massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda a possível defesa de que o pensamento científico possui uma linearidade. Relações de causa e efeito, interações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a maneira de estabelecermos essas relações entre variáveis só levam a este determinado resultado porque utilizamos este determinado método. Com outro, o resultado muito provavelmente seria diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom exemplo para isso é a consciência. Suponhamos que não soubéssemos que ela existe, não a percebêssemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cientista resolve estudar o cérebro, e verifica sua morfologia, células, átomos. Ele vai concluir muitas coisas destas observações, mas com certeza ele não descobriria a existência da consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consciência é uma característica que depende da união de todas as variáveis. Ela emerge do conjunto, e não pode ser observada em cada parte deste. Um cartesianista separa estas variáveis, de modo que não visualiza uma propriedade emergente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então podemos afirmar, seguindo o exemplo acima, que a conclusão (hipotética) da inexistência da consciência é fruto de um contexto. Afinal, o resultado obtido faz parte e não pode ser vendido separadamente do método utilizado para alcançá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além das verdades científicas, o próprio processo de desconstrução cultural torna-se igualmente sem sentido para além do circunstancial. Trata-se de desconstruir algo para reconstruí-lo sob as perspectivas de um novo contexto.  Nosso contexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essas desconstruções e reconstruções, sempre contextualizadas a partir de uma perspectiva própria, será que criamos paradigmas falsos? Ou será que os paradigmas anteriores é que eram falsos, e se chocam com a realidade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, sob esta lógica, nos cercamos de uma realidade viciada criada por nós mesmos.  Acabaram-se, assim, os paradigmas minimamente sustentáveis. Como já disse Pascoal, estamos caminhando sobre degraus que continuamente se esvanecem. Correndo para pisar no próximo degrau e não cairmos num abismo onde não há nada para nos sustentar.E&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ntretanto, enquanto escrevo isso, estou sendo influenciada pelo meu contexto. Vivemos num período pós-modernista, em que o relativismo domina sob todas as formas possíveis. Uau, que idéia original e inovadora é escrever algo que relativiza todo o conhecimento dentro de uma circunstância pós-moderna!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, ao mesmo tempo, que tiro no próprio pé! Se as idéias são fruto do contexto – inclusive as minhas – então elas não podem ser verdadeiras para além deste momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, você que está lendo também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahnn, você discorda? &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-6971042861409540926?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/6971042861409540926/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=6971042861409540926' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/6971042861409540926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/6971042861409540926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2010/05/desconstrucao.html' title='(Des)construção'/><author><name>Paula Moiana da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803230052565807949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/TAM9xQcaVUI/AAAAAAAAAE8/R1JmR9wG0nA/s72-c/escada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-768175388532934687</id><published>2010-05-15T18:08:00.000-07:00</published><updated>2010-05-15T18:44:12.516-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epistemologia'/><title type='text'>O Imbecil Pós-Moderno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/S-9H6yX-0VI/AAAAAAAAAE0/pgLl47a-9D4/s1600/panda+mal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471671147558785362" style="float: right; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 212px; height: 304px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/S-9H6yX-0VI/AAAAAAAAAE0/pgLl47a-9D4/s320/panda+mal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A pós-modernidade é uma corrente de pensamento muito popular no meio acadêmico atual que defende a tese de que a verdade não existe, sendo apenas fruto de um contexto histórico e válido apenas para este contexto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Esse pensamento é muito comum entre os pseudo-intelectuais de orkut, que adoram usar esse argumento para dizer que cada contexto tem sua verdade e, portanto, não podem ser julgados ou comparados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ex: na HQE &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;(2)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; abriram um tópico afirmando que sociedades matriarcais eram atrasadas em relação as patriarcais e um(a) imbecil pós-moderno respondeu:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;“Nós só sentiríamos falta de anestesia, luz elétrica e companhia porque já as conhecemos e criamos necessidades. Ou você acha mesmo que nossas avós foram infelizes sem celular? Como podemos sentir falta e necessidade do que não conhecemos? As pessoas já viviam e existiam antes de todas as tecnologias, e um dia a máxima tecnologia já foi uma pedra polida. Não que eles sejam pré históricos, mas eles tem sua própria organização e conhecimentos. Não dá pra medir uma sociedade pela outra já que cada uma se baseia em códigos de valores diferentes.” – Isabelle&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Atenção ao sublinhado: o imbecil pós-moderno nada mais faz do que defender o duplo critério. O que o imbecil pós-moderno tenta é evitar o confronto de idéias, o imbecil pós-moderno teme a dialética, travestindo-se de defensor da “igualdade” e acusando o interlocutor de preconceituoso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ex: &lt;em&gt;”Você está fazendo um julgamento de valores. E o faz enquanto homenzinho ocidental, cheio de preconceitos e de egocentrismo, tipicamente ocidentais: o homem branco, filho feito a imagem e semelhança de Deus e dominador da natureza!” - Lilian&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O imbecil pós-moderno não aceita a idéia de que exista o avançado e o atrasado, o melhor e o pior, certo e errado, porque na cabeça dele:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1) Atrasado é sinônimo de inferior.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos pegar a frase da Isabelle &lt;em&gt;“Nós só sentimos falta de anestesia porque as conhecemos”. &lt;/em&gt;Para começar não precisamos conhecer anestesia para sentirmos falta dela, isso porque quando temos dor sentimos falta de algo para aliviá-la, ou seja, há uma necessidade a ser suprida, apenas não há os meios adequados para saná-la, tanto que antes da invenção da anestesia a dor era aliviada na base da cachaça.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oras, tudo que o ser humano faz visa em essência duas coisas: busca pelo bem-estar e fuga do sofrimento. É da natureza humana, é instintivo. Não há nada relativo nisso.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Suponhamos que um africano precise extrair um dente, ele vai no curandeiro de sua tribo e o cara arranca o dente sem anestesia. Agora vamos supor que o africano tenha outra dor de dente, mas desta vez haja um médico da ONU no local e lhe dê anestesia para tirar o dente. Alguém aqui acredita que o africano, depois te ter extraído o dente com anestesia, vai querer voltar a extrair dente com o curandeiro próxima vez que tiver uma dor de dente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resumo: a tribo africana é SIM atrasada em relação aos ocidentais em relação a métodos de aliviar dor e sofrimento. A tribo africana é inferior ao ocidente por causa disso? Não.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se A é atrasado não é porque B é inferior, mas sim porque B não teve as mesmas condições e oportunidades de se desenvolver como A. Se Joãozinho está atrasado na escola, é repetente e tira notas baixas, enquanto Pedrinho tira notas boas não é porque Joãozinho é inferior a Pedrinho. Joãozinho pode não ter tido as mesmas chances de Pedrinho. Joãozinho pode vir de uma família pobre, seus pais podem estar no meio de um divórcio turbulento, etc.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Isso explica, mas não justifica. Nada muda o fato de que Joãozinho tira notas boas e Pedrinho notas ruins, e portanto é melhor aluno, que extrair dente com anestesia é melhor do que extrair sem anestesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse é o 1º erro do imbecil pós-moderno, achar que quem defende que A é melhor que B considera B inferior e o tacha de preconceituoso, o que nos leva ao item 2.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2) Se você acha A melhor que B não é porque os fatos quando confrontados revelam isso, mas porque sua visão é produto apenas da cultura que você vive, não tendo nenhuma ligação com a verdade.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por ex: se você acha que o matriarcado é atrasado é porque é um (usando as palavras da Lílian) “&lt;em&gt;homenzinho ocidental, cheio de preconceitos e de egocentrismo, tipicamente ocidentais: o homem branco, filho feito a imagem e semelhança de Deus e dominador da natureza&lt;/em&gt;!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é a falácia do Bulverismo e pode ser expressa da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Você afirma que A (matriarcado é atrasado) é verdadeiro.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;-O interlocutor afirma que por causa de B (você é um “&lt;em&gt;homenzinho ocidental, cheio de preconceitos e de egocentrismo&lt;/em&gt;”) , você pessoalmente deseja que A seja verdadeiro.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;-Portanto, A é falso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A falácia consiste no seguinte: os motivos de uma pessoa nada alteram a validade do argumento usado por essa pessoa. Primeiro deve-se refutar o argumento para depois afirmar que fulano acreditou equivocadamente em “A” por motivo “X”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Esse argumento é vil. O pós-moderno, ao acusar o outro de preconceituoso, automaticamente está se santificando. É como se dissesse subliminarmente: “&lt;em&gt;se você é preconceituoso então significa que eu estou do lado do ‘bem’&lt;/em&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Assim o pós-moderno constrói para si uma aura de santidade, cria a falsa imagem de quem não julga e é tolerante, causando a impressão de que ele está certo. Ao mesmo tempo em que evita o debate, pois evita ter que refutar os interlocutores acusando-os de ter uma visão limitada por causa do seu contexto cultural.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Oras, esse argumento de “&lt;em&gt;você pensa assim por motivo cultural X”&lt;/em&gt; é um tiro no próprio pé dos pós-modernos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Se a visão de quem acredita que A é melhor B é fruto do contexto cultural, e portanto inválida como verdade, então a visão do pós-moderno TAMBÉM é inválida, pois o pós-moderno que tenta refutar o interlocutor dizendo que ele pensa de forma “A” por causa do contexto cultural está refutando a si próprio porque o pensamento pós-moderno TAMBÉM é fruto do contexto cultural, é como querer provar que estatísticas não funcionam usando estatísticas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Autor: Jack Deth &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:78%;" &gt;(1)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Este texto foi originalmente postado na comunidade do Orkut “&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=41702019"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mulheres Pseudo-Intelectuais&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Notas:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(1)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; O texto acima foi gentilmente cedido pelo autor para a publicação neste blog&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(2)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; HQE trata-se da comunidade do orkut “Homens: Quem Entende?”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-768175388532934687?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/768175388532934687/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=768175388532934687' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/768175388532934687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/768175388532934687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2010/05/o-imbecil-pos-moderno_15.html' title='O Imbecil Pós-Moderno'/><author><name>Paula Moiana da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803230052565807949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/S-9H6yX-0VI/AAAAAAAAAE0/pgLl47a-9D4/s72-c/panda+mal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-61063271095851445</id><published>2009-08-22T02:18:00.000-07:00</published><updated>2009-08-22T02:42:14.977-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relações Sociais'/><title type='text'>Quando o sexo não tem nenhum rock'n roll</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/So-8C1HROKI/AAAAAAAAAEQ/byeHqYSFh-U/s1600-h/Z.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 124px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/So-8C1HROKI/AAAAAAAAAEQ/byeHqYSFh-U/s400/Z.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372719637279619234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;(Clique na tirinha para aumentar)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CPaula%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt; 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A esposa aparece na figura da megera que o impede de ser sexualmente livre; a namorada é colocada sob a forma da fêmea que está á disposição quando não há possibilidades de sexo com outras mulheres. Fazer sexo com a mesma mulher por um longo período de tempo é colocado como um sacrifício.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ao mesmo tempo, existe a idéia de que as mulheres se interessam menos por sexo do que os homens. A famosa desculpa da “dor de cabeça” é um exemplo disso. Parece que os homens se frustram porque as mulheres não estão sempre prontas para o sexo – mesmo que elas estejam na figura da esposa-megera. As próprias mulheres se gabam, muitas vezes, de não possuírem um grande desejo sexual. Falam do sexo como um fisiologismo barato e inferior, que não merece uma grande atenção. A maioria das piadas femininas ridiculariza a suposta obsessão masculina pelo sexo.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/So-9KBmD2AI/AAAAAAAAAEY/eh0LgdgUlYY/s1600-h/Cartoon+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 314px; height: 209px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/So-9KBmD2AI/AAAAAAAAAEY/eh0LgdgUlYY/s400/Cartoon+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372720860400703490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Algumas vão além. Diversas autoras feministas colocam o ato sexual como uma violência, remetendo à dominação social masculina. Outras descrevem o casamento como um estupro consentido, ou até mesmo uma forma de prostituição.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mas pensemos um pouco.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A reprodução é o objetivo maior da existência do indivíduo, o modo a devolver seus genes ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pool&lt;/span&gt; gênico. O sexo existe como uma forma de reprodução com alto valor adaptativo; tão alto que é extremamente disseminado na natureza. A monogamia é rara, mas tem grandes vantagens adaptativas relacionadas ao cuidado parental – provavelmente uma sociedade humana “promíscua” não teria uma mortalidade infantil tão baixa quanto a que nossa espécie apresenta. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A priori&lt;/span&gt;, portanto, ambos os gêneros deveriam ser interessados no sexo e na monogamia, de forma equivalente.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Porque, então, esta idéia de que os homens se interessam mais por sexo (incluindo o quesito “variedade”) e as mulheres se sentem forçadas a ceder aos impulsos sexuais masculinos, sem um desejo real?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O desejo sexual está intimamente relacionado aos hormônios sexuais. A testosterona é o principal responsável, mas em mulheres os progestágenos também cumprem este papel de estimulador do desejo. Entretanto, enquanto nos homens a produção de testosterona é algo constante, as mulheres passam ciclicamente por diversas flutuações na expressão destes hormônios.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não há, entretanto, menção aceita à idéia de um cio humano. Em animais isto é óbvio: as fêmeas só aceitam a cópula durante o cio, e os machos geralmente só buscam fazê-lo quando a fêmea está neste período ovulatório. Em humanos sabe-se que existe um período determinado para a ovulação, mas não se fala em cio porque as mulheres aceitam a cópula em qualquer ocasião – e os homens as buscam também de modo independente ao ciclo hormonal feminino.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Será mesmo?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Vamos imaginar a seguinte situação: um cão macho está preso em um canil na companhia de duas fêmeas. Quando estas estiverem no cio, ele provavelmente copulará com ambas. Mas nas ocasiões em que elas estiverem em outros períodos do ciclo, elas se recusarão a fazê-lo mesmo que o macho porventura as assedie. Entretanto, outras cadelas fora dali estarão no cio – já que não se trata de um intervalo de tempo universal e padronizado entre indivíduos. Mesmo com duas fêmeas a seu lado, este macho se esforçará por livrar-se de alguma forma do que o encerra no canil, a fim de buscar a cópula com as fêmeas que estão no cio. Seria mais fácil ele abordar as próximas, e até mesmo forçar uma situação, mas ele estará mais interessado na outras neste momento.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Passemos, agora, ao que ocorre com os humanos. Porque será que as mulheres apresentam um interesse menos persistente no sexo, e algumas se sentem violentadas com as “obrigações conjugais”? Porque os homens consideram fastidioso fazer sexo com a mesma mulher indefinidamente, sempre que sentem algum desejo?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O famoso evolucionista Dobzhansky comenta, em seu livro &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(1)&lt;/span&gt;, sobre a vantagem adaptativa da monogamia sexual. Ele diz que é interessante o intercurso sexual constante, porque as mulheres não possuem um período de cio definido. Esta constância aumentaria as probabilidades de o ato sexual coincidir com o período de ovulação e, portanto, otimizaria as chances de reprodução.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;É possível, entretanto, que a lógica seja inversa. O intercurso sexual constante, resultado da idéia de monogamia, mascara o cio feminino. Como resultado de um valor social, o casamento e instituições do gênero (namoro, noivado, e situações que remetam ao amor romântico) colocam que o sexo só pode ser feito com o parceiro. Comparando com o exemplo dos cães, os homens, então, se vêm obrigados a satisfazer seus impulsos sexuais com a “fêmea próxima”, mesmo que ela não esteja no momento adequado – o que gera o fastio. As fêmeas se vêm pressionadas a atender a estes desejos masculinos, mesmo que este não seja também o seu desejo, para evitar que ele faça sexo com outras mulheres “fora do canil”.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A maneira como se dá os relacionamentos em nossa sociedade é interessante sob vários aspectos. Otimiza o cuidado parental, torna a família uma célula organizada da sociedade, permite a estipulação dos papéis sociais de forma clara. Enfim, é parte de um sistema social que indubitavelmente promove a coesão da espécie.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mas para que estes relacionamentos ocorram, é necessário subjugar alguns comportamentos instintivos à valores estabelecidos, que podem ser denominados de forma única como amor romântico.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O mito do amor romântico traz em si o ideal antropocêntrico de que os fisiologismos não afetam nossa espécie. São considerados apenas um efeito colateral da existência; jamais devemos nos deixar vencer por eles. Ao mesmo tempo, tem imbutida a idéia de que apenas um ser escolhido, especial e único, deve ser digno do amor. Isso vem acompanhado de uma série de exigências muitas vezes extremadas, que levam à eterna frustração e à rima poética na forma de doxa entre amor e dor. Mas é claro: sabemos que nossos instintos devem ser sacrificados em prol da sociedade; nada mais justo do que a escolha de um parceiro ideal para que este sacrifício seja efetuado.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O principal motivo de desentendimento entre homens e mulheres em um relacionamento se dá no âmbito sexual. Isto porque não somos conscientes dos paradoxos de nosso comportamento social, e cada um dos gêneros se sente insatisfeito no que se refere aos desejos. O culpado sempre é o outro, por representar exigências que levam inexoravelmente á frustração.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mas analise seus desejos e responda a si mesmo: nós realmente somos tão diferentes dos cães?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;Referências&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(1)&lt;/span&gt; Dobzhansky, T. G. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Homem em Evolução&lt;/span&gt;. Editora da USP, SãoPaulo, 1968.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Tirinha inicial: &lt;a href="http://www.umsabadoqualquer.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;www.umsabadoqualquer.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-61063271095851445?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/61063271095851445/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=61063271095851445' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/61063271095851445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/61063271095851445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2009/08/quando-o-sexo-nao-tem-nenhum-rockn-roll.html' title='Quando o sexo não tem nenhum rock&apos;n roll'/><author><name>Paula Moiana da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803230052565807949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/So-8C1HROKI/AAAAAAAAAEQ/byeHqYSFh-U/s72-c/Z.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-633403308652668360</id><published>2009-08-08T16:56:00.000-07:00</published><updated>2009-08-08T17:04:05.335-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Realidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><title type='text'>Uno et unum</title><content type='html'>&lt;a style="font-style: italic;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/Sn4SM1pGSmI/AAAAAAAAAD4/YaA3AsXhgE4/s1600-h/5aff4709315d1261187ae0f2590e5bdb.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 158px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/Sn4SM1pGSmI/AAAAAAAAAD4/YaA3AsXhgE4/s400/5aff4709315d1261187ae0f2590e5bdb.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367747817639397986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O ponto principal de argumentação favorável ao monismo seria que duas entidades fundamentais com algo em comum não seriam verdadeiramente fundamentais, pois teria algo anterior a elas na escala ontológica, que seria o "'ponto em comum". Poderia ser representado, então, na forma de gradações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Já o dualismo se fundamenta principalmente no próprio pensamento cartesiano, onde o sujeito é separado do objeto, e os objetos constituem unidades fundamentais em qualquer escala. Uma representação seria o sistema binário dos programas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa percepção é predominantemente dualista.&lt;br /&gt;Percebemos, por exemplo, a gradação da luz até que se torne escuro, e isso seria a princípio uma percepção fundamentalmente monista. Mas, mesmo nessa gradação, dualizamos, porque vemos a progressão como "agora está mais claro que escuro", "agora, está meio a meio", "agora está mais escuro do que claro"... Ou seja, nossa percepção da gradação não é de unidade entre os dois objetos, mas uma mistura de objetos distintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, nossa lógica é também predominantemente dualista.&lt;br /&gt;Temos a tendência a categorizar os objetos, porque, assim, se obtêm menos variáveis. Categorizando, obtemos elementos fixos que se confundem entre si, mas os dualizamos frente aos demais. Uma lógica com elementação monista é um tanto inviável, porque deveria envolver todos os "pontos em comum" de todos os objetos analisados, o que significaria infinitas variáveis. Além disso, estabelecemos relações claras de causa e efeito. Bem, se há uma causa para um efeito, estes são a princípio entidades diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema parece resolvido, de modo favorável ao dualismo. Mas vamos analisar com maior escrutínio a questão, exemplificando com a matemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os números 1 e 2 são diferentes. Mas sabemos que, entre ambos, há infinitos números.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, se há gradação, há progressão. E, se há uma progressão, há o dualismo entre seus estágios, mesmo que infinitamente próximos. Mesmo em um número infinito, haverá um valor tal que o separe do próximo número. Por mais pontos em comum que 1,99(...)8 e 1,99(...)9 tenham, o ínfimo 8 e 9 da última casa devem ser duais, do contrário, não haveria progressão.&lt;br /&gt;Então, mesmo indo ao infinito no conjunto numérico, a progressão se dará a partir de infinito + 1 em algum ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, entre o 8 e o 9 da última casa, também há infinitos números. Portanto, a abordagem correta seria que uma progressão se daria a partir de infinito + infinito em cada um dos pontos. Mas infinito + infinito é a mesma coisa que infinito. Portanto, sempre haverá um ponto em comum, mesmo numa progressão! Isso torna, portanto, o 1 e o 2 não diferenciados como unidades fundamentalmente distintas, apesar de haver uma progressão que os torna pontos extremos, e, portanto aparentemente diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o universo não é só 1 e 2. É uma progressão dual de 0 a Z (sendo Z uma representação imaginária forçada do último infinito número, para tornar o conjunto finito).&lt;br /&gt;Se observarmos o conjunto total de 0 a Z, esta progressão com infinitos números em comum faz com que, pela mesma lógica acima, todos os objetos sejam efetivamente os mesmos, apesar de diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se considerarmos os pontos 1 e o 2, isoladamente, e depois o 3 e o 4, essa lógica não se validará. Entre o 1 e o 2 há infinitos números, e entre o 3 e o 4 também. Mas os infinitos números entre 1 e 2 não são os mesmos que entre 3 e 4, porque o início da progressão se dá em valores diferentes. Isso leva a impressão, portanto, que "1 e 2" e "3 e 4" são conjuntos qualitativa e quantitativamente diferentes. Ou seja, duais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, no caso dos números, nós podemos perceber claramente que os conjuntos  "1 e 2" e "3 e 4" são uma amostragem tendenciosa, porque ignoramos a gradaçao entre 2 e 3. Então, nesse caso, o aparente dualismo é fruto de nossa retirada de variáveis reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este problema de amostragem pode ser aplicado a realidade como um todo. Seria algo semelhante a nunca ter saído do Amazonas, e perguntar a você como é a vegetação em Goiás. Com a descrição, eu provavelmente teria a idéia de uma ilha do cerrado absolutamente separada da ilha da floresta. Mas, se observarmos bem, a zona de intersecção é tão grande e dinâmica que na prática é praticamente impossível saber quando é que começa uma e termina a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando resumimos a matéria a seu elemento fundamental, esta lógica que leva ao monismo nos números se aplica. Tudo bem, que a física coloca partículas como os quarks, que seriam destituídas de matéria, como o elemento fundamental, e não algo como o infinito. Mas, a partir do momento em que são os mesmos, independentemente da qualidade desta matéria, eles representam o "ponto em comum" em toda a realidade, como o infinito faz com os números.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, me surge um outro paradoxo, sem resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é possível a lógica e a percepção se darem de modo dual, e, através desta mesma lógica dual, concluir que o monismo é mais próximo do real do que o dualismo?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-633403308652668360?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/633403308652668360/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=633403308652668360' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/633403308652668360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/633403308652668360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2009/08/uno-et-unum.html' title='Uno et unum'/><author><name>Paula Moiana da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803230052565807949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/Sn4SM1pGSmI/AAAAAAAAAD4/YaA3AsXhgE4/s72-c/5aff4709315d1261187ae0f2590e5bdb.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-2809167744477171601</id><published>2009-05-05T17:25:00.000-07:00</published><updated>2009-05-06T08:56:49.463-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><title type='text'>Place de la Bastille</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SgDe3OvUiKI/AAAAAAAAACk/iZ29CuV9Rjg/s1600-h/freedom.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 215px; height: 180px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SgDe3OvUiKI/AAAAAAAAACk/iZ29CuV9Rjg/s200/freedom.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332506999237413026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;A ausência da liberdade humana se dá em quatro diferentes níveis: o cárcere do sujeito, o das leis naturais, o circunstancial e o social. Não há, efetivamente, como fugirmos desta prisão. Mas não precisamos submetermo-nos passivamente a ela em todas as ocasiões.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:36.0pt;  mso-footer-margin:36.0pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O cárcere do sujeito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há algo sobre a qual todas as ciências parecem concordar é a determinação humana. Seja cultural, social ou biologicamente, o homem sempre é fruto das circunstâncias, nunca de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As circunstâncias passadas, sob todos os aspectos, formam o indivíduo de hoje, como já discutimos aqui. E esta determinação torna o homem seu próprio refém, sem possibilidades de optar por algo diferente do que sua maneira de ver o mundo lhe permite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a consciência de sua prisão pode paradoxalmente oferecer a possibilidade de se auto-determinar. Esta é a maior liberdade oferecida à humanidade. Não é possível desvencilhar-se de si mesmo, mas é possível inserir elementos que levem a uma modificação futura de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta modificação é fruto da vontade, e a vontade resulta do sujeito pré-determinado, de modo que se trata de uma liberdade ilusória, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, por mais ilusória que seja, a auto-determinação exige a capacidade de perceber as próprias grades. E, ao fazer isso, vemos que muitas destas grades estão encostadas, sem cadeados. Basta empurrá-las, e aquela prisão não existe mais – ou não é mais sentida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cárcere do sujeito, apesar de inexorável, é suficientemente maleável para que possa destruir outras prisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O cárcere das leis naturais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem tem sua existência condicionada a leis naturais. Não é possível evitar o fisiologismo, tampouco alterar as condições do tempo ou as leis da física. Não podemos negar a morte, seja a própria ou a de outrem. A dialética da natureza é indiferente a nossa vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do momento que não podemos arbitrar sobre esta dialética, e ela atua sobre nós e em nós, a natureza constitui um novo cárcere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante como a própria condição humana aprisiona algo. Somos obrigados a nos submeter ás condições da própria existência. A maior parte destas condições pode ser liberta com a morte – mas a própria morte não é necessariamente resultado da vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se considerarmos a liberdade como a possibilidade de arbitrar segundo sua própria vontade, aprisionar-se de forma consensual é de alguma forma libertar-se. A única maneira, portanto, de livrar-se do cárcere das leis naturais é desejar esta prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O cárcere circunstancial&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como conseqüência inevitável de nossa incapacidade de atuar sobre os fatores que nos rodeiam, ocorrem as circunstâncias indesejadas que também nos aprisionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso fazer com que outra pessoa aja da maneira que me convém; não posso evitar que um ataque terrorista ocorra, ou que uma festa esteja maçante. As circunstâncias, portanto, nos dominam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo paralelo, as circunstâncias são as que nos levam ao dilema sartreano sobre a liberdade: somos obrigados a optar. Mesmo a escolha por não optar é em si uma opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, se não podemos nos livrar da prisão de nossa própria liberdade, podemos modificar diversas das grades circunstanciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se lembrar que a realidade refere-se ao sujeito. Um homicídio em massa não ocorreu se ele não foi percebido por mim; a lua pode até continuar no céu enquanto não a observo, mas ela só está efetivamente lá se minha consciência a abrange. Do mesmo modo, os desastres só existem se forem percebidos por mim como tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me é possível modificar um fato, mas posso escolher a maneira como permito que ele atue sobre mim. Assim, em nosso universo subjetivo, as circunstâncias são apenas fatos sobre os quais é possível arbitrar em sua essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O cárcere social&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade constitui as grades mais óbvias da prisão humana. Não é incomum o desejo de libertar-se dela. “O inferno são os outros”, já dizia Sartre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sociedade compõe-se, além dos outros, de regras. Qualquer convívio num grupo coeso necessita delas. Mas se as regras e valores sociais são interessantes para a coesão do grupo, ao mesmo tempo cerceiam a liberdade individual. O que é desejável para o grupo nem sempre é desejável para o indivíduo, e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece simples pensar que basta livrar-nos da sociedade, isolarmo-nos. Entretanto, o homem é um animal social. A marginalização é um castigo, a solidão significa sofrimento. Não parece, portanto, que o isolamento social seja efetivamente uma opção considerável. Sofremos com as grades que constituem os alicerces da sociedade, mas sofreríamos tanto ou mais ao nos livrarmos delas. A própria solidão pode ser um cárcere terrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pretensa liberdade de escolha aqui, portanto, se dá entre duas masmorras igualmente indesejáveis e sufocantes. Optamos entre uma ou outra prisão, e isso não pode ser considerado liberdade – já que não temos a escolha de livrarmo-nos de ambas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante é que nós somos a sociedade. Os outros, em grande parte das ocasiões, são um reflexo de nós mesmos. É claro que a sociedade do controle descrita por Foucault existe, mas nós somos ao mesmo tempo suas vítimas e algozes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas vivem tão profundamente a sociedade que ela se torna a única realidade concreta. Tudo o que existe, o que faz sentido e norteia encontra-se abarcado pelos valores sociais. O antropocentrismo iluminista alienou de tal maneira a humanidade que é necessário um esforço hercúleo para perceber algo além dela mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a sociedade constitui-se meramente de convenções, e como tal, pode ser quebrada sem, no entanto, nos colocarmos à parte dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se conseguirmos nos colocar como observadores externos, perceberemos que estas convenções só fazem sentido dentro do contexto a que estão aplicadas – a própria sociedade humana. É desejável, dentro do grupo, que constituamos uma massa uniforme, que consigamos poder, sucesso e o ideal romantizado do amor, mas não há uma razão em si para que os obtenhamos. Um amigo me disse que só sofre com o julgamento quem se considera digno dele. Do mesmo modo, os valores sociais só adquirem importância para quem os considera importantes; do contrário, a pressão social torna-se um fato insignificante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A condenação humana está em sua ilusão de liberdade obrigatória, mas alguns dos trincos que nos cerceiam são, na realidade, fruto de nossa própria cegueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-2809167744477171601?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/2809167744477171601/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=2809167744477171601' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/2809167744477171601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/2809167744477171601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2009/05/use-your-illusion.html' title='Place de la Bastille'/><author><name>Paula Moiana da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803230052565807949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SgDe3OvUiKI/AAAAAAAAACk/iZ29CuV9Rjg/s72-c/freedom.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-3290464991735549460</id><published>2009-02-02T11:24:00.000-08:00</published><updated>2009-05-07T00:13:48.231-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Realidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relações Sociais'/><title type='text'>Facas cegas de um só gume</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SYdKthgy1QI/AAAAAAAAACU/zWkivFi0MTs/s1600-h/cego.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 175px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SYdKthgy1QI/AAAAAAAAACU/zWkivFi0MTs/s200/cego.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298285632575165698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTE II: OS FATOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CPaula%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt; 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 &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Um exemplo dos erros que naturalistas e culturalistas costumam cometer pode ser visto em “O Segundo Sexo”, de Simone de Beauvoir &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(1)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Nesta obra, a autora se dedica a questionar e analisar as conclusões que se pode tomar acerca de algumas das afirmações científicas de então. Uma delas seria a de que o óvulo é um agente passivo, por sua natureza estática, e o espermatozóide ativo, por sua natureza motil; outra, o fato de que o espermatozóide é o responsável pela determinação sexual, uma vez que pode carregar consigo o cromossomo heterólogo.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt; Alguns autores da época atribuíram juízos a estes fatos biológicos, considerando-os prova da inferioridade e passividade naturais femininas, juízos estes que Beauvoir questiona colocando outras interpretações possíveis.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mas o que eu questiono é: qual a relação efetiva entre estes dados biológicos e quaisquer juízos atribuídos? O óvulo é apenas uma célula germinativa. O que um caráter estático ou ativo aplicado a uma célula pode influir na determinação do indivíduo? Se há uma relação de interdependência entre os gametas masculinos e femininos para a geração de um embrião, como podemos atribuir valores diferentes a um ou outro? E, mesmo que se aplicasse, isso só poderia ser referente à própria célula.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Assim, a busca por interpretações de dados que se encaixem a seus valores são, no caso, realizadas por ambos os lados da questão, e giram em torno do mesmo erro de inferência. Na natureza não há melhores ou piores, todos os organismos estão bem adaptados. Dados biológicos, portanto, não servem para a atribuição deste tipo de valor.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Relações de superioridade&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Um outro bom exemplo – e este é especialmente interessante para demonstrar que as conclusões costumam ser inadequadas mesmo quando se destinam a uma causa justa - são as afirmações registradas por diversos grupos a respeito dos estudos que mostram que não há raças dentro da espécie humana &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(2)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Se não há raças, não se justifica o preconceito racial.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Entretanto, se é necessário a inexistência de raças para que o racismo se torne obsoleto, subentende-se que há razão em existir preconceitos – desde que existam diferenças.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mas, então, na ausência de raças, podemos verificar a existência de populações diferentes na espécie humana. E alguns estudos sugerem que os judeus possuem um QI acima da média da população mundial &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(3)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.  Podemos inferir daí o juízo de valor de que os judeus são uma população “melhor”? Me parece que a única inferência adequada é a de que grande parte deles se sai muito bem em testes de QI.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Como podemos estabelecer relações de superioridade ou inferioridade baseando-nos em uma ou outra característica? Nenhuma diferença justifica tal tipo de classificação, pois ela é generalista.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Generalizações de população para indivíduo&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Seguindo por esta lógica, chegamos ao caso das generalizações por uma inadequada interpretação de dados descontextualizados da curva normal.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A curva normal de uma população possui geralmente o formato de sino, e reflete a distribuição de determinada característica nesta população. No eixo X estão os valores referentes á característica em questão, e no eixo Y está a freqüência encontrada.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;O valor máximo representa a média da população, que é o valor/característica mais freqüente, e nas extremidades estão os valores mais raros.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SYdKB8woL2I/AAAAAAAAACE/0CxVV1mNPD0/s1600-h/curva+normal+2.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 225px; height: 145px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SYdKB8woL2I/AAAAAAAAACE/0CxVV1mNPD0/s200/curva+normal+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298284883975090018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Se eu afirmo que o QI dos judeus é mais alto&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;span&gt;3)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, na realidade estou me referindo a este valor máximo, do ápice do sino, que descreve a população deles. Ao comparar com a curva normal da população mundial, veremos um deslocamento desta curva para a direita na população dos judeus. Segundo este estudo, o QI de um judeu ashkenazi (da Europa oriental) varia entre 107 e 115 pontos, enquanto a média da humanidade é de 100. Pois bem, se a variação é essa, podemos considerar que a média dos judeus seja 111.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mas a curva normal da população mundial inclui todo e qualquer valor que ocorra.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CPaula%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O que podemos deduzir disso? Que há mais judeus nesta faixa de valor, mas veja quantas pessoas no mundo possuem um QI bem mais alto do que o deles. E quantas possuem um QI igual.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Assim, um estudo sobre médias de populações jamais poderá predizer que um indivíduo tem um valor mais alto de determinada característica do que outro. O único significado é que as médias das populações são diferentes!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;E isso se dá a todos os estudos do gênero, não apenas a este.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;E o problema continua!&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Enquanto isso, na sala de justiça, os naturalistas e culturalistas debatem sobre a origem genética ou cultural dessa diferença – debate, por sinal, válido. Os culturalistas acreditam que, pelo fato de algo ser instituído culturalmente, isto significa que a sociedade deva ser modificada, se tal característica beneficia um grupo em detrimento de outro. Assim, recusam-se a ceder a um possível “naturismo”.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Os naturalistas acreditam que a sociedade foi construída a partir destas diferenças inatas, de modo que aplica-se o “direito natural”.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ambos não percebem que ao modificar o meio, modifica-se a expressão da característica, de modo que ela sempre resulta do meio, mesmo que seja inata.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mas ninguém se preocupa em questionar, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a priori,&lt;/span&gt; o ponto principal: até que ponto é  logicamente válido realizar inferências além das descrições, independentemente de suas origens?&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: left; color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há uma belíssima contra-argumentação a este texto, redigida pelo filósofo Gilberto Miranda Jr., disponível em&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/04/facas-gumes-e-reflexoes.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;http://miranda-filosofia.blogspot.com/2009/04/facas-gumes-e-reflexoes.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="font-style: italic; text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic; text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: left; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Referências Bibliográficas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CPaula%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt; 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Beauvoir, S. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Segundo Sexo: Fatos e Mitos&lt;/span&gt;. 4a. edição, v. 1. Difusão Européia do Livro, 1970.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(2)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Pena, D. S. &lt;/span&gt;&lt;span class="titulo14"  style="font-size:85%;"&gt;Receita para uma humanidade desracializada. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ciência Hoje On-line. &lt;/span&gt;Disponível em  													&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://cienciahoje.uol.com.br/56561"&gt;http://cienciahoje.uol.com.br/56561&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;(3)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;A inteligência é genética? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Revista da semana&lt;/span&gt;. Disponível em &lt;a href="http://revistadasemana.abril.com.br/edicoes/11/polemica/materia_polemica_259364.shtml?page=1"&gt;http://revistadasemana.abril.com.br/edicoes/11/polemica/materia_polemica_259364.shtml?page=1&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-3290464991735549460?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/3290464991735549460/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=3290464991735549460' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3290464991735549460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3290464991735549460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2009/02/facas-cegas-de-um-so-gume_7131.html' title='Facas cegas de um só gume'/><author><name>Paula Moiana da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803230052565807949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SYdKthgy1QI/AAAAAAAAACU/zWkivFi0MTs/s72-c/cego.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-320692783655996785</id><published>2009-02-02T10:55:00.001-08:00</published><updated>2009-05-05T18:00:54.978-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Realidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relações Sociais'/><title type='text'>Facas cegas de um só gume</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SYdE_rWBgoI/AAAAAAAAAB8/CgesUsPSmao/s1600-h/faca%2Bna%2Bcaveira%2Bcopy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; 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Mas creio que grande parte desses debates, assim como diversas das referências, incorrem em erros comuns.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;O determinismo&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A princípio, há as críticas dos que defendem arduamente os fatores histórico-culturais como os maiores elementos desencadeantes do comportamento social atual. Sua principal indignação é o determinismo que os naturalistas impõem. Oras, veja que se considerarmos os genes ou os valores adaptativos como principais fatores, trata-se de determinismo, sem dúvida. Mas não estaria a humanidade também sob o determinismo histórico, se pensarmos de modo oposto?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Exceto os que consideram a existência de alma e transcendência – o que foge ao objetivo da abordagem cética que temos aqui – ninguém pode negar que o homem é fruto do conjunto de sua natureza e fatores histórico-culturais. Defendendo Nature ou Nurture, somos todos deterministas e reducionistas, pois reduzimos o homem às contingências determinantes.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Parcialidade&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Há os defensores de um e outro lado que ignoram os argumentos contrários. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mas um dos maiores princípios da genética é a de que a expressão é extremamente vinculada ao meio, e que os valores adaptativos se modificam com a evolução cultural e as alterações ambientais como um todo. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Por outro lado, não é possível pensarmos apenas no ambiente social como determinante de um comportamento, a não ser que se considere que o homem é um papel em branco. Mas isso seria ignorar a sua natureza física, relacionado ao corpo; seria considerar que o homem é fruto apenas de idéias, e que nada de material o influencia. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Assim, todos os argumentos que ignoram um ou outro aspecto são no mínimo parciais, ou até mesmo má-fé, em alguns casos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Os culturalistas se afligem com as conseqüências éticas e políticas dos estudos biológicos, e têm sua razão nisso. Entretanto, a ciência busca, como princípio essencial, descrever o modo como a realidade se dá. Mas a natureza não possui em si princípios éticos. A moralidade, a política, são propriedades culturais. Um cientista idôneo não pode ser tendencioso, do contrário seus resultados seriam questionáveis e aplicáveis apenas à sua perspectiva pessoal. Assim, o levantamento de questões científicas e os resultados obtidos não podem submeter-se aos princípios éticos culturais – apesar de os meios utilizados para isso deverem ser questionados. Se o forem, nosso conhecimento da realidade será sempre a politicamente correta, e nenhuma descoberta real terá sido realizada.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O problema, portanto, não são as pesquisas que associam o comportamento a algum fator biológico. Se o conhecimento da realidade é uma busca de todos, a censura dos experimentos deste tipo seria uma forma de alienação. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O erro está nas inferências a partir destes resultados – tanto da parte de culturalistas como de naturalistas&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;A falácia do direito natural&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Alguns naturalistas colocam que, pelo fato de instintos associarem-se a alguns comportamentos, isto os leva à categoria de “natural”, e, portanto, devem ser respeitados – o famoso direito natural. A meu entendimento, isso é uma falácia. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A falácia do direito natural deve-se ao fato já mencionado de que os princípios éticos são propriedade cultural. É fato, também, que a própria instituição da sociedade pode ser considerada como respondendo à princípios de adaptação. Mas, então, gera-se dois argumentos contrários à lógica do direito natural: &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O direito em si é algo que retrata o que nossa razão determina como certo e errado, por mais que esta razão seja estritamente contingenciada, e tem como finalidade a manutenção da sociedade em coesão. Assim, se determinado comportamento, por mais que seja instintivo, tiver um valor contrário à esta coesão, não há porque ser mantido.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Pode-se ainda argumentar que fere os princípios da liberdade individual a não manutenção de um comportamento instintivo, e que, portanto, isso é absurdo. Entretanto, toda e qualquer sociedade é constituída por regras que visam a si, e isso reflete seu valor adaptativo como grupo coeso. O paradoxo entre liberdade individual e esforço coletivo se mantém, neste sentido, em qualquer sociedade na natureza.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Os culturalistas, ao invés de questionarem a validade do próprio direito natural, questionam a veracidade dos resultados de experimentos que possam acarretar inferências sobre o certo e o errado. Assim, restringem-se a uma explicação única da realidade, ignorando fatores que podem ser importantes na compreensão do porque as coisas são como se dão. Além disso, agindo assim, subliminarmente concordam com a utilização destes dados para estabelecer-se os princípios éticos e as políticas públicas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Como Simone de Beauvoir cita, “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;em verdade, a natureza, como a realidade histórica, não é um dado imutável&lt;/span&gt;”&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(1)&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt; Não há um dever-ser. Os dados históricos, assim como os biológicos, apenas nos levam a uma compreensão dos aspectos que envolvem a realidade presente. Mas não determinam necessariamente como o futuro pode ser, ou como é interessante ou justo nos comportar em sociedade.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mas vamos aos fatos.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Referências Bibliográficas:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;(1)&lt;/span&gt; Beauvoir, S. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Segundo Sexo: Fatos e Mitos&lt;/span&gt;. 4a. edição, v. 1. Difusão Européia do Livro, 1970.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-320692783655996785?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/320692783655996785/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=320692783655996785' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/320692783655996785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/320692783655996785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2009/02/facas-cegas-de-um-so-gume_02.html' title='Facas cegas de um só gume'/><author><name>Paula Moiana da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803230052565807949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SYdE_rWBgoI/AAAAAAAAAB8/CgesUsPSmao/s72-c/faca%2Bna%2Bcaveira%2Bcopy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-7178786695248348703</id><published>2008-12-09T15:22:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T15:29:45.461-08:00</updated><title type='text'>À, O Amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/ST7_QTCfDRI/AAAAAAAAAc0/UobKFX_k0es/s1600-h/Amor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277936468778487058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 360px; CURSOR: hand; HEIGHT: 325px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/ST7_QTCfDRI/AAAAAAAAAc0/UobKFX_k0es/s400/Amor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amor platonico, Amor maternal&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amor de filho, Amor de amigo,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amor à vida, Amor, eu digo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que o Amor, meu Amor&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É o prazer de estar contigo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amor cético que não duvida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não duvida que o amor, é força&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Subjetiva no objetivismo da vida,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amor cético, que diz sim&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sim ao Sim e Não ao Não&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não a negatividade ascetica&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diz sim a vida, ao fluxo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amor que tem fome, mas que sacia&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amor que doi, que doi e amacia&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amor que não escolhe, mas não é escolhido&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amor que não está no destino, é deterministico&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amor que cria, que floresce&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Flor que dá vida, Amor é vida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas idas e nas voltas, no fim e no começo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amor que move a vida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vida minha e a vida sua&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vida dele, a vida dela&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amor é a flor&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A estrada e a estada, das nossas vidas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-7178786695248348703?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/7178786695248348703/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=7178786695248348703' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/7178786695248348703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/7178786695248348703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/12/o-amor.html' title='À, O Amor'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/ST7_QTCfDRI/AAAAAAAAAc0/UobKFX_k0es/s72-c/Amor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-3100637087932345388</id><published>2008-12-05T14:25:00.000-08:00</published><updated>2008-12-05T14:45:22.887-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>Amor Ocre</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XNUToloJD8w/STmu8yFBZMI/AAAAAAAAACQ/j4I8UEOr9hA/s1600-h/Vampire-7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276440797699466434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XNUToloJD8w/STmu8yFBZMI/AAAAAAAAACQ/j4I8UEOr9hA/s400/Vampire-7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XNUToloJD8w/STmuRZbWKhI/AAAAAAAAACI/0CGYeBKW_kk/s1600-h/Vampire-7.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Como em toda história de amor, o sol se escondia no horizonte, e o mundo parecia um mar de lava. Aguardava impacientemente que o dia desse, enfim, lugar à noite. A fome me consumia como algo vivo, se alastrando, dominando, confundindo meus pensamentos. O cubículo onde me encerrava, antes aconchegante, parecia claustrofóbico nesses minutos de espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez o céu negro, assim eu me fiz também. O hálito frio da noite me envolvia em um abraço sensual. Precisava saciar a fome. A fome! A fome era tudo o que existia, quase uma dor, pungente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Som de passos, cheiro morno. Me esgueirei por detrás de um muro, e a aguardei. Então ela veio, linda. Um longo pescoço alvo que culminava em uma cabeça bem feita, sob uma profusão de fartos cabelos negros. Introspectivos olhos azuis. Como uma gazela, suas pernas longas e ancas ondulantes. Caminhava lenta e distraidamente. Tudo nela transpirava...vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo eram tentáculos. Cego pelos instintos, como um animal farejante, dei-lhe o abraço. Seu pescoço tenro ofereceu pouca resistência a meus dentes. Macio, macio, seu cheiro me inebriava e seu coração batia tão rápido quanto o meu, em uníssono. O sangue, tão doce, trazia uma deliciosa sensação de calor por todo o meu corpo. Ela me repelia, ao mesmo tempo em que se deixava enlaçar. Uma mistura de medo e desejo, resistência e aceitação, que me fazia querê-la como, parecia, jamais poderia fazê-lo novamente. Era a sublimação do amor em sua forma mais pura. A sensação de que nunca me saciaria dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti, então, minha amada desfalecer em meus braços, e a deixei, enfastiado. Era agora uma carcaça inerte, montanha de matéria orgânica inútil. Comida de vermes e insetos. Levemente enojado, desviei-me daquilo que brevemente seria putrefato, espalhado sobre a calçada imunda. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-3100637087932345388?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/3100637087932345388/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=3100637087932345388' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3100637087932345388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3100637087932345388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/12/amor-ocre.html' title='Amor Ocre'/><author><name>Paula Moiana da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803230052565807949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XNUToloJD8w/STmu8yFBZMI/AAAAAAAAACQ/j4I8UEOr9hA/s72-c/Vampire-7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-6741817029330221846</id><published>2008-11-30T06:19:00.000-08:00</published><updated>2008-12-03T14:57:55.042-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Física'/><title type='text'>Tempo Esférico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/STKj-prnPDI/AAAAAAAAAcs/cH7iVrgAdlY/s1600-h/esfera_g.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274458410340269106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 236px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/STKj-prnPDI/AAAAAAAAAcs/cH7iVrgAdlY/s320/esfera_g.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Conforme já coloquei no texto “Fugindo do absurdo e entrando na roda do espaço-tempo” (pré-requisito para ler este), a única possibilidade lógica para o tempo é este ser cíclico.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Algumas considerações que devem ser feitas perantes alguns argumentos contra o tempo ciclico é que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o tempo é ciclico, logo ele dá infinitas voltas, logo ele é um absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos analisar mais profundamente isso, como diferenciamos um momento? Um momento é diferente do outro, se o estado espacial de qualquer ente do mundo for diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que chamamos de repetição? Repetir, é fazer a mesma coisa espacialmente, porém em momentos temporalmente diferentes, ou seja, a repetição pode ser contabilizada, pois há uma diferença entre as repetições, essa diferença é o momento temporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do tempo ciclico, não é uma repetição é uma &lt;strong&gt;peretição&lt;/strong&gt;, ou seja, não há diferença nenhuma, logo é uma volta, não várias, logo não podem ser contabilizadas como mais de uma, pois só é possivel contar coisas diferentes, se é a mesma é impossivel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Relatividade Restrita e Geral&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando o tempo como cíclico percebemos que um plano bi-dimensional não é capaz de descrever o tempo após a revolução feita a partir da Relatividade Geral, onde o tempo é relativo, depende de certos fatores fisicos (velocidade, campo gravitacional) que envolve cada observador. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Logo se conclue que o tempo não pode ser cíclico, o tempo deve ser necessariamente esférico, porém uma esfera fixa, conforme demonstrado no desenho abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274456413554589122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 299px; CURSOR: hand; HEIGHT: 281px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/STKiKbEzvcI/AAAAAAAAAcU/sGtn405nizg/s400/_tempoesferico.bmp" border="0" /&gt; O comprimento de cada circulo da esfera representa o modulo da distancia temporal percorrida pelo objeto (τ), a linha amarela representa um objeto que está em inercia total, quando que a linha vermelha representa um objeto que tem sua velocidade igual a da luz. Se,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274457072952092850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 89px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/STKiwzhbKLI/AAAAAAAAAcc/EfUNs5NIupM/s400/formulas.jpg" border="0" /&gt; Se conclue que se aumenta a velocidade diminui o dτ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas formulas valem para a relatividade restrita, para a geral deve ser ascrecentado a influencia do campo gravitacional. [1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Principio da Incerteza de HeisenBerg&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo esférico conclui que tudo deve ser necessariamente determinado, pois tudo se perete, logo não pode haver nenhum comportamento espacialmente diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Principio da Incerteza diz que é impossivel se determinar a posição ou o momento de uma particula, mas isso ocorre porque para “olharmos” uma particula influenciamos no seu comportamento[2], a partir do experimento da fenda dupla concluimos que quando não lançamos o feixe de fotons sobre a particula esta se comporta como uma onda. Se a particula se comporta como uma onda, de maneira nenhuma o tempo esférico está ameaçado.[3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui podemos entrar numa discussão realistas x positivistas, mas esse não é o cerne da questão, devemos ter em conta o que observamos e o que observamos indica que é uma onda.&lt;br /&gt;Mesmo indo para o lado dos realistas poderia caminhar ao lado de David Bohm e das variáveis ocultas [4], e o tempo esferico continua inabalado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Expansão do Universo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo as observações do telescopio Hubble[5] o universo está em expansão, como o tempo esférico pode ser possivel? Nossa visualização do tempo é minuscula, observamos apenas um pequeno arco do circulo inteiro, logo as observações feitas perante o futuro ou o passado do universo não podem ser levadas em conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo desconsiderando o paragrafo anterior, desconhecemos totalmente a causa do Big Bang, existem teorias como a do Big Crunch ou a Teoria-M que se encaixam com o tempo esférico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Passado e Futuro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tempo esferico não existe passado nem futuro, se analisarmos a esfera toda, porém estamos em apenas um pequeno “arco” desta, se nossas observações vêem de um arco, é óbvio percebemos passado e futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Referências:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1] &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.livrariadafisica.com.br/produto_detalhe.asp?id_produto=27228"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Spacetime and Geometry: An Introduction to General Relativity &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;autor: Sean Carroll&lt;br /&gt;editora: Addison Wesley&lt;br /&gt;isbn: 0805387323&lt;br /&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_incerteza_de_Heisenberg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_incerteza_de_Heisenberg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;[3] &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Experi%C3%AAncia_da_dupla_fenda"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Experi%C3%AAncia_da_dupla_fenda&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;[4] David Bohm, “A Totalidade e a Ordem Implicada”&lt;br /&gt;Tradução MAURO DE CAMPOS SILVA&lt;br /&gt;Revisão Técnica NEWTON ROBERVAL EICHENBERG&lt;br /&gt;EDITORA CULTRIX&lt;br /&gt;São Paulo&lt;br /&gt;Título do original: Wholeness and the Implicate Order&lt;br /&gt;Copyright © David Bohm 1980 Publicado originalmente por Routledge &amp;amp; Kegan Paul Ltd.&lt;br /&gt;[5] http://eprintweb.org/S/article/arxiv/0807.0535&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-6741817029330221846?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/6741817029330221846/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=6741817029330221846' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/6741817029330221846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/6741817029330221846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/11/tempo-esfrico.html' title='Tempo Esférico'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/STKj-prnPDI/AAAAAAAAAcs/cH7iVrgAdlY/s72-c/esfera_g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-7208201366689396956</id><published>2008-11-29T12:30:00.000-08:00</published><updated>2008-11-30T05:55:37.188-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Física'/><title type='text'>Laplace, Fisica Quantica e Livre Arbítrio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/STGmmYMWgcI/AAAAAAAAAcM/3Io6ATU2d0M/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274179816887058882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 336px; CURSOR: hand; HEIGHT: 336px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/STGmmYMWgcI/AAAAAAAAAcM/3Io6ATU2d0M/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que falamos em livre arbitrio o assunto mecanica quantica está sempre envolvido, mas até que ponto a mecanica quantica afeta, abre brechas para a existencia do livre arbitrio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Laplace: &lt;em&gt;“Nós podemos tomar o estado presente do universo como o efeito do seu passado e a causa do seu futuro. Um intelecto que, em dado momento, conhecesse todas as forças que dirigem a natureza e todas as posições de todos os itens dos quais a natureza é composta, se este intelecto também fosse vasto o suficiente para analisar essas informações, compreenderia numa única fórmula os movimentos dos maiores corpos do universo e os do menor átomo; para tal intelecto nada seria incerto e o futuro, assim como o passado, seria presente perante seus olhos”.&lt;/em&gt;[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, segundo o Principio da Incerteza de Heisenberg, isso não é viável, pois é impossivel ter exatidão sobre a posição ou o momento de uma particula, ao lançar o feixe de fotons (observar), influenciamos no comportamento da mesma e dependendo da frequencia desse (feixe) teremos um valor mais preciso relativo a posição ou ao momento. [2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é o &lt;strong&gt;pré&lt;/strong&gt;-determinismo, o fato de não sabermos deteminar o comportamento de uma particula sub-atomica não quer dizer que o comportamento desta não seja deterministico, a Teoria de David Bohm afirma a existencia de variáveis ocultas.[3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que ponto o comportamento aleátorio da particulas afetam o funcionamento do neuronios? Sendo que estes ultimos tem a sua existencia no macro, onde os processos são deterministicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo se levassemos em conta que o aleatório é inevitável, conforme afirmam outras interpretações da mecanica quantica, não haveria espaço para o livre-arbitrio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que deve ser analisado é: “De onde que vem as escolhas?”, se tudo que escolhemos vem do cerebro e se os processo neurológicos são deterministicos, a escolha não poderia ser diferente, logo a escolha é ilusória, porém se a escolha vem de processos aleátorios, também não escolhemos nada, pois a escolha se torna totalmente aleatória, logo, mesmo um mundo regido por leis probabilistas não abre espaço para o livre arbítrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o livre-arbitrio exister deve necessariamente haver um espirito, e esse espirito seria o “eu” de cada um, e este que tomaria as decisões, porém falando cientificamente não temos evidencia empirica nenhuma de espiritos, logo se conclue que o livre arbitrio não existe. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Referências:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1] &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre_Simon_Laplace" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre_Simon_Laplace&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_incerteza_de_Heisenberg" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_da_incerteza_de_Heisenberg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;[3] David Bohm, “A Totalidade e a Ordem Implicada”&lt;br /&gt;Tradução MAURO DE CAMPOS SILVA&lt;br /&gt;Revisão Técnica NEWTON ROBERVAL EICHENBERG&lt;br /&gt;EDITORA CULTRIX&lt;br /&gt;São Paulo&lt;br /&gt;Título do original: Wholeness and the Implicate Order&lt;br /&gt;Copyright © David Bohm 1980 Publicado originalmente por Routledge &amp;amp; Kegan Paul Ltd. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-7208201366689396956?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/7208201366689396956/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=7208201366689396956' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/7208201366689396956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/7208201366689396956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/11/laplace-fisica-quantica-e-livre-arbtrio.html' title='Laplace, Fisica Quantica e Livre Arbítrio'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/STGmmYMWgcI/AAAAAAAAAcM/3Io6ATU2d0M/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-1398067398578498788</id><published>2008-11-26T16:56:00.000-08:00</published><updated>2008-11-26T17:08:24.801-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relações Sociais'/><title type='text'>Meritocracia, Contingências e o Escambau</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SS3yMcB1hQI/AAAAAAAAABs/PbymKrBn7rQ/s1600-h/SOLIPSISMO[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273137034216965378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 239px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SS3yMcB1hQI/AAAAAAAAABs/PbymKrBn7rQ/s320/SOLIPSISMO%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SS3xXfQLc6I/AAAAAAAAABk/5YVSJ9hRHzY/s1600-h/SOLIPSISMO[1].jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mesmo entre aqueles que defendem mais arduamente a idéia de liberdade humana, admite-se a existência de contingências, que de alguma forma limitam esta liberdade. Mas, se há liberdade, a meritocracia é justa: obtém o objeto de desejo aquele que mais se esforça para conseguí-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pensarmos, entretanto, nas contingências reais, este esforço torna-se menos salutar. Um exemplo seria a inteligência. Há estudos da sociobiologia indicando uma correlação de cerca de 0,54 entre o QI e a genética &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(1)&lt;/span&gt;. Podemos pensar, então, que o resto se deve ao ambiente, e este ambiente depende do próprio esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o ambiente também tem contingências. Uma pessoa criada por pais que valorizavam o conhecimento e o esforço para a aprendizagem terá melhores resultados neste setor. Mas, para que os pais se comportassem assim, eles devem ter este mesmo atributo genético e/ou terem sido criados da mesma forma. E assim sucessivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela meritocracia, quem não se esforça e/ou não tem inteligência ou capacidade de aprendizagem não conseguirá, por exemplo, entrar numa universidade. Mas se todos estes quesitos dependem de fatores externos ao indivíduo, a conquista depende muito menos dele do que da "sorte". Neste caso, a meritocracia se torna apenas uma maneira ilusória de igualdade de condições, e continua privilegiando os "escolhidos" pela natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No aspecto da inerência:&lt;br /&gt;Normalmente, a inteligência vem acompanhada de curiosidade. Portanto, o fato de ser inteligente vai induzir a criança a criar questões, e essas dúvidas a levarão a procurar conhecimento. As informações também serão melhor compreendidas por aquele que apresenta uma maior capacidade cognitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No aspecto do ambiente:&lt;br /&gt;Os estímulos recebidos dependem enormemente da posição dos pais a respeito, ou seja, se colocam a criança numa escola, se a estimulam a ler, etc.&lt;br /&gt;Os estímulos dependem também do interesse da pessoa em buscar o conhecimento. Se os pais não tivessem o interesse pessoal antes, não se preocupariam em oferecer isso aos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o interesse da pessoa em buscar o conhecimento está relacionada com a curiosidade, que está, por sua vez, relacionada à inteligência "inerente" e à iniciativa.&lt;br /&gt;A posição dos pais a respeito está relacionada com a própria capacidade cognitiva deles e com os estímulos que eles mesmos receberam, que está relacionado com o próprio interesse anterior deles. É mais fácil os pais se preocuparem com os resultados das crianças se eles mesmos forem inteligentes, e assim por diante. Há uma tendência das variáveis positivas ao "sucesso" se aglomerarem em determinado grupo, e as variáveis negativas em outro, porque muitas delas são interdependentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que num sistema meritocrático há a valorização do esforço. Mas a própria iniciativa do esforço entra no mesmo caso. Não há como alguém efetivamente decidir entre ser esforçado ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso porque nós somos hoje o que nascemos sendo, inerentemente, e o resultado da interação desse "inerente" com as nossas experiências pessoais.&lt;br /&gt;Um indivíduo não tem como optar por ter outras características genéticas, como não pode optar pelas experiências pelas quais já passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, as variáveis que compõem o processo de escolha, de modo externo a este indivíduo, também fogem ao seu controle. Não há como alterá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira como alguém vai interagir com estas variáveis depende que quem esta pessoa é. Depende da sua visão de mundo, da sua maneira de agir (ou evitar a ação), das suas prioridades e valores. Mas tudo isso, que acho que dá para resumir como "visão de mundo", é resultado das contingências passadas, e estas são inexoráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ocorre, então, é um indivíduo invariável, determinado naquele instante, interagindo com variáveis também fixas (por mais que numerosas). Se a sua opção entre estas variáveis depende de você, e você é determinístico no momento da escolha, a escolha é ilusória. Você não teria como optar de outra maneira, porque sua concepção de mundo o leva a fazer esta opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem pode alterar a estrutura genética de alguém que vai nascer. Ele não pode alterar sua própria estrutura de modo a conseguir uma alteração fenotípica. O que você já é, não pode ser modificado nesse exato instante. Se as suas experiências futuras mudarem, você futuramente será diferente. Mas exatamente neste momento todas as experiências são passadas e presentes. Não há como modificar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, você, agora, é determinado. Não o seu futuro, mas o seu presente. E tudo o que temos efetivamente é o presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, em termos mais simples, dificilmente filhos de pais pouco inteligentes ou “esforçados” serão capazes de serem, por sua vez, inteligentes (nos termos gerais) ou “esforçados”, porque faltará tanto a inerência quanto o estímulo pessoal e externo. Daí, o mérito sempre será daquela "linhagem" que une as condições necessárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meritocracia é considerada como um sistema justo, que proporciona oportunidades iguais. Mas se o esforço pessoal está sujeito a estas contingências que tornam o mérito quase determinístico, a meritocracia é tão justa quanto a competição que ocorre na natureza, sem o juízo da justiça ou igualdade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Referências:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(1)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Plomin, R., DeFries, J.C., McClearn, G. E. M. &lt;strong&gt;Behavioral Genetics: A primer&lt;/strong&gt;. 2a. ed, Ed. Freeman and Company, 1990.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-1398067398578498788?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/1398067398578498788/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=1398067398578498788' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/1398067398578498788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/1398067398578498788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/11/meritocracia-contingncias-e-o-escambau.html' title='Meritocracia, Contingências e o Escambau'/><author><name>Paula Moiana da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803230052565807949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SS3yMcB1hQI/AAAAAAAAABs/PbymKrBn7rQ/s72-c/SOLIPSISMO%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-4389080719514402177</id><published>2008-11-14T18:42:00.000-08:00</published><updated>2008-12-03T14:59:23.770-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epistemologia'/><title type='text'>Ciencia e Religião</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SR469LARb-I/AAAAAAAAAbc/JnGw_DuVljM/s1600-h/touchingthevoid460.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268713436670423010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 287px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SR469LARb-I/AAAAAAAAAbc/JnGw_DuVljM/s400/touchingthevoid460.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse assunto é sempre abordado e me parece que na maioria das vezes ocorre um confusão sobre o escopo de cada uma. Primeiramente vou definir como eu vejo a ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O objetivo da ciencia é conhecer a realidade objetiva&lt;/strong&gt; (assumindo que é a realidade observada) através do metodo cientifico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo o método cientifico: Primeiro se observa o fenomeno. Com base nas observações se faz previções sobre o comportamento deste. E finalmente a falseabilidade é testada. Se for fiel as verificações, assume-se que a teoria é verdadeira até demonstrarem o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A religião depende da fé, depende do sentir Deus &lt;/strong&gt;(ou qualquer outra coisa), o metodo cientifico não é subjetivo, qualquer um pode fazer uso dele e chegar no mesmo resultado, independente de suas experiencias de vida ou caracteristicas genéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma diferença entre a religião e a ciencia está na questão das teorias metafísicas (explicação sobre o comportamento do que ainda não pode ser verificado), a primeira (religião) não é falseavel enquanto que uma teoria cientifica devem ser falseável, passiva de comprovação empírica. Nesse ponto encontra-se a grande causa das discussões entre ambos os lados. A ciencia tem que se moldar para explicar de acordo com a realidade observada, a religião usa o seu coringa e o encaixa nas lacunas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268714783367185090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 304px; CURSOR: hand; HEIGHT: 377px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SR48Lj1zQsI/AAAAAAAAAbk/-9ZfM4f4u1k/s400/chch-atheist.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;A ciencia não tem como objetivo salvar o homem da morte como a religião, a ciencia procura entender o corpo humano, aumentar o tempo de vida é consequencia e pode ser chamado de uso dos conhecimentos adquiridos pela ciencia. Assim como outras ferramentas tecnologicas que podem ser desenvolvidas com base nos conhecimentos adquiridos pelo método cientifico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui eu faço questão de colocar que muitos confudem ciencia (uso do metodo cientifico) com teorias metafísicas cientificas (como a criação do universo), quando na verdade toda a teoria metafisica carece de comprovação empírica, o que é diferente de uma teoria que já tem sucesso em suas previsões relativas aos fenomenos empiricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso das teorias metafisicas não existe nenhum metodo diferente para "escolhe-las", porque a escolha &lt;strong&gt;será&lt;/strong&gt; feita com base na sua fidelidade de prever o observado (se ambas forem fieis, a Navalha de Occam toma conta do resto), teorias metafisicas são teorias metafisicas, não cientificas (no conceito do uso do método cientifico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um aspecto importantissimo que nunca deve ser esquecido é a questão da religião, diferente da ciencia, ditar um deve-ser relacionado com o comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto é que a ciencia não procura o sucesso social, quem procura adeptos e faz proselitismo é a religião (aqui entra os ateus também), a ciencia busca descrever a realidade observada, se for fiel ao seu compromisso e a descoberta tiver aplicabilidade prática, o sucesso será uma consequencia não um objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclue-se que a diferença filosofica está na metafísica e na maneira que cada uma se comporta para descrever os fenomenos que estão além de verificação. O "conhecimento" que cada uma produz &lt;strong&gt;é usado&lt;/strong&gt; diferentemente pelo ser humano, o cientifico é praticado para desenvolver ferramentas que visam facilitar a vida humana, catalizar os prazeres, e aumentar o tempo de vida, o religioso para resolver os problemas existenciais subjetivos a cada um, esses (problemas) não são resolvidos através da visão niilista da ciência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-4389080719514402177?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/4389080719514402177/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=4389080719514402177' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/4389080719514402177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/4389080719514402177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/11/ciencia-e-religio.html' title='Ciencia e Religião'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SR469LARb-I/AAAAAAAAAbc/JnGw_DuVljM/s72-c/touchingthevoid460.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-1078811776577099522</id><published>2008-11-12T11:11:00.000-08:00</published><updated>2008-12-03T15:00:06.765-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Realidade'/><title type='text'>A diferença entre afirmar e assumir</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SRssxtKs_4I/AAAAAAAAAbU/VRj5fTQy0vA/s1600-h/17062003escher.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267853421589626754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 398px; CURSOR: hand; HEIGHT: 337px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SRssxtKs_4I/AAAAAAAAAbU/VRj5fTQy0vA/s400/17062003escher.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero fazer uma analise no conceito de "afirmar" e "assumir" e qual a relação de ambos com a aplicação do pragmatismo para conceituar a realidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O primeiro ponto é analisar o solipsismo, uma vez que tudo são representações na nossa consciencia, não podemos usar das representações para provar que estas são mais que representações. Assim temos basicamente dois caminhos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1- Tudo é real;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2- Tudo é ilusão;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se formos pelo segundo caminho eliminamos com todo o sentido da filosofia e da ciencia, por um motivo pragmatico filosofico e cientifico assumimos como real o primeiro caminho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O proximo ponto é a questâo da observação, não podemos afirmar que o que observamos é o todo. Posso citar exemplos que essas afirmações foram feitas e não corresponderam como a terra ser plana ou as leis de newton valerem para o todo.Aqui novamente temos dois caminhos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1- O que observamos vale para o todo até provarem o contrário; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2- Não observo o todo logo não posso concluir nada sobre ele;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se formos pelo segundo caminho eliminamos com todo o sentido da filosofia e da ciencia, por um motivo pragmatico filosofico e cientifico assumimos que o que observamos vale para o todo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O terceiro e ultimo ponto é a questao da causalidade de David Hume ao lidar com o futuro, não podemos afirmar que existe um computador na minha frente, pois demora um tempo para as informações externas serem captadas, representadas e interpretadas, como não podemos afirmar que as leis se manteram as mesmas, e o computador na minha consciencia é uma representação do passado, logo não posso afirmar que este existe.Aqui novamente temos dois caminhos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1- As leis permanecem as mesmas;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2- As leis podem mudar a qualquer momento logo não posso afirmar que o computador está na minha frente;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Se formos pelo segundo caminho eliminamos com todo o sentido da filosofia e da ciencia, por um motivo pragmatico filosofico e cientifico assumimos que o que observamos é o exato presente e que as leis não mudam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto aqui é o seguinte, existem certos ceticismo que não acrescentam em nada filosoficamente, porque não tem a contribuir com a maneira que analisamos e convivemos com o mundo. Se em qualquer um desses pontos que coloquei seguissimos pelo segundo caminho, estariamos aniquilando toda a historia da filosofia, porque esta seria totalmente sem sentido, uma vez que nenhum filosofo poderia fazer alguma afirmação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um motivo pragmatico filosofico e cientifico assumimos que o primeiro caminho em todos os pontos é verdadeiro. Que fique claro a diferença entre assumir e afirmar, a ciencia assume não afirma, é mutável. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-1078811776577099522?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/1078811776577099522/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=1078811776577099522' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/1078811776577099522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/1078811776577099522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/11/diferena-entre-afirmar-e-assumir.html' title='A diferença entre afirmar e assumir'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SRssxtKs_4I/AAAAAAAAAbU/VRj5fTQy0vA/s72-c/17062003escher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-3038866524766013254</id><published>2008-11-09T13:21:00.000-08:00</published><updated>2008-12-03T14:59:45.841-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Realidade'/><title type='text'>Sobre a Realidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SRdWbmShOCI/AAAAAAAAAbE/v5ywsK9Sj58/s1600-h/realidade.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5266773321367762978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 251px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SRdWbmShOCI/AAAAAAAAAbE/v5ywsK9Sj58/s320/realidade.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Algumas considerações sobre o que entendo por realidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossivel provarmos que a realidade que formamos é a mesma que está lá fora, não temos como provar a realidade, porque esta apenas nos é possivel como uma representação na consciencia, nao consigo provar que este computador que eu digito tem sua existencia além da sua representação, porém não vejo como tratar de outra forma, essa discussão se resume no pragmatismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do momento que tratamos o que nós é dado como existente, partimos para a proxima discussão que é a questao de haver outras faces da realidade ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que dependemos do nosso sistema cognitivo para fazer as representações da realidade, realmente é possivel haver outras faces, outras faces é aqui colocado no sentido dos objetos possuirem mais atributos do que aqueles que nós representamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que estamos limitados às nossas faculdades, e nunca ninguem conseguiu perceber outra realidade além dessa que nos é dada, logo estamos também limitados para afirmar se o que percebemos é o todo ou se é uma parte, dessa maneira não há porque assumir que é uma parte, pois não temos condições, bases para afirmar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se existem outras realidade eu não sei, mas voce também não sabe, logo qual a vantagem de ficar devagando sobre esses assuntos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que deve ficar clara é a distinção entre percepção e interpretação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloco a percepção como a absorção de todas as informações externas ao nosso organismo que são captadas pelo sistema cognitivo, ou seja, recebemos ondas de luz de tudo, e tudo é processado no nosso cérebro, tanto que as vezes quando nos lembramos de alguma situação podemos resgatar coisas que não tinhamos "vistos", ou seja, que não haviam sido interpretados, mas foram vistos, foram processados, pois o cerebro conseguiu lembrar depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, estamos recebendo todas as informações do exterior, porém interpretamos aquelas que conforme a nossa vivencia (cultura, treinamento, e etc.) foram consideradas importantes quando outras passam despercebidas, mas isso não quer dizer que não foram visualizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo do indio na cidade, ele pode estar na calçada e vai atravessar a rua e não "vê" o semáforo de pedestres, mas não é que ele não viu, ele recebeu as ondas de luz do semaforo, o que aconteceu é que ele não as interpretou, pois a sua vivencia não diz que aquilo é importante. Porém se alguem apontar para o semaforo, ele irá representa-lo como qualquer outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A interpretação da realidade como um todo é subjetiva, ou seja, cada sujeito interpreta (interpretar é no sentido ser uma determinante para “escolher” como agir) algumas informações de todas que são enviadas e captadas por ele. Mas isso não muda a realidade lá fora, esta é independente do sujeito, pois se todos nos focalizarmos num objeto, todos serão capazes de observa-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do momento que criamos aparelhos que possibiltam a medição de ambientes não perceptíveis pelo nossos sentidos, não estamos entrando em outra realidade. Estamos indo mais fundo na realidade que percebemos, porque não deixamos de perceber com os nossos sentidos, apenas criamos aparelhos que são capazes de "amplia-los".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se falar das caracteristicas da "coisa em si", não podemos afirmar que esta tem mais caracteristicas além daquelas que nos é dadas (caracteristicas transcedentais). Temos cinco sentidos, recebemos informações do objetos e atraves do sistema cognitivo somos capazes de interpreta-las, se todos fossemos surdos, conseguiriamos saber que existem as ondas sonoras, porque elas se mostram a partir da visão por exemplo, ou até mesmo do tato, quando voce está perto de uma caixa de som é capaz de sentir as ondas sonoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, se nao podemos afirmar que o que percebemos é real, mas não existe outra maneira de viver, logo por uma questao de pragmatismo o solipsismo é descartado. E o mesmo pode se dizer à supostas faces da realidade, se não somos capazes de afirmar nada, novamente invoco o pragmatismo e descubro que não tem porque inquirir nada a respeito, pois não somos nem capazes de verificar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-3038866524766013254?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/3038866524766013254/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=3038866524766013254' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3038866524766013254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3038866524766013254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/11/sobre-realidade.html' title='Sobre a Realidade'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SRdWbmShOCI/AAAAAAAAAbE/v5ywsK9Sj58/s72-c/realidade.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-77681872345196932</id><published>2008-11-02T16:04:00.000-08:00</published><updated>2008-11-02T16:35:37.321-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>O pequeno grande ponto bege no infinito azul</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SQ5ENLun3HI/AAAAAAAAAa0/DZqgZeicyBM/s1600-h/Aventu58.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264220007720017010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 263px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SQ5ENLun3HI/AAAAAAAAAa0/DZqgZeicyBM/s400/Aventu58.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acordo e me vejo preso nas correntes da sobrevivencia que unem-me à este pedaço de madeira milagroso, sou levado pela corrente marítima. Ainda bem que estou vivo e que a tempestade já passou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse momento começo a pensar, mas imediatamente paro e questiono o porquê de questionar. Filosofar sobre o mundo não tem utilidade prática, não vai mudar em nada a minha condição atual, mas faze-lo é prazeroso e isso ja é suficiente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contemplo minha ignorância perante este espelho celeste, enquanto o espelho contempla a dele perante o que este espelha. Ambos insignificantes e indeferentes para o todo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No meio do horizonte infinito, vejo uma terra de cores claras. Antes ao meu redor só havia o azul, parecia que este era infinito. Era só impressão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A sensação de prazer que eu tenho ao perceber uma chance de sobrevivencia e ao receber as ondas de luz dessa terra, me fazem perceber que o infinito era uma ilusão que o cíclico nos traz, entendo que o espaço deve ser cíclico também, se fechar nele mesmo, o infinito é um absurdo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Junto minhas forças e remo em direção à praia, a correnteza me ajuda e não demoro muito para chegar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A praia é praticamente deserta, com excessão de alguns pequenos arbustos. Nesse momento vejo dois horizontes um azul e um bege. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Morto de fome, procuro algo para comer, vejo um pequeno roedor e consigo pega-lo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faço uma fogueira, asso o mais primitivos dos mamiferos, janto o meu parente e me satisfaço. Deito nas areias brancas e durmo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia seguinte acordo cansado e fraco ainda, sem saber o que fazer, que rumo tomar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sei o que me leva, desconheco o porque, mas sei que entro no deserto solitário de areias companheiras... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-77681872345196932?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/77681872345196932/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=77681872345196932' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/77681872345196932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/77681872345196932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/11/o-pequeno-grande-ponto-bege-no-infinito.html' title='O pequeno grande ponto bege no infinito azul'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SQ5ENLun3HI/AAAAAAAAAa0/DZqgZeicyBM/s72-c/Aventu58.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-8944251958272293530</id><published>2008-10-28T16:53:00.000-07:00</published><updated>2008-10-28T16:59:55.031-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biologia'/><title type='text'>Qual o sentido da vida existir?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SQemMkr8FgI/AAAAAAAAAas/igdH1yE8KiI/s1600-h/cartoongoogle.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5262357424542324226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 264px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SQemMkr8FgI/AAAAAAAAAas/igdH1yE8KiI/s400/cartoongoogle.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que é muito discutido é que cada ser vivo tem um papel essencial no mundo, mas papel significa finalidade de existir, e o que na verdade tem uma finalidade real, um sentido objetivo de existir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pensarmos que um ecossistema não muda, é estável, cada ser tem um papel, e este é essencial na cadeia alimentar e na conservação da entropia do ecossistema. Porém os ecossistemas são extramamente mutáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade nada tem um papel, tudo se adapta, a minhoca por exemplo melhora as condições do solo para poder ser possivel a vida de determinadas plantas, porém se a minhoca deixar de existir, aquelas plantas morrerrão e virão outras que conseguem viver sem a minhoca. (exemplo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pensarmos que os ecossistemas não mudam, cada ser tem um papel que é manter aquele ecossistema, mas os ecossistema mudam e de uma maneira ou de outra, um ser que tem uma função determinado momento se extinguira e outros se adaptarão a nova condição do ecossistema, num movimento constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só existe papel se estabelecermos uma necessidade de permanência, ou seja, para a manutenção de um ecossistema cada ser tem uma finalidade, mas qual o papel da manutenção de um ecossistema? Apenas a sobrevivencia dos seres que existem hoje, ou seja, fugir das transformações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo se aplica aos nossos orgãos, estes só tem um papel se a necessidade for a nossa sobrevivencia, é nesse ponto que eu quero chegar, os entes e seres só tem um sentido se estabelecermos uma necessidade, sem necessidade não há razão de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se na natureza não há nenhuma necessidade, então não há necessidade dos objetos e seres terem um objetivo de existir, dessa maneira não há necessidade para o sentido da vida, logo a busca por um sentido da vida passa a ser um absurdo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-8944251958272293530?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/8944251958272293530/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=8944251958272293530' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/8944251958272293530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/8944251958272293530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/10/qual-o-sentido-da-vida-existir.html' title='Qual o sentido da vida existir?'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SQemMkr8FgI/AAAAAAAAAas/igdH1yE8KiI/s72-c/cartoongoogle.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-1073763709301610800</id><published>2008-10-18T14:00:00.000-07:00</published><updated>2008-12-03T15:00:19.238-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><title type='text'>O presente do Deserto</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SPpPlpsbqII/AAAAAAAAAak/cgZReVbgyS4/s1600-h/deserto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258603023174445186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SPpPlpsbqII/AAAAAAAAAak/cgZReVbgyS4/s400/deserto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sei o que me leva, desconheco o porque, mas sei que entro no deserto solitário de areias companheiras, à marcha lenta eu ando e o sol não me mata, mas a noite vem me mostrar a sua luz, não sei se é bom ou ruim, na verdade não sei mais o que é bom ou ruim, não sei de nada, mas sei que saberei no fim desse caminho construido nas colinas deserticas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De repente entro numa viela, parece que algo me antinge incessantemente, é a garoa que cai lentamente e sem barulho, olho para a luminária na rua e só vejo uns finos trechos de agua caindo do ceu, sem rumo eu sei para onde eu vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perco totalmente a noção do tempo e do espaço, o mundo se derrete, e já não conheço mais o meu “eu”, pois eu nunca sou, não consigo pegar o presente. Vejo uma caixa de correio, minha curiosidade me leva até ela, chego perto e pego um pacote bem embalado, e lá estava ele: o presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo que o presente estava malpassado, na verdade o presente era malpassado, não existia, tinha acabado de passar, mas como poderia ter uma luminária e uma caixa de correio no meio do deserto? Me parecia ser um sonho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acordo no meio do deserto, percebo que a garoa na verdade eram as gotas de suor que percorrem o meu corpo, tinha dormido muito e acordado com o ardor fervente do deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas me questiono: e se tudo for um sonho? Quando sonho penso que é real, mas quando acordo consigo diferenciar minhas experiencias oníricas do que meu olhar apanha, mas não consigo provar as imagens formadas na minha consciencia, pode ser tudo um sonho mesmo, mas não vejo vantagem em tratar o que eu percebia como fantasia, não apalpo o pragmatismo, logo coloco-me a caminhar pelo deserto mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo, o deserto é o obstaculo, a mente é a minha aliada e a esperança minha ferramenta, não sei porquê tomei essa decisão, não sei se alguma vez na vida já tomei alguma decisão, será que sou diferente desses grãos de areia que são levados pelo vento desertico? Que vento que me trouxe aqui? Nao sei, desconheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio dessa aridez me encontro com um sentimento de solidão humana percebo que faço parte do mundo, mas de onde eu vim? E a areia, da onde esta veio? Sei que a areia se formou a partir do intemperismo, quanto tempo levou para formar esse deserto? E eu? Sou tão especial assim?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Me parece que sou igual a areia em sua solidão grupal e estimo que me tornarei uma, aquela que tenta se abraçar a outra quando os ventos sulinos se aproximam tentando leva-las em caravana para longe, mas que no fim é o mesmo lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tristeza me carrega e sem forças eu marcho, o medo toma conta de mim, nesse momento não tenho controle, percebo que na verdade eu nunca tive, apenas a ilusão de um, tento lutar, mas no fim sou incapaz de vencer as leis que regem esse mundo, deito e esposo meu passado e meu futuro, minha origem e meu presente: as areias do deserto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-1073763709301610800?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/1073763709301610800/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=1073763709301610800' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/1073763709301610800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/1073763709301610800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/10/o-presente-do-deserto.html' title='O presente do Deserto'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SPpPlpsbqII/AAAAAAAAAak/cgZReVbgyS4/s72-c/deserto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-360491348521677904</id><published>2008-10-15T15:08:00.000-07:00</published><updated>2008-10-15T15:25:33.472-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biologia'/><title type='text'>A ampulheta da vida e da morte</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SPZtE52tYFI/AAAAAAAAABc/2C2xp938DFI/s1600-h/img167795_bunekinhalok.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257509546018824274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 374px; CURSOR: hand; HEIGHT: 332px; TEXT-ALIGN: center" height="346" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SPZtE52tYFI/AAAAAAAAABc/2C2xp938DFI/s400/img167795_bunekinhalok.jpg" width="379" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SPZrwdjSojI/AAAAAAAAABU/ySiWqZAAkc4/s1600-h/img167795_bunekinhalok.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;"Ele pensa que a vida ficou para trás&lt;br /&gt;Então finge que nem liga&lt;br /&gt;Que tanto faz&lt;br /&gt;Oh, não! A vida é como um gás&lt;br /&gt;Só um sopro, só um vento,&lt;br /&gt;Nada mais&lt;br /&gt;E o ar que já lhe passou pelos pulmões&lt;br /&gt;De tão velho já quer ir descansar&lt;br /&gt;Daqui para o futuro falta só um piscar&lt;br /&gt;Que é para o tempo não mais nos enganar&lt;br /&gt;Ele agora vê que o tempo é uma ilusão&lt;br /&gt;E o passado são as linhas em suas mãos&lt;br /&gt;Oh, não! A vida é muito mais&lt;br /&gt;Que os dias, que os deuses, que jornais&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;strong&gt;A Verdade sobre o Tempo – Pato Fu&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofremos com a idéia da morte pelo desconhecido que ela traz; mas criamos significados, imaginamos uma continuidade da vida em outras esferas, conferimos um aspecto transcendente a ela. Porque? Porque a idéia de não existirmos é mais angustiante do que qualquer mistério. Não concebemos a não existência, não nos conformamos com ela. E a inexorabilidade disto torna o tempo absoluto, senhor de nossas ações. Nos parabenizamos uns aos outros a cada aniversário, por mais um ano em que vencemos a morte. Será que contaríamos o tempo se não fôssemos finitos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, o sentido da morte está diretamente relacionado com o sentido da vida. Não há um sentido aparente para a vida. Construímos objetivos numa realidade concreta, mas mesmo estes se tornam absurdos quando confrontados com a certeza de que a vida terá seu fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria Vinícius de Morais:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Ás vezes quero crer, mas não consigo&lt;br /&gt;É tudo uma total insensatez&lt;br /&gt;Então pergunto a Deus:&lt;br /&gt;- Escute, amigo! Se foi para desfazer, porque é que fez?&lt;br /&gt;Mas não tem nada, não, tenho o meu violão"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Apesar de ser uma eterna e angustiante questão filosófica, a morte é um evento totalmente sensato para a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal responsável pela nossa finitude é uma estrutura que se encontra nas extremidades dos cromossomos, chamada Telômero. Sua função é, principalmente, proteger os nossos genes de serem danificados pelo processo de replicação do DNA. Se nossos genes sofrerem alterações, há uma grande possibilidade de que haja a perda da função normal dos tecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que uma célula se divida e, assim, promova o crescimento ou a substituição de outras células perdidas, é necessário que seu DNA seja duplicado. Em um processo normal da duplicação do DNA, a cada divisão celular, perde-se cerca de 150 bases nitrogenadas, e o cromossomo é progressivamente diminuído. Este processo de encurtamento também está relacionado com outros fatores, como agentes ambientais, resíduos metabólicos, stress, e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aqui que entram os telômeros. Eles estão nas extremidades das fitas de DNA, e são compostos por centenas de repetições da seqüência TTAGGG. Quando ocorre o encurtamento das fitas, as seqüências pedidas são teloméricas. Como não existem genes nos telômeros, este desgaste não significa perda de atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, na maioria das células, os telômeros não são reconstruídos, de modo que são finitos. O tamanho dessas estruturas é variável, mas para que sejam totalmente perdidos (e o desgaste começar a se dar nos genes) seriam necessárias uma média de 150 divisões celulares. Entretanto, após de 50 a 90 divisões, as células atingem o “Limite de Hayflick”, quando os telômeros sinalizam para a célula seu desgaste. Ao receberem este sinal, as células induzem a própria morte (apoptose).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a perda de células se torna maior do que a capacidade de reposição, o indivíduo envelhece, progressivamente. Há um momento em que a perda é tão grande, em conjunto com outros aspectos relacionados à morte celular, que o tecido perde a sua função. Isso faz com que, por sua vez, o órgão deixe de ser funcional e o indivíduo morra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ocorreria se nossos telômeros fossem eternamente reconstituídos? Nossas células seriam imortais, e, a não ser por alguma causa externa (como acidentes e doenças infecciosas), nós também seríamos. Entretanto, existe um outro lado da moeda: nossos cromossomos são constantemente “bombardeados” por agentes capazes de causar mutações. A pior conseqüência disso é o câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que haja a formação de um tumor maligno, é preciso que ocorram no mínimo duas mutações, atingindo genes de funções específicas. Como estas mutações são aleatórias, quanto mais tempo um cromossomo permanecer exposto, maior é a probabilidade de que estas duas mutações ocorram. Assim, uma célula imortal chegaria a um momento em que esta probabilidade seria de 100%, de modo que, mais cedo ou mais tarde, se transformaria numa célula maligna. Portanto, quando os telômeros induzem as células à morte, estão, também, minimizando as chances da ocorrência de um tumor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge, aqui, um paradoxo muito interessante. Se resumirmos a história, podemos afirmar que os telômeros limitam nosso tempo de vida para que nossos tecidos permaneçam o maior tempo possível funcionais, e para que as possibilidades de um câncer sejam menores. Mas se nossos tecidos não forem funcionais, ou se tivermos um câncer, morreremos. Então, os telômeros acabam nos levando à morte para nos proteger da morte!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se analisarmos em um contexto maior, há uma grande razão para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o sentido da vida? A reprodução.&lt;br /&gt;Isto é bem claro. Perceba o seu próprio corpo, e verá que tudo nele são estruturas que permitem a sobrevivência e reprodução. Lembre-se do processo de adaptação e de seleção natural – o mais apto o é porque é capaz de se reproduzir mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando a vida sob esta perspectiva, o paradoxo dos telômeros deixa de ser um paradoxo, e se torna lógico. Os telômeros conferem um prolongamento da funcionalidade dos organismos. Assim, o período reprodutivo é otimizado – tudo funciona bem tempo o suficiente para que o indivíduo se reproduza. Após este período, o indivíduo cumpriu sua função primária. Portanto, vale a pena tornar o indivíduo finito para que ele se reproduza o máximo possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que este mecanismo tem óbvias vantagens adaptativas. Se um indivíduo com o tempo de vida limitado pelos telômeros é capaz de se reproduzir mais do que aquele que não o possui, esta regulação será mais freqüente, e, portanto, se fixará na população.&lt;br /&gt;Ou seja, os fenômenos que nos condenam à morte são uma característica adaptativa – praticamente todos os seres vivos possuem telômeros e são mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que saber disso muda a nossa relação com a morte? Continua sendo terrível lidar com a própria finitude, sendo ela justa ou não. Mas o sentido da morte reflete o sentido da vida. Nos instituímos ingenuamente de uma importância que transcende nossa existência como seres vivos. Precisamos nos instituir de significados maiores do que os da natureza; do que os de nossa natureza. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o mundo é auto-explicativo. E, se nos livrássemos das prisões de nossa subjetividade, muitas das questões filosóficas perderiam a razão de ser – as respostas a elas estavam o tempo todo debaixo de nossos narizes. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-360491348521677904?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/360491348521677904/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=360491348521677904' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/360491348521677904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/360491348521677904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/10/ampulheta-da-vida-e-da-morte.html' title='A ampulheta da vida e da morte'/><author><name>Paula Moiana da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803230052565807949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SPZtE52tYFI/AAAAAAAAABc/2C2xp938DFI/s72-c/img167795_bunekinhalok.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-1836640541429550441</id><published>2008-10-03T17:24:00.000-07:00</published><updated>2008-12-03T15:00:46.840-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Física'/><title type='text'>Fugindo do absurdo entrando na roda do espaço-tempo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SOa86_0-HcI/AAAAAAAAATI/7H0J39uVvpk/s1600-h/Ferris_Wheel_1_by_ximxjustxmex.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253093737126305218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SOa86_0-HcI/AAAAAAAAATI/7H0J39uVvpk/s400/Ferris_Wheel_1_by_ximxjustxmex.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma das maiores questões ontologicas é o tempo, o espaço e a causalidade. Quero fazer uma analise sobre as dificuldades de analisa-los e sobre as conclusões que eu cheguei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A relação entre causalidade e espaço-tempo é notável, principalmente quando analisamos o tempo, ou seja, ou o tempo teve um inicio, ou este sempre existiu, porém ambas hipóteses são absurdas. Vejamos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- O tempo ter surgido: O tempo obviamente não pode ter sido criado, ou surgido, pois criar e surgir é movimentar, tudo que se move se move a determinada velocidade (espaço/tempo), logo para o tempo surgir o tempo deveria existir a priori. Logo é um absurdo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- O tempo ter sempre existido: Nesse caso o tempo seria infinitezimal para o passado, logo seria impossível ter chego até esse momento, porque seria eterno no passado. Logo é um absurdo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A única hipótese lógica, é que o tempo não é uma semi-reta (com uma criação), nem uma reta infinita e sim um circulo, e esse circulo pode ter um comprimento absurdamente grande.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E o espaço assim como o tempo também deve ser ciclico[1], pois como vimos no outro texto, quando chegamos a determinada pequenez, os entes começam a crescer ao inves de diminuir, e o mesmo deve acontecer com o grande. De outra maneira teríamos que conceber uma infinitude de espaço, que também não é lógica, logo é um absurdo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se não existe um momento (um ponto no tempo) para a criação do espaço e do tempo, então não podemos falar numa causalidade necessária para estes existirem, pois estes não são entes, são dimensões onde os entes existem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A causalidade necessita do espaço-tempo para ser lógica, sem o espaço e o tempo não podemos falar em causa, em ação, conclue-se que não existe a possibilidade destes (espaço e tempo) terem surgidos, portanto o espaço-tempo estão num plano acima da existencia, e se eles não podem ter sido criados e não podem ser infinitos, logo são cíclicos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Referências:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1] The Classical Universes of the No-Boundary Quantum State&lt;br /&gt;Authors: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://arxiv.org/find/hep-th/1/au:+Hartle_J/0/1/0/all/0/1"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;James B. Hartle&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://arxiv.org/find/hep-th/1/au:+Hawking_S/0/1/0/all/0/1"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;S. W. Hawking&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://arxiv.org/find/hep-th/1/au:+Hertog_T/0/1/0/all/0/1"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Thomas Hertog&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Submitted on 11 Mar 2008)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://arxiv.org/abs/0803.1663" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://arxiv.org/abs/0803.1663&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-1836640541429550441?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/1836640541429550441/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=1836640541429550441' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/1836640541429550441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/1836640541429550441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/10/fugindo-do-absurdo-entrando-na-roda-do.html' title='Fugindo do absurdo entrando na roda do espaço-tempo'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SOa86_0-HcI/AAAAAAAAATI/7H0J39uVvpk/s72-c/Ferris_Wheel_1_by_ximxjustxmex.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-791113269647811528</id><published>2008-09-24T15:43:00.000-07:00</published><updated>2008-12-03T15:01:25.014-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Física'/><title type='text'>Indivisibilidade, Infinito, Perfeição e Descartes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SNrDrwTGghI/AAAAAAAAATA/ZECPupFhirU/s1600-h/normal_Super-String_Theory1600.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249723472120545810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SNrDrwTGghI/AAAAAAAAATA/ZECPupFhirU/s400/normal_Super-String_Theory1600.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; "Primeiramente quero analisar o conceito que Descartes tinha sobre o “átomo” (do grego = indivisível), que foi a ultima teoria sobre o arche, essa idéia foi válida durante muito tempo, a opinião de Descartes sobre o atomo: “&lt;em&gt;Sabemos também que não podem existir átomos, isto é, partes da matéria indivisíveis por natureza. Pois, se existissem, como teriam de ser necessariamente extensos, por muito pequenos que os imaginássemos, poderíamos dividir em pensamento cada um deles em dois ou mais que fosse mais pequenos e reconheceríamos então que são divisíveis&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Teoria-M, a sucessora da Teoria das Supercordas, afirma que as partículas fundamentais que constituem a matéria, (dois exemplos bem conhecidos de particulas fundamentais, são o eletrón e os quarks (que formam os protons e os neutrons)), são na verdade membranas e que de acordo com os seus padrões vibratórios e sua tensão produzem diferentes particulas, e o mesmo pode ser aplicado às forças da natureza (gravidade, eletromagnetismo, força forte e força fraca) que são compostas por particulas, que na verdade são quantidades minimas de energia denominadas quantas, cada quanta equivale a constante de planck. &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249722957914808354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SNrDN0u5oCI/AAAAAAAAASw/yKC3ltg7m5o/s400/stringexplicativa.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, toda a matéria é composta por um elemento básico: uma membrana, que é indivisivel e que de acordo com a maneira que ela vibra e com a sua tensão, produz diferentes particulas, a natureza é uma música. Agora pergunta-se: porque é indivisível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso teríamos que analisar o modo que vemos o mundo, enxergamos “&lt;em&gt;porque os nossos olhos colhem e enviam para o cérebro informações transmitidas por fótons que ricocheteiam nos objetos que olhamos. Os aceleradores de partículas também se baseiam no mesmo princípio: eles lançam partículas de matéria umas contra as outras, assim como contra outros alvos, e detectores de alta precisão analisam a chuva de estilhaços para determinar a arquitetura dos objetos envolvidos.&lt;/em&gt;”. Abaixo coloco uma foto que melhor exemplica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249723263966008514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SNrDfo3MVMI/AAAAAAAAAS4/dzjWE-2e8Dk/s400/pessego.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Temos que conhecer o Principio de Heisenberg para entender o proximo passo, sabemos que quanto maior a energia (menor comprimento de onda) tiver um feixe de fotons lançado, maior será a precisão quanto a posição da particula sondada e quanto as suas caracterisiticas. Ou seja, aumentando a energia, aumentamos a capacidade de “olhar” distancias menores. Porém, “&lt;em&gt;em 1988 David Gross, então na Universidade de Princeton, e seu aluno Paul Mende mostraram que quando se leva em conta a mecanica quântica, o aumento progressivo da energia de uma corda não leva ao aumento progressivo da sua capacidade de sondar estruturas menores, o que constrata diretamente com o que acontece com uma particula puntiforme, eles verificaram que quando a energia de uma corda aumenta ela é inicialmente capaz de sondar estruturas de escalas menores, tal como uma particula puntiforme com alta energia. Mas quando a energia aumenta além do valor requerido para sondar estruturas na escala da distância de Planck, a energia adicional não produz resultados favoráveis. Ao contrário, ela faz com que a corda cresça em tamanho, o que diminui a sua sensibilidade para as distancias curtas&lt;/em&gt;”. Logo, chega-se a conclusão que se a partir de uma distancia minima (Escala de Planck) nada pode ser afetado, então concluimos que este algo é o ultimo tamanho mínimo possivel, logo é indivisível, pois tudo que diminui irá aumentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil entender isso se olharmos as partículas elementares a partir da visão mecanicista que o próprio Descartes inaugurou e Newton colaborou muito, porém a partir da mecânica quântica percebemos que não existem essas particulas puntiformes, o experimento da fenda dupla é uma maneira fácil de entender, as particulas elementares podem ser tratadas como partículas ou como ondas, depende de como convem para a física, não devemos pensa-las como pequenos grãos (como fez Descartes), pois não é isso que elas são, logo as membranas não podem ser divididas nem no pensamento (se você estiver pensando certo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem quiser obter mais informações, coloquei um trecho do livro “Universo Elegante” de Brian Greene, acho interessante dar uma lida no &lt;a href="http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/05/trecho-do-livro-universo-elegante.html"&gt;link&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as membranas não podem ser divididas, então elas não tem partes e são indestrutíveis, perfeitas e também não podem ter sido “criadas”, ou seja, feitas a partir de materiais menores, dado que segundo Lavosier “Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, logo, elas sempre existiram, se elas sempre existiram elas são infinitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo se a ideia de infinito pode partir do ser, dado que este é composto por partículas (membranas) infinitas, então não podemos concluir de maneira alguma que a ideia do infinito seja uma “marca divina”, logo não há provas que Deus existe, e Descartes não conseguirá concluir mais nada do que: “&lt;em&gt;Penso, logo existo&lt;/em&gt;”, e permanecerá no solipsismo." &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-791113269647811528?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/791113269647811528/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=791113269647811528' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/791113269647811528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/791113269647811528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/09/indivisibilidade-infinito-perfeio-e.html' title='Indivisibilidade, Infinito, Perfeição e Descartes'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SNrDrwTGghI/AAAAAAAAATA/ZECPupFhirU/s72-c/normal_Super-String_Theory1600.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-6237193806212019078</id><published>2008-09-22T15:43:00.000-07:00</published><updated>2008-09-22T15:46:36.277-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><title type='text'>Filosofia, Linguagem e Subjetividade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SNggEyHaVOI/AAAAAAAAASo/wcDhYpIAAE8/s1600-h/filosofia,+linguagem+e+subjetividade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248980632244737250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SNggEyHaVOI/AAAAAAAAASo/wcDhYpIAAE8/s400/filosofia,+linguagem+e+subjetividade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A filosofia deve ser tratada como uma ciência, e uma ciência além de ter termos específicos não pode fazer uso de adjetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ciencias exatas por exemplo, não vemos em nenhum lugar uso de adjetivos. A linguagem científica é objetiva, a filosofia, a mãe da ciência, a mãe da lógica deve ser objetiva, pois quando caimos na subjetividade não podemos concluir nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando queremos descrever uma cadeira, podemos descrever-la de duas maneiras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cadeira tem quatro pernas, um encosto, o banco tem o formato de um quadrado com 50 cm de lado e 3 cm de espessua e mas milhões de características.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E podemos colocar um conceito de valor, subjetivo, a cadeira é confortável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, confortabilidade é um conceito relativo ao ser, assim como todo adjetivo. Qualquer discussão filosofica perde o enfoque e consequentemente o escopo, ao ser reduzida a adjetivizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os adjetivos são como a arquitetura de um prédio, é impossivel avaliar um prédio a partir de sua arquitetura, esta é totalmente subjetiva, se várias pessoas compararem a arquitetura de dois prédios, a opinião sobre o mais belo sera diferente. Porém se for comparado qual fundação suporta mais peso, se todos fizerem os teste devidamente, todos obterão a mesma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filosoficamente fazer uso de adjetivos, ou seja cair na subjetividade é o mesmo que nadar contra a correnteza na mesma velocidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-6237193806212019078?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/6237193806212019078/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=6237193806212019078' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/6237193806212019078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/6237193806212019078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/09/filosofia-linguagem-e-subjetividade.html' title='Filosofia, Linguagem e Subjetividade'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SNggEyHaVOI/AAAAAAAAASo/wcDhYpIAAE8/s72-c/filosofia,+linguagem+e+subjetividade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-3389988387362513926</id><published>2008-09-22T15:37:00.000-07:00</published><updated>2008-09-22T15:46:45.717-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><title type='text'>Linguagem e Sentimentos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SNgfM3DTN1I/AAAAAAAAASg/qkFxv0yPuD8/s1600-h/amorelinguagem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248979671496996690" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SNgfM3DTN1I/AAAAAAAAASg/qkFxv0yPuD8/s320/amorelinguagem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É impossivel descrever um sentimento, uma sensação, pois esta é subjetiva ao ser, porém conseguimos nos comunicar, quando eu escrevo uma palavra que significa um sentimento, eu consigo transmitir algo para o receptor, logo existe um significado consensual, algo objetivo, uma mensagem que comum dentro da palavra, é isto que torna possivel a comunicação.&lt;br /&gt;Por exemplo, quando eu digo: “Estou com dor no braço”, de maneira alguma eu consegui transmitir a sensação que estou sentindo, porém quem recebeu a frase, pode compreender em parte o que voce está sentindo, e essa compreensão é comum à todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do momento que a sensação é subjetiva e relativa, tentar sintentizar a própria sensação se torna redundante e irrisório, e o objetivo se torna descrever a reação que a sensação causa no ser, porque esta pode ser definida objetivamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se fosse definir dor usaria essa frase: “A dor é uma sensação desagradável que procuramos eliminar”. Eu não defini o que é sentir dor, pois não existe uma sensação comum, a dor depende do objeto que a causa e do sujeito que a sente, o mesmo acontence com os outros sentimentos, porém, podemos definir a reação objetivamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Poderia usar esse metodo e definir outros sentimentos, é um processo simples, porém não é o escopo desse texto fazer isso, estou interressado em definir o amor, um sentimento que sempre é muito discutido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conforme eu coloquei antes, e faço questão de repetir, é impossível definir como é estar amando, pois a sensação é relativa ao sujeito que ama e varia conforme o objeto amado. Dizem que os poetas são os que chegam mais perto de definir o amor, e eu digo que quem diz isso se iguala aos poetas e sua subjetividade, pois estes não chegam perto de defini-lo, nunca encontrei nenhum que definisse ou que chegasse perto de definir a sensação que eu sinto quando estou amando, o que eu vejo é o uso de metáforas e um jogo de palavras que mexe com os nossos sentimentos, mas não defini objetivamente o que é amar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Filosoficamente, o que interressa é uma descrição objetiva, voltando no começo e usando o metodo que fiz para descrever a dor, temos: “O amor é um gostar elevado, não apenas querer estar junto, mas também querer preservar o objeto amado”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-3389988387362513926?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/3389988387362513926/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=3389988387362513926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3389988387362513926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3389988387362513926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/09/linguagem-e-sentimentos.html' title='Linguagem e Sentimentos'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SNgfM3DTN1I/AAAAAAAAASg/qkFxv0yPuD8/s72-c/amorelinguagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-3705678448055561765</id><published>2008-09-21T14:07:00.000-07:00</published><updated>2008-09-21T14:46:03.525-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><title type='text'>Sonhei com você!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SNa7tvPBr1I/AAAAAAAAABM/WRF61RLXqu0/s1600-h/realidade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248588810194890578" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SNa7tvPBr1I/AAAAAAAAABM/WRF61RLXqu0/s320/realidade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;SOLIPSISMO&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;in.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Solipsism; fr. Solipsisme, ai. Solipsismus; it. &lt;/em&gt;Solipsismo): Tese de que só eu existo e de que todos os outros entes (homens e coisas) são apenas idéias minhas. Os termos mais antigos para indicar essa tese são egoísmo (cf. WOLFF, &lt;em&gt;Psychologia rationalis&lt;/em&gt;, § 38; BAUMGARTEN, &lt;em&gt;Met.,&lt;/em&gt; § 392; GANUPPI, &lt;em&gt;Saggio filosófico sulla critica delia conoscenza&lt;/em&gt;, IV, 3, 24, etc), egoísmo metafísico (KANT, &lt;em&gt;Antr&lt;/em&gt;., I, § 2) ou egoísmo teórico (SCHOPENHAUER, &lt;em&gt;Die Welt&lt;/em&gt;, I, § 19). Kant empregou o termo Solipsismo para indicar a totalidade das inclinações que produzem felicidade quando satisfeitas (&lt;em&gt;Crít. R. Prática&lt;/em&gt;, I, livro 1, cap. III; trad. it, p. 85); esse mesmo termo foi empregado para indicar o egoísmo metafísico por alguns escritores alemães da segunda metade do séc. XIX (cf. SCHUBERT-SOL-DERN, &lt;em&gt;Grundlagen zu einer Erkenntnistheorie&lt;/em&gt;, 1884, pp. 83 ss.; W. SCHUPPE, &lt;em&gt;Der Solipsismus&lt;/em&gt;, 1898; H. DRIESCH, &lt;em&gt;Ordnungslehre&lt;/em&gt;, 1912, pp. 23 ss., etc). Freqüentemente, o Solipsismo foi declarado irrefutável, pelo menos com provas teóricas: tal era a opinião de Schopenhauer (&lt;em&gt;loc. cit&lt;/em&gt;), muitas vezes repetida (cf. RENOUVIER, &lt;em&gt;Les dilemmes dela métaphysique purê&lt;/em&gt;, 1901; A. LEVI, &lt;em&gt;Sceptica&lt;/em&gt;, 1921; SARTRE, &lt;em&gt;Vêtre et le néant&lt;/em&gt;, 1943, p. 284). Foi a aceitação (explícita ou implícita) dessa tese que por vezes levou a adotar o Solipsismo como ponto de partida obrigatório da teoria do conhecimento (cf., p. ex., &lt;em&gt;DRIESCH,&lt;/em&gt; Op. cit., p. 23) ou como procedimento metodológico (SCHUBERT-SOLDERN, &lt;em&gt;Op. CÜ&lt;/em&gt;., pp. 65 SS.). “&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;É comum ouvirmos de crianças o questionamento sobre a concretude da realidade. Não poderíamos estar sonhando? Será que você existe mesmo, ou faz parte do meu sonho?&lt;br /&gt;Nós, adultos, costumamos estabelecer esta filosofia infantil como ilógica. Mas ela remete a um questionamento filosófico antigo e amplamente discutido, de uma razão estarrecedora: o solipsismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a diferença entre estarmos sonhando e o mundo só existir em nossa mente? Se estamos sonhando, criamos toda a realidade, e não há necessariamente nada além dessa realidade. Ou seja, tudo existe em sua mente, apenas. Então, a realidade seria mesmo completamente subjetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esta subjetividade é não relativista, porque admite a existência de apenas um único sujeito criando toda a realidade, e não vários sujeitos, criando realidades próprias. Como inferir que há outros sujeitos, se sonhos são absolutamente próprios?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom argumento contra a realidade dessa situação é o fato de que nossa imaginação é limitada. Sonhamos com o que experimentamos. Mas, então, teríamos que considerar que sonhamos objetivamente com o que vemos, e não é exatamente assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, se considerarmos que os deuses no decorrer da história foram criados. De onde teria surgido essa idéia? Não temos nenhuma elementação concreta para divindades. Os questionamentos e a sensação do exótico podem ter levado a criá-la, mas como criar algo que não existe em absoluto no campo das percepções? Como ter a idéia de abstração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós temos a capacidade de unir idéias que ainda não se formaram totalmente e que, juntas, completam-se mutuamente. Estas idéias não-prontas nada mais seriam do que percepções incompletas, pensamentos abandonados, entre outras coisas. Quando estas idéias se unem, elas originam um elemento absolutamente diferente, que nos parece estranho. E isso dá a impressão de que aprendemos algo novo. Como num "&lt;em&gt;insight&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se A + B gera C, o C normalmente não é percebido como decorrente de A + B, por ser um elemento efetivamente diferente. É a capacidade combinatória do Witz, decorrente do conceito estabelecido por Freud. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(2)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Então, você pode estar agora lendo coisas sobre as quais não tinha pensado, mesmo sonhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se considerarmos que você nunca esteve acordado, o A e o B podem ser pensamentos. A associação destes pensamentos soltos poderia criar a realidade percebida, através do Witz. E como quem criou a realidade teria sido você mesmo, todas as pessoas presentes no seu sonho compartilhariam dela, porque você as criou também como parte desta realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há zero experiência, porque há a sensação de sua própria existência. A partir do momento em que você existe, há alguma coisa como ponto de partida. As idéias podem ter se combinado, e gerado novas, até estruturar toda a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra questão é a que o fim último desta hipótese seria "eu criei a realidade assim". Mas, do mesmo modo, um teísta pode responder a todas as perguntas com "Deus criou a realidade assim", e um ateísta poderia fazer alusão ao absurdo da existência, tirando o sentido conseqüente de qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o "&lt;em&gt;eu&lt;/em&gt;" faz parte do sonho, cai-se no problema de quem é o sujeito que está sonhando.&lt;br /&gt;O sujeito que está sonhando deve ter criado a sí próprio (enquanto sujeito) e, a partir daí, criado a realidade onírica. O sujeito, portanto, é "&lt;em&gt;Deus&lt;/em&gt;". A diferença é que, no caso, Deus seria você mesmo, enquanto indivíduo, e não algo externo a você. E chega-se ao mesmo problema existencial que temos com ou sem realidade concreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não significa, entretanto, que você tenha controle sobre esta realidade. Como não tem controle total sobre o seu corpo ou sobre seus pensamentos. E também não significa que você necessariamente compreenda a estrutura de tudo o que foi criado, exatamente porque não tem controle sobre a sua mente. Seus próprios pensamentos não são controlados por você, seus sonhos não são controlados por você. Porque uma realidade criada em sua mente deveria necessariamente ser? Assim, você é obrigado a viver as regras da realidade que criou. Não tem como mudá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo com esse impasse existencial, as questões sobre como se estrutura a realidade persistem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, mesmo sob o ponto de vista materialista, toda a nossa percepção da realidade se dá através dos sentidos e da lógica. Não dispomos de outras ferramentas para isso. Então, tudo o que é real e concreto tem sua parcela de subjetividade, porque a informação tem que ser processada em nosso cérebro, passa por nós. Concretamente, o que dispomos é de estímulos neuronais. Se esta resposta é em decorrência de um estímulo externo ou se ela é independente, a percepção é a mesma. Se tudo passa pela subjetividade, mesmo a sua idéia da existência dos outros, do social, é subjetivo. Remete a você. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Não há, portanto, como se provar que exista algo além de você mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, para determinar a existência de algo, deve-se partir do princípio de que este algo não existe, até que dê provas de sua existência. Não podemos provar que algo existe só porque não dá provas da inexistência, porque a inexistência não deixa provas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu te digo: existem gnomos no jardim. Como você vai fazer para descobrir se é verdade? Você vai procurar evidências desta existência. Se não há evidências, vai concluir que os gnomos não existem. Se não há provas da existência de uma realidade concreta fora da sua mente, não há, portanto, motivos para inferir sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O solipsismo pode, no entanto, promover um pensamento circular. Se o sistema de regras metafísicas só existem em sua mente, significa que eles não são reais concretamente. Mas para que você faça alguma inferência a respeito da realidade, é preciso usar premissas. E estas premissas devem ser obtidas a partir do que indubitavelmente é real. Portanto, se a realidade só existe em sua mente, suas premissas não são confiáveis. E se elas não são confiáveis, você não pode estabelecer que a realidade só existe em sua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se não há absolutamente nada além da realidade criada por sua mente, se só você existe, as premissas se tornam confiáveis. Afinal, o criado passa a ser concreto, porque é a única realidade existente. E qualquer inferência que você faça a partir da realidade usando suas premissas irá descrevê-la. Afinal, não há nada além daquilo que foi criado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande questão que permanece é: se o solipsismo é de uma razão plena, porque “intuímos” que ele é absurdo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Referências:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt; ABBAGNANO, N. &lt;strong&gt;Dicionário de filosofia&lt;/strong&gt;. São Paulo: Martins Fontex, 1998. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;(2)&lt;/strong&gt; CAVALHEIRO, F. Sincronicidade e Witz. Rubedo – &lt;strong&gt;Revista de Psicologia Junguiana e Cultura,&lt;/strong&gt; 3: 9, 2001&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-3705678448055561765?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/3705678448055561765/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=3705678448055561765' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3705678448055561765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3705678448055561765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/09/sonhei-com-voc.html' title='Sonhei com você!'/><author><name>Paula Moiana da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803230052565807949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SNa7tvPBr1I/AAAAAAAAABM/WRF61RLXqu0/s72-c/realidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-8081564382993604192</id><published>2008-09-18T15:21:00.000-07:00</published><updated>2008-09-18T15:44:30.421-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beleza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relações Sociais'/><title type='text'>Moda e Adaptação</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SNLYmGEfoMI/AAAAAAAAASQ/OYu4_VP96yE/s1600-h/moda.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247494664816140482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SNLYmGEfoMI/AAAAAAAAASQ/OYu4_VP96yE/s400/moda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Analisando as sociedades primitivas, vemos que o uso de adornos definia a posição do individuo na tribo, desde os primórdios, muito antes do capitalismo estar na moda, usar roupas ou adornos dificies de se conseguir (hoje são os caros) era algo procurado pelo ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje há uma "mistura" de modas, ou seja, há diversos grupos que se vestem de maneira diferente e que convivem na mesma sociedade, claro que há a moda “principal”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Percebo que instintivamente o ser humano tem a necessidade de querer se enquadrar socialmente, não digo no grupo “principal”, mas em qualquer grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o individuo não se preocupa com a moda, é apenas uma maneira de ele mostrar como ele se porta perante a sociedade, ele quer mostrar para os outros que ele não se importa com os valores sociais, querendo se destacar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano tambem tem essa caracteristica, querer se destacar, mas tambem tem a caracteristica de querer se enquadrar, mas percebe que o destaque visa o enquandro, o individuo quer se destacar para ser admirado por ter personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível que primitivamente não existissem individuos que resolviam se vestir completamente diferente, porque ele não seria aceito por um grupo diferente, pois não havia um grupo diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a partir do momento que ir contra a sociedade e seus valores te trará aceitação em determinado grupo, então é interressante para ser aceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, todos se preocupam com a aparencia, uns preferem transparecer, outro preferem aparecer. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-8081564382993604192?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/8081564382993604192/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=8081564382993604192' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/8081564382993604192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/8081564382993604192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/09/moda-e-adaptao.html' title='Moda e Adaptação'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SNLYmGEfoMI/AAAAAAAAASQ/OYu4_VP96yE/s72-c/moda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-6442003630070679107</id><published>2008-09-08T17:51:00.000-07:00</published><updated>2008-12-03T15:01:40.536-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Física'/><title type='text'>Lógica, Dialetica, Movimento e Causalidade no Inicio do Universo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SMXJet49k8I/AAAAAAAAASI/fUcLM0s5FTo/s1600-h/multiversos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243818870694581186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SMXJet49k8I/AAAAAAAAASI/fUcLM0s5FTo/s400/multiversos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A teoria do Big-Bang, é a teoria de que o universo surgiu de um ponto inicial, que continha todo o conteúdo do universo inclusive o espaço e o tempo, e que “existia” no meio do nada. E de repente, esse ponto começa a expandir até chegar no que temos hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As observações feitas pelo telescópio Hubble indicam que o tecido espacial está se estirando, logo voltando no tempo o tecido espacial estaria cada vez menor (e com uma densidade maior), até voltar para um ponto, indicando dessa maneira que o nosso Universo teve um começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filosoficamente e logicamente é inconcebível pensar numa criação do universo a partir de um ponto no meio do nada. Como disse Heráclito “Tudo Flui” e Lavosier “Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Sem contar que a “explosão” precisaria de uma causa, mas para haver uma causa deveria existir o tecido espaço-tempo antes da explosão, mas este “nasceu” junto com a explosão, logo esta teoria do grão primordial vai contra o princípio da causalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Teoria-M traz uma ideia de que existem múltiplos universos sendo cada um uma membrana, e que o Big Bang teria sido o choque entre dois universos (duas membranas). Me parece uma teoria lógica, porque ao mesmo tempo que ela não esbarra nas observações feitas esta também tem dialética e movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concebermos o ponto teríamos que acreditar que este estava parado, e isso não me parece ser possível. Pois tudo está em movimento, em transformação, não existe nada parado e penso que não existe o nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo um conjunto de Teorias que tentam explicar certos aspectos do nosso universo, tanto no micro, como no macro, ou como na singularidade, sendo todas essas teorias apenas especulações, penso que a Teoria-M, por apresentar dialética e movimento, sem contar com as suas previsões matemáticas, se aproxime mais da realidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-6442003630070679107?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/6442003630070679107/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=6442003630070679107' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/6442003630070679107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/6442003630070679107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/09/lgica-dialetica-movimento-e-causalidade.html' title='Lógica, Dialetica, Movimento e Causalidade no Inicio do Universo'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SMXJet49k8I/AAAAAAAAASI/fUcLM0s5FTo/s72-c/multiversos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-7388527127162771249</id><published>2008-09-04T14:32:00.000-07:00</published><updated>2008-09-04T14:38:28.235-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><title type='text'>A idéia de Deus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SMBUy7qBE7I/AAAAAAAAABE/skt8jiHvKmo/s1600-h/maos_de_deus1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242283200243372978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 154px; CURSOR: hand; HEIGHT: 201px" height="260" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SMBUy7qBE7I/AAAAAAAAABE/skt8jiHvKmo/s320/maos_de_deus1.jpg" width="154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Deus existe ao menos como idéia. Se não, não se discutiria tanto sobre Ele. Quem discute, discute sobre algo. E este algo, a princípio, é uma idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os teístas colocam a fé como prerrogativa necessária para "aceitar Deus". "Aceitar Deus" é ter fé. Não é preciso ter fé para aceitar a existência de algo concreto. Portanto, esta prerrogativa confirma a existência de Deus situada apenas no plano das idéias. Existir como idéia é uma existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se existe apenas como idéia, trata-se de algo que por sua própria natureza não pode ser provado empiricamente. Portanto, provar a inexistência de Deus apenas confirma sua existência. Ou seja, confirma que para "aceitar Deus" é preciso ter fé. É claro, porque quem busca provar Sua inexistência não tem fé, e, portanto, Deus não se mostrará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, ainda, a premissa de que Sua existência não pode ser provada. Então, não encontrar evidências da existência de Deus não significa que Ele não exista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, é impossível provar a veracidade da inexistência de algo, porque a inexistência não deixa rastros. Alguém só pode provar que não há evidências desta existência. Mas o fato de não haver evidências não significa necessariamente que algo não exista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta, portanto, dentro da lógica, à questão da fé. Há a existência na forma de idéia. Se esta idéia faz sentido para alguém, então Deus passa a ter uma existência mais concreta para este alguém. Se a idéia não faz sentido, Deus passa a ter existência como uma idéia alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Deus sempre existe, seja como idéia própria, seja como idéia alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista materialista, uma idéia corresponde a um estado físico. Portanto, se Deus é uma idéia, Ele existe fisicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Ele existe como uma idéia, Ele é onisciente. Claro, Ele está na mente, e a mente “sabe” tudo o que o indivíduo fez – pois ela é a própria consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo modo, Ele é onipresente.&lt;br /&gt;Podemos interpretar que o mundo está mesmo em nossa mente, como materialistas, porquê a única coisa que nos faz perceber o mundo são as conexões neurais. Assim, eu não posso saber com certeza que esta mesa existe fora da minha mente. Afinal, a “mesa” que percebo é um estado físico no meu cérebro. A mesa, então, é onipresente, porque está em minha memória. E não há uma diferença real entre eu perceber a mesa e eu me lembrar da mesa. Apesar da sensação ser diferente, ambos os casos correspondem a estados cerebrais – portanto, têm a mesma natureza. Assim, sempre que eu me lembrar da mesa, de alguma forma ela estará lá. O mesmo se dá com Deus, pois Ele é uma idéia que está na memória. Sempre que se fizer algo em Seu nome, Ele estará lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus também é onipotente. É diferente de uma mesa, pois a mesa não é considerada onipotente, apesar de ambos existirem como idéia. Mas o homem é feito à imagem e semelhança de Deus. Deus é perfeito, e o homem não. Portanto, a idéia de Deus corresponde ao ideal do homem de perfeição. A maior frustração humana são seus limites. Se Deus é perfeito, não tem limites. Portanto, Deus só pode ser onipotente. E Sua onipotência é demonstrada quando todos os eventos são colocados sob a luz da lógica. Quando usamos da lógica, todas as coisas têm um sentido. Ou quase todas. Assim, a onipotência de Deus é percebida quando associamos á lógica à esta idéia. Quando não conseguimos entender, afirmamos que Deus escreve certo por linhas tortas – ou seja, intuo que há uma lógica subjacente no evento, mesmo que eu não a compreenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, Deus existe, tem uma existência física subjetiva, é onipotente, onipresente e onisciente, o homem existe sob sua imagem e semelhança, e é perfeito, apesar de nem sempre compreendido. Assim como prega a bíblia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-7388527127162771249?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/7388527127162771249/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=7388527127162771249' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/7388527127162771249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/7388527127162771249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/09/idia-de-deus.html' title='A idéia de Deus'/><author><name>Paula Moiana da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803230052565807949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SMBUy7qBE7I/AAAAAAAAABE/skt8jiHvKmo/s72-c/maos_de_deus1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-3626046645610988213</id><published>2008-09-04T14:16:00.000-07:00</published><updated>2008-09-04T14:36:13.377-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberdade'/><title type='text'>Livre-arbítrio II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SMBRxkngSdI/AAAAAAAAASA/XcmX0FSrOTQ/s1600-h/lqes_empauta_novidades_866_teletransporte_quantico.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242279878344067538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SMBRxkngSdI/AAAAAAAAASA/XcmX0FSrOTQ/s400/lqes_empauta_novidades_866_teletransporte_quantico.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Analisando o ser humano de maneira cética, ou seja, esquecendo a possibilidade de termos espíritos ou almas e olhando para nós como um amontoado de atómos no espaço-tempo. Não existem escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se jogarmos uma maça para o alto e soubermos todas as variáveis que influem no comportamento da maçã somos capazes de calcular a trajetória da mesma. A diferença entre uma maça e os processos internos de um cérebro é que o segundo é muito mais complexo que o primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não conseguimos reduzir toda a biologia em química e toda a química em física. Mas o que podemos dizer é que tudo são processos físicos e esses são determinados pela historicidade e podem ser previstos se soubermos todas as variáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma maneira de entender é analisar a possibilidade que vem sendo considerada do teletransporte, um transporte que não estivesse condicionado com a distância ao lugar que desejamos ir, seria a desintegração de um corpo em um lugar, durante esse processo seria codificado todo o corpo (ou objeto), as informações (a codificação) poderiam ser transmitidas através do entrelaçamento quântico e o corpo seria "montado" em outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se somos apenas algo no espaço-tempo entre o micro e o macro, nossas escolhas são ilusórias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-3626046645610988213?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/3626046645610988213/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=3626046645610988213' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3626046645610988213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3626046645610988213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/09/livre-arbtrio-ii.html' title='Livre-arbítrio II'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SMBRxkngSdI/AAAAAAAAASA/XcmX0FSrOTQ/s72-c/lqes_empauta_novidades_866_teletransporte_quantico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-5719213564172752672</id><published>2008-08-26T17:03:00.000-07:00</published><updated>2008-09-04T14:36:39.976-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prazeres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><title type='text'>Felicidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SLSaSvVjFKI/AAAAAAAAAR4/dtwK9tHRvGQ/s1600-h/nobelwinnerandsocialhappiness.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238981913273898146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SLSaSvVjFKI/AAAAAAAAAR4/dtwK9tHRvGQ/s400/nobelwinnerandsocialhappiness.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A felicidade é uma sensação que sentimos, uma sensação boa, prazerosa. Porém qual o motivo de nos sentirmos felizes e o que traz a felicidade? A única maneira de responder essas perguntas é analisar a formação do homem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que os prazeres que sentimos estão diretamente relacionados com nossas necessidades, ou seja, sentimos prazer nas coisas que eram e são importantes para sobrevivência individual ou coletiva da espécie.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nos sentimos felizes quando temos capacidade de satisfazer os nossos prazeres, estes estão relacionados com as necessidades individuais e sociais da nossa espécie, comer é um prazer, essencial para a sobrevivencia de cada um, assim como o prazer pelo sexo é essencial para a sobrevivencia da espécie.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que precisamos estar livres do outros individuos, porque isso diminui a concorrencia pelos prazeres, também é importante gostarmos de estar com os outros e sermos aceitos pelos outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Isso fica claro ao analisar qualquer grupo, ao mesmo tempo que dentro do grupo existe uma briga, que é chamada de uma disputa intra-especifica, que é interresante para o grupo porque esta briga elimina os “fracos” (menos adaptados) e os “fortes” (mais adaptados) sobrevivem, logo aumentando a força do grupo. Porém, quando esse grupo entra em guerra com outro grupo, é interressante que ocorra uma união e a disputa interna fique para trás. Logo, se conclui que ambos são importantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todos procuram ambos: aceitação e liberdade, porque ambos são importantes para a sobrevivencia, e ambos estão ligados com o conceito de felicidade. Ou seja, precisamos de dinheiro e poder, porém precisamos de "amor" (união) também. Ambos são importantes e ambos trazem felicidade, por isso que acho que a busca correta, não é escolher um dos dois e sim ter o equilibrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238981910261579010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SLSaSkHWvQI/AAAAAAAAARw/YI3TQ_rn66o/s400/lonelyandhappyandmoney.bmp" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A felicidade e os prazeres é uma maneira autonoma, “criada” pela natureza, para fazer com que os individuos repetissem uma ação, e como um método de comunicação, quando sentimos dor, normalmente gritamos, e quando sofremos choramos, isso são maneiras de alertar o grupo. Assim como a felicidade é uma maneira de verificar se o individuo é “bem adaptado” (individualmente e socialmente), logo é uma característica de selecionar parceiros, quando procuramos um parceiro tanto na amizade como sexualmente falando, procuramos alguem que seja feliz, que irá nos trazer felicidade, porque os tristes, depremidos não são interessantes, a não ser que nos acompanhem na amargura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim como o livre-arbitrio, ocorre uma tendencia de ir contra as explicações baseadas na ciencia para explicar os nossos sentimentos, porém a proposta não é falar algo bonito, poético e sim explicar como funciona, quais são os momentos mais prazerosos na vida de alguem? Não é quando nasce o filho, quando fazem sexo com alguem que consideram “bem adaptado”, quando se realizam pessoalmente, quando estão convivendo socialmente, quando o filho se realiza tanto individualmente como socialmente. Logo percebemos que é um fato, a felicidade está relacionada com a sobrevivencia da espécie.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas nunca estamos sempre felizes, a felicidade é como a fome, comemos e nos saciamos, mas o tempo passa e precisamos comer de novo. O que é muito discutido é que essa característica da felicidade ser insaciável, não ser eterna, é um problema, quando na verdade não é. Se não tivéssemos fome, não teríamos o prazer em comer, logo eu prefiro sentir fome, porém depois sentir o prazer em comer do que não sentir nenhum dos dois.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O sofrimento e a dor não são problemas, são as maneiras que a natureza encontrou do homem sobreviver, logo não aceitá-los é não se aceitar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-5719213564172752672?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/5719213564172752672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=5719213564172752672' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/5719213564172752672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/5719213564172752672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/08/felicidade.html' title='Felicidade'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SLSaSvVjFKI/AAAAAAAAAR4/dtwK9tHRvGQ/s72-c/nobelwinnerandsocialhappiness.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-6746247333381727345</id><published>2008-08-19T16:28:00.000-07:00</published><updated>2008-08-19T18:21:24.527-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberdade'/><title type='text'>Livre-arbítrio</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XNUToloJD8w/SKtl8J3X8yI/AAAAAAAAABo/25zP-YJla3o/s1600-h/encruzilhada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236391075863065378" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 173px" height="173" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XNUToloJD8w/SKtl8J3X8yI/AAAAAAAAABo/25zP-YJla3o/s320/encruzilhada.jpg" width="120" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos devemos tomar decisões nas nossas vidas, essas são limitadas pelo meio em que vivemos, mas essas decisões que fazem uso da razão para decidir entre o melhor e o pior são tidas através de observações passadas e do instinto. Até que ponto realmente escolhemos alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento que o espermatozóide fecunda o óvulo, ocorre a fusão entre os genes do homem e da mulher. Nesse momento há um processo biofísico que define as características biológicas do ser, durante a gestação e depois do nascimento o ser se encontra num meio. Logo quando nasce o meio o influencia, uma maneira de explicar de forma mais detalhada é usar um exemplo de gémeos siameses, por mais que geneticamente sejam idênticos estão em posições diferentes no útero, um sai primeiro que o outro, ficam em camas diferentes sentam em janelas diferentes no carro e todos os mínimos detalhes que influem no “lado” social do ser. Se o mesmo individuo nascesse na Idade Média este seria completamente diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine um nenê, todas as suas “escolhas”: chorar ou não, defecar ou não, são praticamente tomadas pelo bio (instinto), o meio (social) vai influenciando-o conforme este cresce. A pessoa é definida pelo bio e pelo meio, mas ambos não foram “escolhidos” por ela, pois nem existe essa possibilidade, uma vez que o ela é o bio-social (instinto-meio). Se todas as escolhas são definidas pelo bio (instinto) e o pelo social (meio) e não existe possibilidade de escolher nenhum dos dois, não existe escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, as variáveis que compõem o processo de escolha, de modo externo ao indivíduo, também fogem ao seu controle. Não há como alterá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira como o indivíduo vai interagir com estas variáveis depende que quem esta pessoa é. Depende da sua visão de mundo, da sua maneira de agir (ou evitar a ação), das suas prioridades e valores. Mas tudo isso, que podemos resumir como "visão de mundo", é resultado das contingências passadas, e estas são inexoráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ocorre, então, é um indivíduo invariável, determinado naquele instante, interagindo com variáveis também fixas (por mais que numerosas). Se a opção entre estas variáveis depende do indivíduo, e este é determinístico no momento da escolha, a escolha é ilusória. O indivíduo não teria como optar de outra maneira, porque sua concepção de mundo o leva a fazer esta opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a partir do momento que somos restritos às contingências, não há de fato livre-arbítrio. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-6746247333381727345?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/6746247333381727345/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=6746247333381727345' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/6746247333381727345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/6746247333381727345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/08/livre-arbtrio.html' title='Livre-arbítrio'/><author><name>Minestrone a Bolognesa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10974167714235230721</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XNUToloJD8w/SKtl8J3X8yI/AAAAAAAAABo/25zP-YJla3o/s72-c/encruzilhada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-1370818798713824634</id><published>2008-08-19T16:08:00.000-07:00</published><updated>2008-08-19T18:21:59.949-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberdade'/><title type='text'>Liberdade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XNUToloJD8w/SKtwOaGv4DI/AAAAAAAAACA/b4PRU4b9fDg/s1600-h/liberdade.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236402384576438322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XNUToloJD8w/SKtwOaGv4DI/AAAAAAAAACA/b4PRU4b9fDg/s320/liberdade.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A Liberdade realmente existe? Para discutirmos a possibilidade de atingir tal estado, temos que levar em consideração todas as variáveis que envolvem esse conceito.&lt;br /&gt;A primeira liberdade que vem à cabeça é a de ir e vir, os prisioneiros não possuem essa liberdade pois estão condicionados ao tamanho da cela, mas também estamos condicionados à natureza, ou seja, não podemos ir para todos os lugares que queremos a hora que queremos, estamos condicionados as leis da natureza que não conseguimos "superar", e a maioria de nós financeiramente presos para usar as tecnologias que já foram desenvolvidas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E podemos ainda colocar que estamos presos as pessoas que são íntimas em nossas vidas, como nossos cônjuges, amigos e principalmente os filhos, se buscar a liberdade significa buscar a possibilidade de satisfazer os prazeres, e estar com um filho é um prazer, então temos um paradoxo, pois de um lado temos o prazer da liberdade e do outro o prazer em estar com o filho. Viver sozinho e não ter filhos é ter liberdade, mas de qualquer maneira caímos no paradoxo, pois a felicidade está condicionada ao social, e a busca por liberdade tem como escopo a felicidade então caímos no paradoxo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo modo que os instintos são necessários à sobrevivência, a formação de uma sociedade também é. E, mais que necessária, também pertence ao campo dos instintos. A espécie humana é muito social, e este aspecto foi um dos determinantes na nossa capacidade de adaptação e dispersão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E toda espécie social, mesmo entre os animais, possui suas regras, que muitas vezes constituem paradoxos, assim como as nossas. Por exemplo, uma matilha de cães tem um macho dominante, e este é o único que tem o "direito" de se reproduzir. Mas os outros cães também possuem o instinto de se reproduzir. A regra social da matilha, então, entra em conflito com os outros instintos mais básicos (individuais) da maioria dos indivíduos que a compõe. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que houvesse a possibilidade de viver feliz sem a presença de qualquer ser, estamos condicionados naturalmente às nossas necessidades, e todas essas nos proporcionam prazer, estamos presos à fome por exemplo, não podemos ir para lugares onde não é possível obter alimentos, assim como não podemos comer tudo que queremos pois podemos morrer ao comer um cogumelo venenoso." &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-1370818798713824634?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/1370818798713824634/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=1370818798713824634' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/1370818798713824634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/1370818798713824634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/08/liberdade.html' title='Liberdade'/><author><name>Minestrone a Bolognesa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10974167714235230721</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XNUToloJD8w/SKtwOaGv4DI/AAAAAAAAACA/b4PRU4b9fDg/s72-c/liberdade.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-504813974501149428</id><published>2008-08-05T10:59:00.000-07:00</published><updated>2008-08-06T13:10:49.514-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relações Sociais'/><title type='text'>O Egocentrismo do Altruismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SJicru7Z4BI/AAAAAAAAARE/_Aci7ELtO64/s1600-h/altruismo+cachorros.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231103242336329746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SJicru7Z4BI/AAAAAAAAARE/_Aci7ELtO64/s400/altruismo+cachorros.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Altruísmo é fazer uma ação pensando no bem do próximo, e egocentrismo é fazer uma ação visando o seu próprio bem. Se analisarmos superficialmente chegaremos a conclusão que são opostos. Porém na verdade não é, qualquer ação feita por um indivíduo acontece pois este a considera certa. Não existe nenhuma ação sem ter como escopo o bem do “eu” (ego).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O altruísmo na verdade tem como fundo o instinto de sobrevivência da espécie como um todo. Os indivíduos que ajudavam os outros, que formavam grupos unidos tinham maior chance de sobrevivência e transmitiam o prazer em ajudar o próximo, ou seja, o indivíduo que ajuda o outro sente prazer nesse ação e a repete. Entre animais, muitas vezes o altruísta realmente se sacrifica pelo grupo, é aquele macaco que se expõe aos predadores para desviar a atenção enquanto o resto do grupo foge. O grupo que possui mais indivíduos como este tende a ter maior chance sobrevivência. Então, apesar de não ter uma vantagem adaptativa individual, esse indivíduo altruista tem menores chances de se reproduzir do que os outros dentro do grupo, por isso são poucos, mas os grupos que proporcionam maiores chances deste se reproduzir sobrevivem mais que os outros grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SJic2r0ZmYI/AAAAAAAAARM/IWEHXSZ_GKI/s1600-h/altruismo+e+egoismo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231103430480206210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SJic2r0ZmYI/AAAAAAAAARM/IWEHXSZ_GKI/s400/altruismo+e+egoismo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém isso acontece quando temos muitos recursos, espaços, quando não há muita competição, nesse caso há uma maior união, se analisarmos as sociedades primitivas percebemos isso de maneira clara. Porém com o aumento populacional ser altruísta não é tão importante quanto ser egoísta, defender apenas a sua pessoa e a sua família, é uma garantia maior de sobrevivência, pois há uma maior competição, um aumento na dificuldade para obter os recursos necessários para sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso que vemos cada vez mais o incentivo de ações altruístas, conforme o aumento populacional ocorre a necessidade (individual) de ser egoísta para poder ter recursos e sobreviver, assim como a necessidade (social) de propagar o incentivo da distribuição destes (recursos) para a espécie sobreviver. Se ser altruísta é considerado uma virtude, então há um impulso para a pessoa realizar tal ação, mas não são todos que continuam, pois geneticamente não são todos que tem maior prazer em ajudar os outros (social) do que se realizar pessoalmente (individual). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-504813974501149428?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/504813974501149428/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=504813974501149428' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/504813974501149428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/504813974501149428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/08/o-egocentrimos-do-altruismo.html' title='O Egocentrismo do Altruismo'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SJicru7Z4BI/AAAAAAAAARE/_Aci7ELtO64/s72-c/altruismo+cachorros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-3588384519457450372</id><published>2008-08-05T10:20:00.000-07:00</published><updated>2009-02-01T16:35:32.104-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relações Sociais'/><title type='text'>O Moderno Coliseu</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_mZR7bMIE-8w/SJiRAULiAHI/AAAAAAAAAA0/TDWDS0KGJM8/s1600-h/violencia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231090401793933426" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_mZR7bMIE-8w/SJiRAULiAHI/AAAAAAAAAA0/TDWDS0KGJM8/s320/violencia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na natureza, a violência é comum e toma vários aspectos. A competição por interferência, que pode se dar tanto entre como dentro de uma espécie, ocorre quando indivíduos interagem diretamente, competindo por alimento ou espaço territorial, ou, ainda, pela reprodução sexual, quando na mesma espécie (3). Esta luta muitas vezes significa a morte do “opositor”. Há, ainda, outros casos mais específicos de violência entre os animais, entre os quais podemos citar, como exemplo, os machos que, ao se tornarem dominantes, eliminam os filhotes do macho dominante anterior, alguns casos de parasitismo, predadores, e até mesmo relações sexuais onde o macho se torna alimento para a fêmea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ancestrais hominídeos, que deram origem ao homem, a partir do gênero Homo, eram caçadores que competiam com outros carnívoros (4). Além disso, é visível aos olhos de qualquer observador a violência implícita à sociedade humana atual, apesar desta ser culturalmente condenada em diversos grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma cultura duradoura pode ser apenas um agregado de tradições aprendidas independentemente; é, antes, um sistema historicamente formado de regras de vida explícitas e implícitas, e o comportamento é evidentemente moldado por esta cultura (1). Os valores que constituem os alicerces da sociedade, portanto, fundamentam as regras sociais e determinam o comportamento dentro desse âmbito. Entretanto, não há nenhum "dever-ser" necessário nestes valores. Eles não existem fora da sociedade, de modo que só fazem algum sentido dentro do contexto social. E, em muitos casos, tratam-se de uma contradição aos instintos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231089806603824610" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_mZR7bMIE-8w/SJiQdq7JreI/AAAAAAAAAAk/fC8IW9SoqKM/s320/violencia2.jpg" border="0" /&gt;A violência, portanto, é proveniente da "libertação" destes instintos. Cria-se, a partir de então, um sentimento contraditório, de desejo e repulsa pela violência. Isto explica a citação de Dostoiévski, que conhecemos como verdadeira e chocante pelo senso-comum: “&lt;em&gt;Há um estranho sentimento de satisfação que as pessoas não deixam de experimentar à vista da inesperada desgraça alheia, e do qual nenhum homem escapa, apesar do mais sincero sentimento de compaixão e simpatia&lt;/em&gt;” (2)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Referências:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(1) Dobzhansky, T. G. &lt;strong&gt;O Homem em Evolução&lt;/strong&gt;. Editora da USP, SãoPaulo, 1968.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) Dostoievski, F. M. &lt;strong&gt;Crime e Castigo.&lt;/strong&gt; Editora Martin Claret, São Paulo, 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3) Futuyma, D. J. &lt;strong&gt;Biologia Evolutiva&lt;/strong&gt;. 2ª. Edição. Editora da SBG/CNPq, Ribeirão Preto, 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(4) Lewin, R. &lt;strong&gt;Evolução Humana&lt;/strong&gt;. Editora Atheneu, São Paulo, 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-3588384519457450372?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/3588384519457450372/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=3588384519457450372' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3588384519457450372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3588384519457450372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/08/o-moderno-coliseu.html' title='O Moderno Coliseu'/><author><name>Paula Moiana da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803230052565807949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_mZR7bMIE-8w/SJiRAULiAHI/AAAAAAAAAA0/TDWDS0KGJM8/s72-c/violencia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-9104550748292572658</id><published>2008-07-31T14:45:00.000-07:00</published><updated>2008-08-05T10:45:53.411-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relações Sociais'/><title type='text'>O Nascimento da Monogamia Masculina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SJI1MT9KP_I/AAAAAAAAAQ0/c6wgbYMYea8/s1600-h/polissogria.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229300602962067442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SJI1MT9KP_I/AAAAAAAAAQ0/c6wgbYMYea8/s400/polissogria.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O “nascimento” da monogamia masculina está totalmente ligado ao “nascimento” dos “Dez mandamentos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A história de José, um dos filhos de Jacó, narra como os israelitas foram parar no Egito, onde foram escravizados pelos faraós. A Bíblia conta de que maneira Moisés os tirou dali e, depois de quarenta anos errando no deserto, levou-os a Canaã, a Terra Prometida. Durante a travessia do deserto Deus — Javé — deu a Moisés, no monte Sinai, as duas tábuas da Lei com os dez mandamentos a que os israelitas deveriam obedecer. Dessa forma, fez-se um pacto segundo o qual os israelitas deveriam reconhecer a existência de um só Deus, e em troca se tornariam o povo escolhido de Deus. Receberiam sua ajuda e seu apoio, desde que cumprissem o que lhes cabia no acordo e obedecessem às leis de Deus.” (1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Dez Mandamentos foram criados ou “enviados” por Deus para ter um maior controle da sociedade e criar uma maior união entre todos os seus membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez Mandamentos:&lt;br /&gt;1°) AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS&lt;br /&gt;2°) NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO&lt;br /&gt;3°) GUARDAR DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA&lt;br /&gt;4°) HONRAR PAI E MÃE&lt;br /&gt;5°) NÃO MATAR&lt;br /&gt;6°) NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE&lt;br /&gt;7°) NÃO ROUBAR&lt;br /&gt;8°) NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO&lt;br /&gt;9°) NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO&lt;br /&gt;l0°) NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS (2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Segundo o Vaticano, no Artigo 7:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1609. Na sua misericórdia, Deus não abandonou o homem pecador. As penas que se seguiram ao pecado - «as dores do parto» (Gn 3, 16), o trabalho «com o suor do teu rosto» (Gn 3, 19) - constituem também remédios que limitam os malefícios do pecado. Depois da queda,&lt;strong&gt; o matrimónio ajuda a vencer o fechar-se em si mesmo, o egoísmo, a busca do próprio prazer, e a abrir-se ao outro, à mútua ajuda, ao dom de si.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1610. A consciência moral, relativamente à unidade e indissolubilidade do matrimónio, desenvolveu-se sob a pedagogia da Antiga Lei. &lt;strong&gt;A poligamia dos patriarcas e dos reis ainda não é explicitamente criticada.&lt;/strong&gt; No entanto, a Lei dada a Moisés visa proteger a mulher contra o arbitrário domínio por parte do homem, mesmo quando a mesma Lei comporta também, segundo a palavra do Senhor, vestígios da «dureza do coração» do homem, em razão da qual Moisés permitiu o repúdio da mulher (Cf. Mt 19, 8; Dt 24, 1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1611. Ao verem a Aliança de Deus com Israel sob a imagem dum amor conjugal, exclusivo e fiel (Cf. Os 1-3; Is 54; 62; Jr 2-3; 31; Ez 16, 23), os profetas preparam a consciência do povo eleito para uma inteligência aprofundada da unicidade e indissolubilidade do matrimónio(Cf. Mal 2, 13-17). Os livros de Rute e de Tobias dão testemunhos comoventes do elevado sentido do matrimónio, da fidelidade e da ternura dos esposos. E a Tradição viu sempre no Cântico dos Cânticos uma expressão única do amor humano, puro reflexo do amor de Deus, amor «forte como a morte», que «torrentes da água não conseguem apagar» (Cant 8, 6-7).(3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trechos que coloquei em negrito são importantes para perceber a união que foi criada entre os indivíduos dessa sociedade e o aumento do controle e do poder por parte dos reis privando os cidadãos dos seus desejos naturais. Essas leis ou mandamentos foram extremamente importantes para poder sobreviver durante quarenta anos no deserto.&lt;br /&gt;A Páscoa Judaica está relacionada com a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho, onde liderados por Moises, fugiram do Egito (4). Toda essa históra foi “endeusada” e se tornou um mito, pois foi uma grande conquista desse povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Referências:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Gaarder, Jostein; Victor Hellen e Henry Notaker – O Livro das Religiões&lt;br /&gt;(2) http://vindeespiritosanto.vilabol.uol.com.br/verdades.htm &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(3) O sacramento do matrimônio. http://www.vatican.va/archive/catechism/part_2/documents/cathechism_part-2-section-2-chapter-3-art.-7_po.html&lt;br /&gt;(4) http://en.wikipedia.org/wiki/Passover&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-9104550748292572658?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/9104550748292572658/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=9104550748292572658' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/9104550748292572658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/9104550748292572658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/07/o-nascimento-da-monogamia-masculina.html' title='O Nascimento da Monogamia Masculina'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SJI1MT9KP_I/AAAAAAAAAQ0/c6wgbYMYea8/s72-c/polissogria.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-925851556385221900</id><published>2008-07-31T14:26:00.000-07:00</published><updated>2008-08-06T08:44:11.813-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relações Sociais'/><title type='text'>O Nascimento da Monogamia Feminina</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229295761224493378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_mZR7bMIE-8w/SJIwyfE96UI/AAAAAAAAAAU/f7kix-7CS8k/s320/poliamor%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; A monogamia não possui justificativas biológicas consistentes para a sua existência. Onde teria se originado, então, esta prática? Todos os seres vivos possuem características não necessariamente restritas a seus genes. O fenótipo é a interação do genótipo com o ambiente. O ambiente certamente inclui os costumes sociais. E diversas espécies são sociais. A nossa não se exclui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As origens de nosso comportamento social estão muito interligadas com a história da civilização humana. Nas comunidades primitivas, existiam os chamados “casamentos de grupo”, onde todas as mulheres pertenciam a todos os homens, e vice-versa, dentro de um grupo restrito. Estes povos ignoravam o mecanismo da procriação. Acreditavam que esta era uma função inerente à mulher, que seria capaz de gerar a prole sem necessidade de uma intervenção exterior. A religião praticada por estes povos da antiguidade denomina-se &lt;em&gt;ctonismo&lt;/em&gt; (do grego &lt;em&gt;cton&lt;/em&gt; – terra), onde havia o culto da terra fecunda. Estas sociedades são consideradas matriarcais pela grande importância dada à capacidade feminina de gerar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste período, os bens, que em sua maior parte eram compartilhados pelo grupo, ficavam com a sua mãe e seus parentes, e não com os seus filhos, pois estes pertenciam à mãe. O direito dos filhos era totalmente materno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fêmea humana passou a perder seu “prestígio” com a descoberta da necessidade de fecundação masculina para a reprodução. Isto ocorreu paralelamente ao desenvolvimento da agricultura e do pastoreio, seguido da escravidão. Portanto, se deu em um momento que a idéia de posse se estabelecia. O homem, sabendo de sua condição de procriador, passa a considerar a mulher como sua propriedade, já que as posses deveriam ser repassadas para seus filhos. O desmoronamento do direito materno foi a grande derrota histórica do sexo feminino em todo o mundo, estabelecendo-se uma sociedade poligâmica patriarcal. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No estabelecimento desta nova sociedade, as leis e os valores religiosos são então utilizados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez em que este padrão de comportamento sexual foi registrado na civilização ocidental em códigos legais foi entre 1800 e 1100 a. C., em cidades da antiga Mesopotâmia (vale do Rio Tigre e do Eufrates). As partes desses códigos que se referiam à posição legal e aos direitos e deveres das mulheres diziam que elas tinham que manter sua virtude, da mesma maneira como pensavam os outros povos agrários. Foi a primeira evidência escrita da subjugação da mulher nas sociedades agrícolas da antiga Mesopotâmia, na qual as mulheres eram consideradas bens e propriedades. Esta inferioridade das mulheres com relação aos homens tem relação com o advento do arado na produção de alimentos. Antes, as pessoas utilizavam a enxada e as mulheres realizavam a maior parte do trabalho no campo, mas com o surgimento do arado, em torno de 3000 a.C., que necessitava de uma força muito maior para ser usado, os homens passaram a ficar com a maior parte das tarefas agrícolas. Com a invenção do arado as mulheres perderam seu antigo papel de coletoras e provedoras de alimentos, passando a ser inferiores aos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos valores morais religiosos, há relatos de que, entre 516 a.C. e a destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d.C., os costumes sexuais judaicos passaram a ser cada vez mais identificados com as leis de Deus. Até então, no judaísmo, poucas práticas sexuais eram consideradas imorais. Aos homens, ao contrário das mulheres, era permitido livre acesso às prostitutas, concubinas, viúvas, criadas domésticas, etc.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No Oriente Médio, na época de Maomé, e até hoje, dentro do islamismo, a mulher só podia ter um marido, ao passo que os homens podiam ter até quatro esposas. O marido também tem o direito de punir fisicamente a esposa se ela for desobediente. "Quanto àquelas de quem temes desobediência, deves admoestá-las, enviá-las a uma cama separada e bater nelas", diz a sura 4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas religiões judaicas, com o advento do Cristianismo, a virgindade passou a ser mais exaltada, a poligamia abolida e as relações sexuais permitidas apenas para a procriação. A castidade passa a ser essencial para ambos os sexos e o casamento é investido de significado sacramental e simbólico A monogamia era a única forma aceitável de casamento e o Novo Testamento menosprezava o concubinato. Isto está associado ao fato de que, nos séculos posteriores a Jesus, alguns líderes cristãos tornaram-se hostis ao sexo. O celibato, porém, só foi oficialmente imposto ao clero cristão no século XI e a abstinência sexual foi se vinculando cada vez mais a Deus e o adultério ao pecado, tanto para homens como para mulheres.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Referências:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ARMAND, E. &lt;strong&gt;Os crimes passionais e o tartufismo sexual&lt;/strong&gt;. Novos Tempos, n. 1, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENGELS, F. &lt;strong&gt;Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado&lt;/strong&gt;, A.. P. imprenta: Rio de Janeiro, 1964.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FISHER, H. E. &lt;strong&gt;Anatomia do Amor: a história natural da monogamia, do adultério e do divórcio&lt;/strong&gt;. Rio de Janeiro: Eureka, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GAARDER, J. &lt;strong&gt;O livro das religiões&lt;/strong&gt;. São Paulo:Companhia das Letras, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GIDDENS, A. A &lt;strong&gt;Transformação da Intimidade: sexualidade, amor e erotismo nas sociedades modernas. &lt;/strong&gt;São Paulo: Editora Unesp, 1993. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231430503377418066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mZR7bMIE-8w/SJnGU1T0N1I/AAAAAAAAAA8/ecLHRHsQ4W0/s320/polygamy_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-925851556385221900?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/925851556385221900/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=925851556385221900' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/925851556385221900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/925851556385221900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/07/o-nascimento-da-monogamia-feminina.html' title='O Nascimento da Monogamia Feminina'/><author><name>Paula Moiana da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803230052565807949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_mZR7bMIE-8w/SJIwyfE96UI/AAAAAAAAAAU/f7kix-7CS8k/s72-c/poliamor%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-3128681119368363425</id><published>2008-07-19T16:20:00.000-07:00</published><updated>2008-07-19T16:50:28.689-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relações Sociais'/><title type='text'>Instintos Monogâmicos?</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_mZR7bMIE-8w/SIJ9u38J2eI/AAAAAAAAAAM/eEQJ_2V7W1A/s1600-h/snowwhite.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224876761946905058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_mZR7bMIE-8w/SIJ9u38J2eI/AAAAAAAAAAM/eEQJ_2V7W1A/s320/snowwhite.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tradicionalmente, considera-se que a infidelidade seja uma característica masculina, e que as mulheres tendem à monogamia. Há, ainda, quem coloque que as mulheres "adúlteras" contrariam a sua própria natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem justificativas de cunho biológico para essa afirmação primordialmente sexista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens podem fecundar várias mulheres ao mesmo tempo. As mulheres dispendem muito mais energia para a reprodução, já que precisam desenvolver a gravidez durante 9 meses, amamentar a criança e não têm como se isentar da responsabilidade pela criação, se quiserem garantir a sobrevivência da prole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o homem pode se responsabilizar pela criação de filhos de mulheres diferentes. Isso é interessante biologicamente, porque, ao terem várias mulheres, os homens geram crianças com maior diversidade genética, otimizando as chances de seus genes serem fixados ao ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, a mulher procura o parceiro ideal, em função do gasto energético. Ela seleciona o macho com as características que considera mais adequadas, e investe na possibilidade de que este parceiro será capaz de lhe dar uma prole com capacidade adaptativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, essa justificativa é unilateral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que a mulher deseje segurança para esta prole, também deseja variabilidade. A diversidade genética é importante para a sobrevivência da espécie como um todo, não apenas de um dos sexos. É interessante, também para a fêmea, que seus filhos tenham constituições genéticas as mais diferentes possíveis. Então, a mulher deseja constância e variabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão? Por mais que a mulher tenha tendências à monogamia, também esta está "predisposta" ao adultério. Ao mesmo tempo que a fêmea seleciona os machos com as características que ela considera capazes de prover a maior adaptação ao meio possível, é interessante que a prole tenha genes variáveis entre sí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, a "intenção" contida na reprodução é perpetuar seus próprios genes. Se toda a prole for homogênea, apesar de suficientemente adaptada ao meio, ela pode não resistir à qualquer alteração ambiental. Com a variabilidade, a fêmea procura garantias de que, mesmo que o ambiente mude, ao menos parte de sua prole terá chances de sobrevivência, conseguindo, assim, fixar seus próprios genes na população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que o gasto energético feminino para a reprodução é maior, e portanto, elas são mais seletivas. Mas o fato de serem seletivas não inclui necessariamente a idéia de um macho apenas ser selecionado, mas os machos que ela considera interessantes para contribuírem para a tarefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Historicamente, podemos perceber que isto é verdade. A instituição da monogamia, e dos valores como virgindade, foi essencialmente masculina, com o objetivo de assegurar-se da paternidade dos filhos. Se a fidelidade feminina fosse algo inerente, estas "regras" não seriam necessárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão da idéia é que a monogamia estabelecida não é natural, do ponto de vista biológico. Além disso, do mesmo modo que a fidelidade é um "sacrifício" aos desejos inerentes ao homem, o mesmo ocorre com a mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ciúmes, colocado como uma possível prova de nossa natureza monogâmica, tem um viés cultural e instintivo, já que a própria posse os tem. O sentimento de posse tem um valor adaptativo, porque significa a apropriação de um território necessário para a sobrevivência. O território abrange o sustento (com tudo o que se relaciona a isso), o espaço e as opções escolhidas para a procriação. Se o território é invadido, estamos inseguros; nossa sobrevivência ou perpetuação gênica estão ameaçados. O invasor implica em dispender energia na concorrência, e pode significar a perda do território. A perda deste significa que teremos que buscar em outros lugares os meios necessários, entrando em competição. Ou seja, dispendendo energia e com o risco de não sermos bem sucedidos. O ciúmes é o sentimento contrário à invasão deste território, sentimento necessário para a preservação deste.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-3128681119368363425?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/3128681119368363425/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=3128681119368363425' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3128681119368363425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3128681119368363425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/07/instintos-monogmicos.html' title='Instintos Monogâmicos?'/><author><name>Paula Moiana da Costa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803230052565807949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_mZR7bMIE-8w/SIJ9u38J2eI/AAAAAAAAAAM/eEQJ_2V7W1A/s72-c/snowwhite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-5993211444080369612</id><published>2008-07-19T15:00:00.000-07:00</published><updated>2008-07-19T15:03:05.227-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prazeres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beleza'/><title type='text'>O Prazer pela Música</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Os homens que apreciavam ou não certas frequencias sonoras sobreviviam e obviamente transmitiam o prazer ou o desgosto por essas frequencias. Os que tinham prazer ao ouvir o canto dos pássaros em geral, o barulho da água, do vento na vegetação, entre outros sobreviviam pois estes sons representam condições interessantes para a sobrevivência. Os pássaros, porque se eles estão presentes significam alimento e ausência temporária de predadores. A água e a vegetação, um local com recursos naturais necessários para a sobrevivência. Paralelamente, sons agudos lembram "choro", gritos, ganidos, ou seja, expressões de sofrimento, que foram associados a algo desagradável porque indicavam a existência de algum possível risco ao redor. Assim como o barulho do vento muito forte ou dos trovões que indicava tempestades.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os homens começaram a fazer certos barulhos ao bater na coisas. Os barulhos que eram parecidos com os sons encontrados em ambientes ideais eram agradáveis e ao mesmo tempo exótico, pois eram de certa forma diferente e atiçavam a procura por novos barulhos, fazendo dessa maneira com que o homem descobrisse mais o ambiente e as coisas ao seu redor. Descobrindo novos sons e os misturando “nasceu” as musicas que eram usadas como um meio para se comunicar com os deuses, pois os sons eram exoticos (desconhecidos) e os deuses também.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A musica como um culto para os deuses foi uma forma de sair do mundo real e entrar no mundo mistico (evitando o stress), durante esses cultos ocorria danças, que eram apreciadas pois eram exercicios fisicos, brincadeiras, e proporcionavam uma maior ligação entre os membros da tribos, tanto eroticamente (aumentando a reprodução) como na forma de amizade (aumentando a união durante as batalhas).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Depois, mesmo com o advento das palavras, os sons continuaram evoluindo como uma linguagem paralela. Isso porque, com a evolução do cérebro e do conhecimento, as palavras não possibilitariam a comunicação de algo abstrato. Então, por um processo cultural, estes sons se transformaram na música como conhecemos, com toda a sua complexidade, já que proporcionam prazer ao ouvinte.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Percebemos que a musica hoje tem basicamente duas características importantes, pode ser usada para transmitir uma mensagem e/ou para dançar, sendo que é corolário as frequências serem agradáveis.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;As frequências consideradas agradaveis variam de individuo para individuo, pois variam conforme o ambiente. Se voce crescer ouvindo um tipo de musica e considerar o ambiente que voce cresceu adequado (adaptado) voce irá gostar daquele tipo de musica. Um exemplo de explicar isso é perceber que conforme aumentou os barulhos nas cidades, as musicas consideradas barulhentas foram sendo aceitas como agradaveis.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O gosto por certo tipos de frequencias, conforme os exemplos que coloquei no primeiro paragráfo, foram herdados, mas o meio nos influencia, pois foi este que fez a seleção de certas frequencias que são comuns para todos nós. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-5993211444080369612?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/5993211444080369612/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=5993211444080369612' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/5993211444080369612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/5993211444080369612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/07/o-prazer-pela-msica.html' title='O Prazer pela Música'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-5891435811252597040</id><published>2008-07-19T14:57:00.001-07:00</published><updated>2008-07-19T14:59:57.511-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prazeres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beleza'/><title type='text'>O Prazer pelos Objetos</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIJjappH35I/AAAAAAAAAQs/chKwkYgssS8/s1600-h/talisma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224847827209281426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIJjappH35I/AAAAAAAAAQs/chKwkYgssS8/s400/talisma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os objetos inicialmente foram criados para auxiliar, eram ferramentas, utensílios, não eram usados para decorar. Os adornos foram os primeiros objetos que tinham como escopo a decoração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros adornos foram ossos, dentes ou pedras exóticas, os individuos que os usavam eram os que tinham habilidade de caçar e explorar o terreno e as mulheres que tinham prazer pelos adornos, se reproduziam com esses indivíduos transmitindo o prazer pelos adornos e a habilidade de caça, logo aumentando a probabilidade de sobrevivência e reprodução dos seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os adornos belos eram os dificieis de conseguir, mas eram conhecidos, como dentes de tigres, que eram um premio para o individuo. Os exóticos, eram os diferentes, desconhecidos, percebemos denovo a relação entre o exotico e o mistico, pois os adornos mais exoticos eram utilizados como talismã protetores ou peças com "poderes especiais" que só podiam ser usados por determinadas pessoas, aquelas que pertenciam a determinadas classes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje usamos adornos (colares, pulseiras, brincos, roupas) e esses influenciam no conceito de beleza. As diferentes formas ou desenhos dos adornos são ditados pelo meio. A beleza dos adornos são influenciadas também pelo material que os compõem, se vemos um colar de plástico pintado de prata acharemos esse mais feio que um colar de prata que tem a forma idêntica do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decoramos a nossa casa com objetos para nos sentir bem, achar que estamos num ambiente adaptado, da mesma maneira que nos vestimos de acordo com o que consideramos belo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desenhos e formas dos objetos, podemos até considerar aqui a arquitetura dos prédios e casas, são influenciados pela ciência, que ao fazer descobertas possibilita novas formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem objetos que são ferramentas ou utensilios, esses tem como escopo acelerar ou facilitar algum processo humano, não devem ser belos pois têm outro objetivo."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-5891435811252597040?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/5891435811252597040/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=5891435811252597040' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/5891435811252597040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/5891435811252597040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/07/o-prazer-pelos-objetos.html' title='O Prazer pelos Objetos'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIJjappH35I/AAAAAAAAAQs/chKwkYgssS8/s72-c/talisma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-2764318668480430007</id><published>2008-07-19T05:33:00.000-07:00</published><updated>2008-07-19T15:11:12.893-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prazeres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beleza'/><title type='text'>O Prazer pela Arte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIHgKXU1paI/AAAAAAAAAQc/hmg90VAQDko/s1600-h/cavernas-14.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224703511391217058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIHgKXU1paI/AAAAAAAAAQc/hmg90VAQDko/s400/cavernas-14.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Conforme podermos ver na figura acima as primeiras “obras de arte” foram bem simples. Porque o prazer pela arte foi algo que “nasceu” no animal ser humano e permaneceu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desenhos nas cavernas estão associados com o conceito de arte e linguagem ao mesmo tempo, toda a arte tem como fundo transmitir alguma mensagem, isso é explicito no cinema, teatro, quadros, músicas entre outros. Os que tinham prazer pela arte eram os que conseguiam desvendar o que o artista vivenciou e desenhou tendo assim um maior conhecimento sobre o mundo, ou seja, saber o que é um búfalo antes de se encontrar com ele, estar prevenido. Os que tinham prazer em observar os desenhos, ficavam mais tempo os observando, logo tinham maior probabilidade de aprender antes de se deparar com certas situações aumentando as chances de sobrevivência e transmitindo essas características para os seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIHgKpmnGGI/AAAAAAAAAQk/R-XpExrNu-o/s1600-h/exposicao1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224703516297599074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIHgKpmnGGI/AAAAAAAAAQk/R-XpExrNu-o/s400/exposicao1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas ao mesmo tempo podemos enxergar um outro lado, o desenho cria uma situação ("mundo") onde o homem vence o animal terrível. Existem explicações que dizem que o pintor paleolítico ao desenhar o animal imaginava ganhar poder sobre o mesmo. Logo a arte teve um outro escopo, seu objetivo era criar um mundo fora da realidade crua, da realidade cruel, dessa maneira diminuindo o estresse do mundo real mandando o individuo para um mundo metafísico proporcionando mais segurança e confiança. Os desenhos hoje criam super-hérois, as esculturas fazem “santos”. A arte (música, novelas e outros) no Brasil por exemplo, faz com que o povo esqueça o que realmente acontece no país, a arte que dá energia e força para os pobres desse país cruel. Os indivíduos que conseguiam se livrar do estresse tratavam a vida com mais calma e mais alegria, sendo mais sucedidos na caça e nos relacionamentos pessoais, logo aumentando a probabilidade de sobreviver e reproduzir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebemos que a arte foi essencial para o homem, como linguagem e como criação de mundos metafísicos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-2764318668480430007?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/2764318668480430007/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=2764318668480430007' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/2764318668480430007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/2764318668480430007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/07/conforme-podermos-ver-na-figura-acima.html' title='O Prazer pela Arte'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIHgKXU1paI/AAAAAAAAAQc/hmg90VAQDko/s72-c/cavernas-14.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-8552083199143078764</id><published>2008-07-19T05:14:00.000-07:00</published><updated>2008-07-19T15:12:08.209-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beleza'/><title type='text'>O Prazer pelo Exótico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Exótico é algo diferente, desconhecido que atiça a nossa curiosidade, que nos atrai. O exótico é individual, pois o diferente, desconhecido é individual. Porque temos curiosidade (desejo de saber, de ver, de conhecer, de se instruir;)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bebes tem maior curiosidade porque eles conhecem menos que os adultos e quando vêem algo que considerem exótico, tem vontade, desejo de conhecer. Pode ser um objeto por exemplo, principalmente se estamos mexendo com ele, a criança chora até conseguir pegar no objeto e o analisar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme vamos crescendo vamos perdendo a curiosidade, pois vamos conhecendo as coisas. E as “coisas” vão deixando de ser exóticas e passam a ser normais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os individuos que sentiam prazer no exótico, eram os que faziam novas descobertas e procuravam descobrir as coisas, logo tinham maior chance de sobreviver e reproduzir o “prazer pelo exótico” para suas crias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso que temos prazer ao ver um por ou nascer do sol, são nessas horas que o sol fica na nossa direção e mais longe da terra (os raios solares são mais fracos). É no crepúsculo do sol que temos a oportunidade de o olhar e temos prazer nisso, pois ele tem seu lado exótico, pois por mais que o vemos todos os dias e sabemos o que é o sol ainda temos curiosidade, pois associamos o sol ao cosmo. Antigamente quando não o “conheciam” ele era um Deus. Pode se dizer o mesmo para uma noite estrelada, uma aurora boreal entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIHbQqNG0FI/AAAAAAAAAQE/_FBcoN2tNMQ/s1600-h/pordosol2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224698121980137554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIHbQqNG0FI/AAAAAAAAAQE/_FBcoN2tNMQ/s400/pordosol2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIHbQ4Gr3xI/AAAAAAAAAQM/TscE_4Khz5o/s1600-h/aurora+boreal+e+ceu+estrelado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224698125711302418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIHbQ4Gr3xI/AAAAAAAAAQM/TscE_4Khz5o/s400/aurora+boreal+e+ceu+estrelado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço que analisem as fotos que coloquei acima. Vocês notam uma diferença entre os dois pôr-do-sol? Entre o céu estrelado e a aurora boreal? Quando mais diferente, desconhecido não é maior a atracão, o prazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vemos a foto da praia nos sentimos atraídos por ela, isso acontece porque o cérebro interpreta a foto como um lugar ideal para se viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIHbQ0NGbTI/AAAAAAAAAQU/r0WSx7-R8Mg/s1600-h/Paisagens+Blog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224698124664466738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIHbQ0NGbTI/AAAAAAAAAQU/r0WSx7-R8Mg/s400/Paisagens+Blog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas não é isso que acontece com a foto da Antartica, sentimos prazer em ve-la também, mas não porque a achamos bela e sim porque a achamos exótica, diferente, desconhecida e temos curiosidade em conhece-la. Esse fator foi essencial para a convivência dos seres humanos, se isso não acontecesse todos viveriam em lugares quentes perto das praias ou dos rios, não existiriam vikings, nem esquimós. O prazer em descobrir novos lugares foi essencial para diminuir a concorrência pelo nicho e impulsionar um deslocamento humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O belo, assim como o exótico, nos atrai e nos dá prazer, mas isso acontence pois o belo é algo “bem adaptado” (diferente do exotico), os individuos que sentiam prazer pelas coisas “bem adaptadas” sobreviviam. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-8552083199143078764?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/8552083199143078764/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=8552083199143078764' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/8552083199143078764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/8552083199143078764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/07/o-prazer-pelo-extico.html' title='O Prazer pelo Exótico'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIHbQqNG0FI/AAAAAAAAAQE/_FBcoN2tNMQ/s72-c/pordosol2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-3371108813412563560</id><published>2008-07-18T19:06:00.000-07:00</published><updated>2008-07-19T15:30:45.143-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beleza'/><title type='text'>Sobre a Flor e a Barata</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIFMs_O11DI/AAAAAAAAAP0/hHj5jAtrdfY/s1600-h/flor-silvestre_borboleta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224541378498122802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIFMs_O11DI/AAAAAAAAAP0/hHj5jAtrdfY/s400/flor-silvestre_borboleta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No texto sobre Beleza foi colocado que a simetria e a harmonia (proporção) influem nos nossos conceitos de beleza e partindo do principio óbvio que o belo atrai e o feio repeli, percebemos que essas característica foram essenciais para a sobrevivência dos seres vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de conhecimento de todos que a flor é um órgão encontrado em certos tipos de planta e a sua função é a reprodução. Algumas flores precisam dos insetos para espalhar os polens, então elas tem que ser belas (ter simetria e harmonia), para atrair os insetos e assim a reprodução ser bem sucedida. As flores que eram belas eram as que atraiam os insetos se reproduzindo mais e transmitindo essa simetria e harmonia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alguns animais são considerados fofos (diferente de belo), pois tem características similares a de um nenê, como &lt;a href="http://imagecache2.allposters.com/images/pic/153/862215~Shrek-2-Puss-in-Boots-Posters.jpg"&gt;olhos grandes&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.orkut.com.br/AlbumZoom.aspx?uid=12010801252763402925&amp;amp;pid=1212152403412&amp;amp;aid=1212127094"&gt;formas arredondadas&lt;/a&gt;. Os homens que tinham prazer ao ver um nene cuidavam mais deles aumentando a chance de sobrevivencia da sua cria e automaticamente transmitindo essa caracteristica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIFMs6ePhhI/AAAAAAAAAP8/rhVuA5GspzY/s1600-h/Morcegofeio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224541377220544018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIFMs6ePhhI/AAAAAAAAAP8/rhVuA5GspzY/s400/Morcegofeio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O feio pode ser dividido em duas categorias: repugnantes e feios. Os repugnantes são os que transmitem doenças como as baratas, &lt;a href="http://websmed.portoalegre.rs.gov.br/escolas/obino/revista/c11_aracnideos/CaranguejeiraEmClose.jpg"&gt;aranhas&lt;/a&gt;, morcegos, &lt;a href="http://www.bio.davidson.edu/people/vecase/Behavior/Spring2004/lyons/Picture1.jpg"&gt;ratos&lt;/a&gt; entre outros, os indivíduos que sentiam repulsa sobreviviam, pois não adquiriam doenças. Os &lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0f/Gato_esfinge_2.jpg"&gt;feios&lt;/a&gt; são os que não tem simetria e harmonia, pois associamos essas características a &lt;a href="http://www.flower-horn.de/turtle/Chelydra_serpentina.jpg"&gt;doença&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://asylumeclectica.com/asylum/malady/archives/harlequin/harlequin4.jpg"&gt;deformidade&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebemos que os nossos conceitos de feio e belo não são algo que “escolhemos”, mas que foram ditados pela natureza. Ou alguém acha uma barata bonita e uma flor feia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-3371108813412563560?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/3371108813412563560/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=3371108813412563560' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3371108813412563560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3371108813412563560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/07/sobre-flor-e-barata.html' title='Sobre a Flor e a Barata'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIFMs_O11DI/AAAAAAAAAP0/hHj5jAtrdfY/s72-c/flor-silvestre_borboleta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-3958095153469794852</id><published>2008-07-18T17:30:00.000-07:00</published><updated>2008-07-18T17:45:48.016-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beleza'/><title type='text'>Beleza</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIE5IDZe_sI/AAAAAAAAAPs/Caab2QjEXAk/s1600-h/1024x768_tigre_siberiano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224519853240417986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIE5IDZe_sI/AAAAAAAAAPs/Caab2QjEXAk/s400/1024x768_tigre_siberiano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para algo ser belo deve automaticamente ter simetria e harmonia, mas não é apenas isso que influencia no conceito de beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XVII para a mulher ser considerada bela ela tinha que ser gorda, só as ricas eram gordas, estas não trabalhavam e tinham condições financeiras para isso. A mulher considerada bonita é aquela que é considerada “bem adaptada” pelo meio, é aquela que não tem calos na mão, que não tem cicatrizes, que não é fedida, nem suja, pois essas características são de "trabalhadoras" (que fazem o serviço braçal, pobre, “mal adaptadas”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tigre por exemplo, é forte, veloz, está no topo da sua cadeia alimentar e isso nos traz admiração, e automaticamente o achamos belo, sendo que um tigre que é maltratado o cérebro irá interpreta-lo como feio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa interpretação referente ao feio e ao bonito foi essencial para escolher os melhores parceiros, pois escolher o melhor adaptado é aumentar a probabilidade de nossa cria ser “bem adaptada” e automaticamente a probabilidade desta sobreviver e transmitir essa característica de distinguir o bonito do feio para suas crias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modo ver o belo é diferente e pessoal, porque os valores são individuais, e estes (valores) estão ligados com a visão de “bem adaptado”, logo a beleza não é igual para todos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-3958095153469794852?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/3958095153469794852/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=3958095153469794852' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3958095153469794852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3958095153469794852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/07/beleza.html' title='Beleza'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_C8DHqJq3cAg/SIE5IDZe_sI/AAAAAAAAAPs/Caab2QjEXAk/s72-c/1024x768_tigre_siberiano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-3064438770248809969</id><published>2008-05-24T16:36:00.000-07:00</published><updated>2008-09-24T16:39:51.696-07:00</updated><title type='text'>Trecho do Livro Universo Elegante</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Algum tempo depois, vê-se que o melhor desenho que Crispim consegue fazer é o da figura 6.4(a). Observando as trajetórias das bolas de gude após o choque, ele percebe que o caroço é pequeno e tem a superfície dura, mas isso é praticamente tudo o que consegue descobrir. As bolas são demasiado grandes para poder registrar a estrutura corrugada do objeto. Mas quando ele olha para o desenho de Joaquim (figura 6.4(b)), fica surpreso de ver que está muito melhor. Logo, contudo, ele percebe a causa ao olhar para o arremessador de Joaquim: as partículas arremessadas por ele são pequenas o bastante para que o ângulo dos ricochetes reflita as características mais flagrantes da superfície do caroço. Desse modo, arremessando muitas esferas de cinco milímetros e observando as suas trajetórias após o choque, Joaquim pôde desenhar uma imagem mais detalhada. Crispim, com o orgulho ferido, volta para o seu arremessador e o carrega com partículas ainda menores — bolinhas de meio milímetro — suficientemente pequenas para refletir, em seus ricochetes, as irregularidades mais miúdas da superfície do caroço. Observando as trajetórias após o choque, ele consegue desenhar a imagem vencedora, mostrada na figura 6.4(c). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A lição oferecida por essa pequena competição é clara: para serem úteis, as partículas de sondagem não podem ser substancialmente maiores do que os aspectos físicos que estão sendo examinados; de outra maneira, elas não serão sensíveis às estruturas de interesse. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, esse mesmo raciocínio vale se quisermos examinar o caroço ainda mais pormenorizadamente para determinar a sua estrutura atômica e subatômica. Bolinhas de meio milímetro não proporcionarão nenhuma informação útil; são grandes demais para ter qualquer sensibilidade com relação às escalas atômicas. É por isso que os aceleradores de partículas usam prótons ou elétrons como sondas, já que o seu tamanho diminuto torna-os muito mais adequados à tarefa. Nas escalas subatômicas, onde os conceitos quânticos tomam o lugar do raciocínio clássico, a medida mais apropriada para a sensibilidade de sondagem de uma partícula é o seu comprimento de onda quântico, que indica a janela de incerteza na sua posição. Esse fato reflete a nossa discussão sobre o princípio de Heisenberg, no capítulo 4, na qual vimos que a margem de erro quando se utiliza uma partícula puntiforme como sondagem (a discussão centrava-se nos fótons, mas pode referir-se a todas as outras partículas) é aproximadamente igual ao comprimento de onda quântico da partícula utilizada. Em linguagem menos técnica, isso significa que a sensibilidade de sondagem de uma partícula puntiforme torna-se imprecisa por causa da agitação quântica, assim como a precisão do bisturi do cirurgião fica comprometida se a sua mão treme. Mas lembre-se de que no capítulo 4 também notamos o fato importante de que o comprimento de onda quântico de uma partícula é inversamente proporcional ao seu momento, o qual, em termos gerais, corresponde à sua energia. Assim, aumentando a energia de uma partícula puntiforme, podemos tornar o seu comprimento de onda quântico cada vez menor — e a imprecisão quântica também diminui progressivamente — e desse modo podemos utiliza-la para sondar estruturas físicas cada vez menores. Intuitivamente, as partículas com mais energia têm maior poder de penetração e, portanto, podem fazer sondagens nos traços mais diminutos.&lt;br /&gt;Nesse sentido, a distinção entre as partículas puntiformes e as cordas se torna manifesta. Tal como no caso das esferas maiores que sondavam a superfície de um caroço de pêssego, a extensão espacial inerente à corda a impede de sondar a estrutura de qualquer coisa que seja significativamente menor do que o seu próprio tamanho — nesse caso, as estruturas que surgem em escalas menores do que a distância de Planck. Com precisão algo maior, em 1988 David Gross, então na Universidade de Princeton, e seu aluno Paul Mende mostraram que quando se leva em conta a mecânica quântica, o aumento progressivo da energia de uma corda não leva ao aumento progressivo da sua capacidade de sondar estruturas menores, o que contrasta diretamente com o que acontece com uma partícula puntiforme. Eles verificaram que quando a energia de uma corda aumenta ela é inicialmente capaz de sondar estruturas de escalas menores, tal como uma partícula puntiforme com alta energia. Mas quando a energia aumenta além do valor requerido para sondar estruturas na escala da distância de Planck, a energia adicional não produz resultados favoráveis. Ao contrário, ela faz com que a corda cresça em tamanho, o que diminui a sua sensibilidade para as distâncias curtas. Com efeito, embora o tamanho típico de uma corda seja a distância de Planck, se continuássemos a adicionar-lhe energia — em níveis que superam a nossa mais desenfreada imaginação, mas que podem ter sido atingidos durante o big-bang — faríamos com que a corda crescesse a dimensões macroscópicas, o que a tornaria totalmente inadequada para sondar o microcosmos! É como se, ao contrário das partículas puntiformes, as cordas tivessem duas fontes de imprecisão: a agitação quântica, tal como para as partículas puntiformes, e também a sua própria extensão espacial. O aumento da energia da corda diminui a imprecisão resultante da primeira fonte mas aumenta a resultante da segunda fonte. A conseqüência é que por mais que se tente, a extensão espacial da corda impede o seu uso para sondar fenômenos que ocorrem em escalas inferiores à distância de Panck. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas o conflito entre a relatividade geral e a mecânica quântica deriva das propriedades do tecido espacial nessas escalas inferiores à distância de Planck. Se o componente elementar do universo não pode sondar um espaço inferior à distância de Planck, então, nem ele nem nada composto por ele pode ser afetado pelas ondulações quânticas supostamente desastrosas daquelas distâncias mínimas. E o mesmo que acontece quando passamos a mão por uma superfície de mármore polido. Embora no nível microscópico o mármore apresente uma textura granulada e irregular, os nossos dedos não são capazes de detectar essas variações de pequena escala e a superfície lhes parece perfeitamente lisa e uniforme. Os nossos dedos, grandes e grossos, tornam imperceptível a granulação microscópica. Do mesmo modo, como a corda tem extensão espacial, a sua sensibilidade para as distâncias curtas também tem limites. Ela não pode detectar variações nas escalas inferiores à distância de Planck. Assim como os nossos dedos no mármore, também as cordas tornam imperceptíveis as flutuações ultramicroscópicas do campo gravitacional. Embora as flutuações resultantes sejam ainda substanciais, esse efeito nivelador suaviza-as o suficiente para resolver a incompatibilidade entre a relatividade geral e a mecânica quântica. Principalmente, os infinitos perniciosos (discutidos no capítulo precedente) que afetam a construção de uma teoria quântica da gravidade com base nas partículas puntiformes são eliminados pela teoria das cordas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma diferença essencial entre a analogia do mármore e o nosso interesse pelo tecido espacial é que efetivamente existem maneiras de expor a granulação microscópica da superfície do mármore: podem-se usar instrumentos mais finos e mais precisos do que os dedos. Um microscópio eletrônico tem capacidade para expor as características de uma superfície de menos de um milionésimo de centímetro; isso é suficientemente pequeno para revelar as numerosas imperfeições dessa superfície. Por outro lado, na teoria das cordas não há nenhuma maneira de expor as "imperfeições" inferiores à escala de Planck no tecido do espaço. Em um universo comandado pelas leis da teoria das cordas, a noção convencional de que é sempre possível dissecar a natureza em escalas cada vez menores, sem limite, não corresponde à realidade. Existe um limite, e ele entra em ação antes que encontremos a espuma quântica devastadora que aparece na figura 5.1. Dessa maneira, em um sentido que ficará mais claro nos capítulos posteriores, pode-se mesmo dizer que as supostas ondulações quânticas inferiores à escala de Planck não existem. Um positivista diria que uma coisa existe somente quando pode — pelo menos em princípio — ser examinada e medida. Como a corda é considerada o objeto mais elementar do universo, e uma vez que é grande demais para ser afetada pelas ondulações violentas do tecido espacial nas escalas inferiores à distância de Planck, tais flutuações não podem ser medidas e, por conseguinte, de acordo com a teoria das cordas, não chegam a ocorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRESTIDIGITAÇÃO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa discussão pode não lhe ter parecido muito satisfatória. Em vez de mostrar que a teoria das cordas é capaz de domar as ondulações quânticas do espaço nas escalas inferiores à distância de Planck, aparentemente usamos o tamanho nulo das cordas apenas para contornar a questão. Será que resolvemos alguma coisa? Resolvemos sim. Os dois próximos comentários esclarecerão esse ponto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, a implicação do argumento precedente é que as flutuações espaciais supostamente problemáticas das escalas inferiores à distância de Planck são conseqüências artificiais da formulação da relatividade geral e da mecânica quântica em termos de partículas puntiformes. Nesse sentido, portanto, o conflito capital da física teórica contemporânea é um problema criado por nós mesmos. Como imaginávamos que todas as partículas de matéria e todas as partículas de força tivessem a dimensão de um ponto, literalmente sem extensão espacial, estávamos obrigados a considerar as propriedades do universo em escalas de distância arbitrariamente pequenas. E nas menores de todas as distâncias incorríamos em problemas aparentemente insuperáveis. A teoria das cordas nos diz que encontramos esses problemas apenas porque não entendemos as verdadeiras regras do jogo; essas regras nos informam que existe um limite para a possibilidade de examinar o universo em distâncias curtas — um limite real à possibilidade de aplicação da nossa noção convencional de distância à estrutura ultramicroscópica do cosmos. Vemos agora que as flutuações espaciais supostamente perniciosas apareceram nas nossas teorias porque não nos demos conta da existência desses limites e fomos levados pela concepção das partículas puntiformes a ultrapassar grosseiramente as fronteiras da realidade física. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dada a aparente simplicidade dessa solução para superar o problema entre a relatividade geral e a mecânica quântica, você deve estar se perguntando por que demorou tanto para que alguém sugerisse que a concepção das partículas puntiformes fosse uma mera idealização e que no mundo real as partículas elementares têm extensão espacial. Isso nos leva ao segundo comentário. Há muito tempo, algumas das maiores cabeças da física teórica, como Pauli, Heisenberg, Dirac e Feynman chegaram a sugerir que, na verdade, os componentes da natureza não eram pontos, mas sim pequenas "bolhas" ou "pepitas"ondulantes. Eles e outros mais, contudo, verificaram ser muito difícil construir uma teoria cujo componente fundamental não fossem as partículas puntiformes, sem que a teoria perdesse a sua coerência com relação aos princípios físicos mais básicos, como a conservação das probabilidades da mecânica quântica (de modo que os objetos físicos não possam desaparecer subitamente do universo, sem deixar traço) e a impossibilidade da transmissão de informações a velocidades maiores do que a da luz. Mesmo adotando diferentes perspectivas, as pesquisas mostravam continuamente que pelo menos um desses dois princípios era violado ao se descartar o paradigma das partículas puntiformes. Por muito tempo pareceu impossível desenvolver uma teoria quântica plausível que não estivesse baseada nas partículas puntiformes. O aspecto mais impressionante da teoria das cordas é que mais de vinte anos de pesquisas exaustivas revelaram que, embora algumas de suas características sejam incomuns, ela respeita todas as propriedades indispensáveis a qualquer teoria física plausível. Além disso, graças ao padrão vibratório do gráviton, a teoria das cordas é uma teoria quântica que contém a gravidade.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-3064438770248809969?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/3064438770248809969/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=3064438770248809969' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3064438770248809969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/3064438770248809969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/05/trecho-do-livro-universo-elegante.html' title='Trecho do Livro Universo Elegante'/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2743836814812747012.post-9003778478703116582</id><published>2007-10-08T04:52:00.000-07:00</published><updated>2008-10-08T04:53:38.097-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SOyfL0QowAI/AAAAAAAAATQ/4f3gcS6luTI/s1600-h/SomatVelocidade.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SOyfL0QowAI/AAAAAAAAATQ/4f3gcS6luTI/s400/SomatVelocidade.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254749890590326786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2743836814812747012-9003778478703116582?l=minestroneabolognesa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/feeds/9003778478703116582/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2743836814812747012&amp;postID=9003778478703116582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/9003778478703116582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2743836814812747012/posts/default/9003778478703116582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minestroneabolognesa.blogspot.com/2008/10/blog-post.html' title=''/><author><name>Caio Mariani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13118255410264430492</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SKtpEDdZcQI/AAAAAAAAARY/vgAFuiV_l-4/S220/caio+a+mariani.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_C8DHqJq3cAg/SOyfL0QowAI/AAAAAAAAATQ/4f3gcS6luTI/s72-c/SomatVelocidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
