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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Moda e Adaptação


Analisando as sociedades primitivas, vemos que o uso de adornos definia a posição do individuo na tribo, desde os primórdios, muito antes do capitalismo estar na moda, usar roupas ou adornos dificies de se conseguir (hoje são os caros) era algo procurado pelo ser humano.

Hoje há uma "mistura" de modas, ou seja, há diversos grupos que se vestem de maneira diferente e que convivem na mesma sociedade, claro que há a moda “principal”.

Percebo que instintivamente o ser humano tem a necessidade de querer se enquadrar socialmente, não digo no grupo “principal”, mas em qualquer grupo.

Se o individuo não se preocupa com a moda, é apenas uma maneira de ele mostrar como ele se porta perante a sociedade, ele quer mostrar para os outros que ele não se importa com os valores sociais, querendo se destacar.

O ser humano tambem tem essa caracteristica, querer se destacar, mas tambem tem a caracteristica de querer se enquadrar, mas percebe que o destaque visa o enquandro, o individuo quer se destacar para ser admirado por ter personalidade.

É possível que primitivamente não existissem individuos que resolviam se vestir completamente diferente, porque ele não seria aceito por um grupo diferente, pois não havia um grupo diferente.

Mas a partir do momento que ir contra a sociedade e seus valores te trará aceitação em determinado grupo, então é interressante para ser aceito.

Porém, todos se preocupam com a aparencia, uns preferem transparecer, outro preferem aparecer.

sábado, 19 de julho de 2008

O Prazer pela Música

Os homens que apreciavam ou não certas frequencias sonoras sobreviviam e obviamente transmitiam o prazer ou o desgosto por essas frequencias. Os que tinham prazer ao ouvir o canto dos pássaros em geral, o barulho da água, do vento na vegetação, entre outros sobreviviam pois estes sons representam condições interessantes para a sobrevivência. Os pássaros, porque se eles estão presentes significam alimento e ausência temporária de predadores. A água e a vegetação, um local com recursos naturais necessários para a sobrevivência. Paralelamente, sons agudos lembram "choro", gritos, ganidos, ou seja, expressões de sofrimento, que foram associados a algo desagradável porque indicavam a existência de algum possível risco ao redor. Assim como o barulho do vento muito forte ou dos trovões que indicava tempestades.

Os homens começaram a fazer certos barulhos ao bater na coisas. Os barulhos que eram parecidos com os sons encontrados em ambientes ideais eram agradáveis e ao mesmo tempo exótico, pois eram de certa forma diferente e atiçavam a procura por novos barulhos, fazendo dessa maneira com que o homem descobrisse mais o ambiente e as coisas ao seu redor. Descobrindo novos sons e os misturando “nasceu” as musicas que eram usadas como um meio para se comunicar com os deuses, pois os sons eram exoticos (desconhecidos) e os deuses também.

A musica como um culto para os deuses foi uma forma de sair do mundo real e entrar no mundo mistico (evitando o stress), durante esses cultos ocorria danças, que eram apreciadas pois eram exercicios fisicos, brincadeiras, e proporcionavam uma maior ligação entre os membros da tribos, tanto eroticamente (aumentando a reprodução) como na forma de amizade (aumentando a união durante as batalhas).

Depois, mesmo com o advento das palavras, os sons continuaram evoluindo como uma linguagem paralela. Isso porque, com a evolução do cérebro e do conhecimento, as palavras não possibilitariam a comunicação de algo abstrato. Então, por um processo cultural, estes sons se transformaram na música como conhecemos, com toda a sua complexidade, já que proporcionam prazer ao ouvinte.

Percebemos que a musica hoje tem basicamente duas características importantes, pode ser usada para transmitir uma mensagem e/ou para dançar, sendo que é corolário as frequências serem agradáveis.

As frequências consideradas agradaveis variam de individuo para individuo, pois variam conforme o ambiente. Se voce crescer ouvindo um tipo de musica e considerar o ambiente que voce cresceu adequado (adaptado) voce irá gostar daquele tipo de musica. Um exemplo de explicar isso é perceber que conforme aumentou os barulhos nas cidades, as musicas consideradas barulhentas foram sendo aceitas como agradaveis.

O gosto por certo tipos de frequencias, conforme os exemplos que coloquei no primeiro paragráfo, foram herdados, mas o meio nos influencia, pois foi este que fez a seleção de certas frequencias que são comuns para todos nós.

O Prazer pelos Objetos


Os objetos inicialmente foram criados para auxiliar, eram ferramentas, utensílios, não eram usados para decorar. Os adornos foram os primeiros objetos que tinham como escopo a decoração.

Os primeiros adornos foram ossos, dentes ou pedras exóticas, os individuos que os usavam eram os que tinham habilidade de caçar e explorar o terreno e as mulheres que tinham prazer pelos adornos, se reproduziam com esses indivíduos transmitindo o prazer pelos adornos e a habilidade de caça, logo aumentando a probabilidade de sobrevivência e reprodução dos seus filhos.

Os adornos belos eram os dificieis de conseguir, mas eram conhecidos, como dentes de tigres, que eram um premio para o individuo. Os exóticos, eram os diferentes, desconhecidos, percebemos denovo a relação entre o exotico e o mistico, pois os adornos mais exoticos eram utilizados como talismã protetores ou peças com "poderes especiais" que só podiam ser usados por determinadas pessoas, aquelas que pertenciam a determinadas classes sociais.

Até hoje usamos adornos (colares, pulseiras, brincos, roupas) e esses influenciam no conceito de beleza. As diferentes formas ou desenhos dos adornos são ditados pelo meio. A beleza dos adornos são influenciadas também pelo material que os compõem, se vemos um colar de plástico pintado de prata acharemos esse mais feio que um colar de prata que tem a forma idêntica do outro.

Decoramos a nossa casa com objetos para nos sentir bem, achar que estamos num ambiente adaptado, da mesma maneira que nos vestimos de acordo com o que consideramos belo.

Os desenhos e formas dos objetos, podemos até considerar aqui a arquitetura dos prédios e casas, são influenciados pela ciência, que ao fazer descobertas possibilita novas formas.

Existem objetos que são ferramentas ou utensilios, esses tem como escopo acelerar ou facilitar algum processo humano, não devem ser belos pois têm outro objetivo."

O Prazer pela Arte


Conforme podermos ver na figura acima as primeiras “obras de arte” foram bem simples. Porque o prazer pela arte foi algo que “nasceu” no animal ser humano e permaneceu?

Os desenhos nas cavernas estão associados com o conceito de arte e linguagem ao mesmo tempo, toda a arte tem como fundo transmitir alguma mensagem, isso é explicito no cinema, teatro, quadros, músicas entre outros. Os que tinham prazer pela arte eram os que conseguiam desvendar o que o artista vivenciou e desenhou tendo assim um maior conhecimento sobre o mundo, ou seja, saber o que é um búfalo antes de se encontrar com ele, estar prevenido. Os que tinham prazer em observar os desenhos, ficavam mais tempo os observando, logo tinham maior probabilidade de aprender antes de se deparar com certas situações aumentando as chances de sobrevivência e transmitindo essas características para os seus filhos.


Mas ao mesmo tempo podemos enxergar um outro lado, o desenho cria uma situação ("mundo") onde o homem vence o animal terrível. Existem explicações que dizem que o pintor paleolítico ao desenhar o animal imaginava ganhar poder sobre o mesmo. Logo a arte teve um outro escopo, seu objetivo era criar um mundo fora da realidade crua, da realidade cruel, dessa maneira diminuindo o estresse do mundo real mandando o individuo para um mundo metafísico proporcionando mais segurança e confiança. Os desenhos hoje criam super-hérois, as esculturas fazem “santos”. A arte (música, novelas e outros) no Brasil por exemplo, faz com que o povo esqueça o que realmente acontece no país, a arte que dá energia e força para os pobres desse país cruel. Os indivíduos que conseguiam se livrar do estresse tratavam a vida com mais calma e mais alegria, sendo mais sucedidos na caça e nos relacionamentos pessoais, logo aumentando a probabilidade de sobreviver e reproduzir.

Percebemos que a arte foi essencial para o homem, como linguagem e como criação de mundos metafísicos.

O Prazer pelo Exótico

Exótico é algo diferente, desconhecido que atiça a nossa curiosidade, que nos atrai. O exótico é individual, pois o diferente, desconhecido é individual. Porque temos curiosidade (desejo de saber, de ver, de conhecer, de se instruir;)?

Os bebes tem maior curiosidade porque eles conhecem menos que os adultos e quando vêem algo que considerem exótico, tem vontade, desejo de conhecer. Pode ser um objeto por exemplo, principalmente se estamos mexendo com ele, a criança chora até conseguir pegar no objeto e o analisar.

Conforme vamos crescendo vamos perdendo a curiosidade, pois vamos conhecendo as coisas. E as “coisas” vão deixando de ser exóticas e passam a ser normais.

Os individuos que sentiam prazer no exótico, eram os que faziam novas descobertas e procuravam descobrir as coisas, logo tinham maior chance de sobreviver e reproduzir o “prazer pelo exótico” para suas crias.

Por isso que temos prazer ao ver um por ou nascer do sol, são nessas horas que o sol fica na nossa direção e mais longe da terra (os raios solares são mais fracos). É no crepúsculo do sol que temos a oportunidade de o olhar e temos prazer nisso, pois ele tem seu lado exótico, pois por mais que o vemos todos os dias e sabemos o que é o sol ainda temos curiosidade, pois associamos o sol ao cosmo. Antigamente quando não o “conheciam” ele era um Deus. Pode se dizer o mesmo para uma noite estrelada, uma aurora boreal entre outros.




Peço que analisem as fotos que coloquei acima. Vocês notam uma diferença entre os dois pôr-do-sol? Entre o céu estrelado e a aurora boreal? Quando mais diferente, desconhecido não é maior a atracão, o prazer?

Quando vemos a foto da praia nos sentimos atraídos por ela, isso acontece porque o cérebro interpreta a foto como um lugar ideal para se viver.


Mas não é isso que acontece com a foto da Antartica, sentimos prazer em ve-la também, mas não porque a achamos bela e sim porque a achamos exótica, diferente, desconhecida e temos curiosidade em conhece-la. Esse fator foi essencial para a convivência dos seres humanos, se isso não acontecesse todos viveriam em lugares quentes perto das praias ou dos rios, não existiriam vikings, nem esquimós. O prazer em descobrir novos lugares foi essencial para diminuir a concorrência pelo nicho e impulsionar um deslocamento humano.

O belo, assim como o exótico, nos atrai e nos dá prazer, mas isso acontence pois o belo é algo “bem adaptado” (diferente do exotico), os individuos que sentiam prazer pelas coisas “bem adaptadas” sobreviviam.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Sobre a Flor e a Barata



No texto sobre Beleza foi colocado que a simetria e a harmonia (proporção) influem nos nossos conceitos de beleza e partindo do principio óbvio que o belo atrai e o feio repeli, percebemos que essas característica foram essenciais para a sobrevivência dos seres vivos.

É de conhecimento de todos que a flor é um órgão encontrado em certos tipos de planta e a sua função é a reprodução. Algumas flores precisam dos insetos para espalhar os polens, então elas tem que ser belas (ter simetria e harmonia), para atrair os insetos e assim a reprodução ser bem sucedida. As flores que eram belas eram as que atraiam os insetos se reproduzindo mais e transmitindo essa simetria e harmonia.

Alguns animais são considerados fofos (diferente de belo), pois tem características similares a de um nenê, como olhos grandes e formas arredondadas. Os homens que tinham prazer ao ver um nene cuidavam mais deles aumentando a chance de sobrevivencia da sua cria e automaticamente transmitindo essa caracteristica.


O feio pode ser dividido em duas categorias: repugnantes e feios. Os repugnantes são os que transmitem doenças como as baratas, aranhas, morcegos, ratos entre outros, os indivíduos que sentiam repulsa sobreviviam, pois não adquiriam doenças. Os feios são os que não tem simetria e harmonia, pois associamos essas características a doença, deformidade.

Percebemos que os nossos conceitos de feio e belo não são algo que “escolhemos”, mas que foram ditados pela natureza. Ou alguém acha uma barata bonita e uma flor feia?

Beleza


Para algo ser belo deve automaticamente ter simetria e harmonia, mas não é apenas isso que influencia no conceito de beleza.

No século XVII para a mulher ser considerada bela ela tinha que ser gorda, só as ricas eram gordas, estas não trabalhavam e tinham condições financeiras para isso. A mulher considerada bonita é aquela que é considerada “bem adaptada” pelo meio, é aquela que não tem calos na mão, que não tem cicatrizes, que não é fedida, nem suja, pois essas características são de "trabalhadoras" (que fazem o serviço braçal, pobre, “mal adaptadas”).

O Tigre por exemplo, é forte, veloz, está no topo da sua cadeia alimentar e isso nos traz admiração, e automaticamente o achamos belo, sendo que um tigre que é maltratado o cérebro irá interpreta-lo como feio.

Essa interpretação referente ao feio e ao bonito foi essencial para escolher os melhores parceiros, pois escolher o melhor adaptado é aumentar a probabilidade de nossa cria ser “bem adaptada” e automaticamente a probabilidade desta sobreviver e transmitir essa característica de distinguir o bonito do feio para suas crias.

O modo ver o belo é diferente e pessoal, porque os valores são individuais, e estes (valores) estão ligados com a visão de “bem adaptado”, logo a beleza não é igual para todos.